segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Os 40 anos da explosão psicodélica
O rock psicodélico surgia daí como uma forma de revolucionar o que era feito até então. Incorporar as sensações causadas pelos psicotrópicos à sonoridade das músicas. Subverter e viajar através do som. Letras e linhas de guitarras totalmente surrealistas.
O ano de 1968 foi o auge da psicodelia no rock. Foi nesse ano que muitas bandas estouraram e outras lançaram seus principais álbuns. Jimi Hendrix e sua banda, The Jimi Hendrix Experience, lançavam Electric Ladyland, com gravações que iriam entrar para a história, como o cover de “All Along The Watchtower”, de Bob Dylan, além de um dos seus principais clássicos, “Voodoo Child”. The Big Brother And The Holding Company, que tinha à frente ninguém mais ninguém menos que Janis Joplin, lançava Cheap Thrills, simplesmente o disco que contém “Piece Of My Heart”, além do sensacional cover do jazz de George Gershwin “Summertime”.
Com Waiting For The Sun, o The Doors abre as portas do sucesso com o hit “Hello, I Love You”. É bem verdade que a banda já havia estourado com o primeiro disco homônimo de 1967, mas foi com esse álbum que Jim Morrison e seus parceiros estrearam o primeiro lugar nas paradas.
Foi um ano de mudanças para o Pink Floyd. Saía Syd Barrett, com sérios problemas psiquiátricos (ocasionados pelo uso excessivo de LSD), e entrava David Gilmour, dando nova cara à banda. Com a mudança, o disco A Saucerful Of Secrets acaba por ter a participação dos dois guitarristas e vocalistas, sendo a presença de Barrett restrita à última faixa, “Jugband Blues”, composta e cantada por ele.
Outro grande expoente do rock psicodélico a lançar um disco nesse ano foi o Grateful Dead. A banda de São Francisco, California, liderada pelo vocalista e guitarrista Jerry Garcia, surgia com Anthem Of The Sun, seu segundo álbum, e um dos mais psicodélicos da carreira da banda.
Foi também um ano de despedidas. O Cream, do grande guitarrista Eric Clapton, decretava o seu fim, e com isso o início da promissora carreira solo de seu líder. Lançam Wheels Of Fire, que viria a ser o penúltimo disco da banda, que deixaria o réquiem para 1969, com Goodbye. Fazem seu último show em Londres, no dia 26 de novembro, no Royal Albert Hall
Os Beatles, sempre à frente de seu tempo, começavam a deixar a psicodelia de lado (mas não totalmente) com o lançamento do Álbum Branco, que reúne diversos tipos de elementos musicais, isso depois de três discos altamente lisérgicos (Revolver de 1966, Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band e Magical Mystery Tour, de 1967). Mas antes lançam um filme e um álbum que se tornanaram ícones da geração lisérgica: Yellow Submarine, um desenho animado musical que unia os grandes sucessos dos últimos álbuns da banda com uma história maluca e cores e formas extremamente berrantes. Foi, é claro, um grande sucesso entre os amantes da arte psicodélica.
Frank Zappa & The Mothers Of Invention não eram propriamente uma banda de rock psicodélico. Pelo contrário. Zappa era contra e proibia veementemente que seus músicos usassem qualquer tipo de droga. No entanto, é difícil encontrar som mais viajante do que esse na década de 60. We’re Only In It For The Money, terceiro álbum dos Mothers, tirava sarro de tudo que estava em voga em 1968. Sobrou até pros Beatles, que foram satirizados na capa que parodiava Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band. Mas o pricipal alvo dos Mothers no disco foi o movimento hippie, ridicularizado o tempo todo em boa parte das 19 faixas. E o mais curioso é que eles riam da psicodelia sendo psicodélicos. Genial, por assim dizer.
Não podemos ignorar a psicodelia brasileira, e seus maiores expoentes: Os Mutantes, que lançavam seu disco de estréia homônimo, que continha dois sucessos compostos por outros grandes artistas, mas que ficaram famosos nos arranjos dos irmão Baptista e Rita Lee: “Panis Et Circensis”, de Caetano Veloso e Gilbero Gil, e “A Minha Menina”, de Jorge Ben. O sucesso da banda não ficou restrito ao Brasil, ao contrário, foi muito maior no estrangeiro, sendo considerada uma das principais bandas psicodélicas da história do rock, juntamente com outras já citadas acima.
Por falar em estréias, três grandes conjuntos musicais deram em 1968 o pontapé inicial de suas meteóricas carreiras: o Jethro Tull, com This Was, o Deep Purple com Shades Of Deep Purple, além do grande Led Zeppelin, que fez o seu primeiro show e gravou seu primeiro disco, Led Zeppelin, que seria lançado em janeiro do ano seguinte.
Enfim, não dá pra esquecer o que 1968 representou para o Rock. Foi ali que surgiram boa parte dos clássicos que fazem até hoje jovens delirarem e extravasarem toda a sua rebeldia. Foi o marco de uma geração que não se conformou com a situação da sociedade na época e resolveu fazer a diferença. E que com isso fique a lição para as gerações presentes.
sábado, 22 de janeiro de 2011
Venda de calmante dispara no Brasil
A venda do ansiolítico clonazepam disparou nos últimos quatro anos no Brasil, fazendo do remédio o segundo mais comercializado entre as vendas sob prescrição.
Dependência de Rivotril ocorre após 3 meses, segundo psiquiatra
"Não vivo sem o meu Rivotril", diz vendedora
Entre 2006 e 2010, o número de caixinhas vendidas saltou de 13,57 milhões para 18,45 milhões, um aumento de 36%. O Rivotril domina esse mercado, respondendo por 77% das vendas em unidades (14 milhões por ano).
O levantamento foi feito pelo IMS Health, instituto que audita a indústria farmacêutica, a pedido da Folha. O tranquilizante só perde hoje para o anticoncepcional Microvlar (em média, 20 milhões de unidades por ano).
Para os psiquiatras, há um abuso na indicação desse medicamento tarja preta, que causa dependência e pode provocar sonolência, dificuldade de concentração e falhas da memória.
Eles apontam algumas hipóteses para explicar o aumento no consumo: as pessoas querem cada vez mais soluções rápidas para aliviar a ansiedade e o clonazepam é barato (R$ 10, em média).
Médicos de outras especialidades podem prescrever o ansiolítico e há falta de fiscalização das vigilâncias sanitárias no comércio da droga.
Procurada, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) não se manifestou sobre o assunto.
Para o psiquiatra Mauro Aranha de Lima, conselheiro do Cremesp (Conselho Regional de Medicina), é "evidente" que existe indicação inapropriada do remédio, especialmente por parte de médicos generalistas, não familiarizados com a saúde mental.
Muitos pacientes, segundo ele, já chegam ao consultório com queixas de ansiedade e pedindo o Rivotril. "As pessoas trabalham até tarde, chegam em casa ansiosas e querem dormir logo. Não relaxam, não se preparam para o sono. Tomar Rivotril ficou mais fácil", diz ele, também presidente do Conselho Estadual Sobre Drogas.
Lima explica que entre as medidas adotadas pelo Cremesp para conter o abuso no uso do remédio estão cursos de educação continuada voltados a médicos generalistas.
Na sua opinião, a precariedade do atendimento de saúde mental no país também propicia o abuso do remédio.
INDICAÇÃO DE AMIGO
O psiquiatra José Carlos Zeppellini conta que recebe muitos pacientes que não tinham indicação para usar o remédio e que se tornaram dependentes da droga.
"Em geral, começaram a tomá-lo por sugestão de amigos e vizinhos, em um momento de tristeza, após terminar um namoro, por exemplo. Não é doença. Depois, não conseguem parar de tomá-lo porque têm medo de não se adaptar. É mais uma dependência psíquica do que física", acredita ele.
Entre os usuários do Rivotril, existe um misto de glamorização e demonização em relação à droga.
Páginas no Facebook, classificadas na categoria entretenimento, tratam o Rivotril como "remedinho maravilhoso". Outros grupos on-line, porém, discutem a dependência e os efeitos colaterais do remédio.
A AÇÃO DO TRANQUILIZANTE
ANSIEDADE
Estimula a ação de um ácido (conhecido como gaba) no cérebro, que inibe a ativação de áreas relacionadas ao medo e à ansiedade
SONO
Reforça os estágios do sono REM, que correspondem aos períodos de sonhos, mas reduz os estágios não REM. Essas fases são justamente as que restauram as atividades nos neurônios
INDICAÇÕES
Tratamento de vários transtornos mentais, como síndrome do pânico, distúrbio bipolar, depressão (usado como coadjuvante de antidepressivos). O remédio não é recomendado para aliviar tensões do cotidiano
EFEITOS COLATERAIS
Sonolência, movimentos anormais dos olhos, movimentos involuntários dos membros, fraqueza muscular, fala mal articulada, tremor, vertigem, perda de equilíbrio, dificuldades no processo de aprendizagem e de memorização
DEPENDÊNCIA
O tempo varia de pessoa para pessoa. Pode acontecer em um mês ou em um ano. Pacientes que tomam clonazepam não podem consumir álcool
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Mulher nua invade canteiro de obras atrás de operários
domingo, 13 de setembro de 2009
Teste de Depressão
Como saber se estou com depressão? Quais são os sintomas de depressão? Faça o Teste de Depressão aqui!
1. Como anda o seu humor ultimamente?
(0). Tranqüilo
(1). Irritado
(2). Mal humorado impaciente e ansioso
(3). Triste, pessimista e desesperançado
(3). Vejo tudo negro e sem saída
2. Você tem sentimentos de culpa?
(0). raramente
(1). às vezes acho que falho muito
(2). sinto que vou decepcionar as pessoas
(3). arrependo-me de erros passados e fico pensando neles
(4). o que está acontecendo é um castigo
3. Você já teve idéias de morte?
(0). raramente
(1). acho tudo muito chato
(2). sinto a vida pesada e que não vale à pena
(3). já pensei em suicídio
(4). já tentei o suicídio
4.Você tem dificuldade para adormecer?
(0). não
(1). de vez em quando
(2). sempre
5. Você acorda durante a noite?
(0). nunca
(1). sono agitado
(2). acordo freqüentemente
6.Você acorda cedo demais?
(0). nunca
(1). acordo de madrugada, mas volto a dormir
(2). acordo e não volto mais a dormir
7.Você é preguiçoso?
(0). nunca
(1). sou preguiçoso e acomodado
(2). sinto-me fraco e tudo requer um grande esforço
(3). perdi do interesse e produzo muito menos
(4). não faço mais nada
8. Você tem dificuldades para se concentrar?
(0). raramente
(1). sou dispersivo e me perco em meus pensamentos
(2). só penso em meus problemas
(3). não consigo mais ver filmes ou TV
(4). nada me importa
9. Você é inquieto?
(0). raramente
(1). vivo mexendo em alguma coisa
(2). brinco com as mãos, com o cabelo
(3). torço as mãos, rôo as unhas, mordo os lábios
(4). não paro quieto, me dá aflição
10. Você se sente nervoso irritado?
(0). raramente
(1). de vez em quando
(2). vivo tenso e quase sempre estou preocupado
(3). tenho medo de que algo ruim possa acontecer
(4). sinto-me apavorado
11. Você tem sintomas físicos (batedeira,boca seca,dor de cabeça,gazes,cólicas,etc.)?
(0). raramente
(1). às vezes
(2). tenho sintomas físicos freqüentes
(3). constantemente
(4). vários sintomas diariamente
12. Como esta o seu apetite?
(0). bom
(1). como forçado, mas como
(2). tenho comido bem menos
(3). como muito pouco
(4). quase não como
13. Como esta a sua sexualidade?
(0). normal
(1). teve uma pequena diminuição
(2). diminuiu bastante
(3). não quero saber mais de sexo
14. Você se preocupa com a sua saúde?
(0). não
(1). pouca coisa
(2). sou cismado e adoro ir a farmácia
(3). sou uma pessoa muito doente
15. Você andou perdendo peso?
(0). não
(1). pouca coisa
(2). mais de 3 kg
(3). bastante
16. Você acha que está deprimido?
(0). pode ser
(1). É difícil de aceitar
(2). o problema é de outra origem, não emocional
(3). de jeito nenhum
17. O seu humor muda durante o dia?
(0). raramente
(1). pouca coisa
(2). bastante
(3). meu melhor horário é quando o dia acaba
18. Você se sente longe, distante, fora de seu eu?
(0). não
(1). raramente
(2). de vez em quando
(3). bastante
(4). sempre
19. Você se sente perseguido, acuado?
(0). nunca
(1). sou meio encanado
(2). as coisas não me favorecem
(3). às vezes acho que o mundo esta contra mim
(4). totalmente!
20. Você tem manias ou pensamentos recorrentes?
(0). raramente
(1). tenho algumas manias
(2). tenho varias manias e alguns pensamentos fixos
(3). sou cheio de manias e tenho pensamentos fixos
RESULTADO = Some os resultados das suas respostas!
- mais de 50: “Seu caso é delicado você precisa procurar um tratamento urgente”
- entre 32 e 50: “Você tem uma depressão importante. Vale a pena se tratar!”
- entre 18 e 32: “A depressão já esta começando, você deve tratar senão poderá piorar”
- entre 5 e 18: “Você não tem depressão, mas alguma coisa acontece!”
- até 5: “Você é uma pessoa equilibrada”
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
The Spin Interview: Cat Power
The artist also known as Chan Marshall is ready to sing the blues away.hat follows is an unabridged version of the Cat Power interview that appears in our December issue. Chan Marshall does not look troubled. On this late September afternoon, the fresh-faced and ponytailed 34-year-old singer, better known as Cat Power, perches on a windowsill outside Manhattan's Mercer Hotel, humming little ditties. Petting homely poodles. Whistling at attractive businessmen who pass by on the sidewalk. Having recently rereleased her gorgeous Memphis soul album, The Greatest, she's got a newly confident swagger and ten American dreams' worth of plans, including two upcoming albums, a book she wants to write about Africa, her role as the new face of Chanel jewelry, and an acting career she'd like to launch. Strange that this is the same Marshall who, after The Greatest debuted last January, canceled a tour and admitted herself to Miami's Mount Sinai Medical Center -- the result of a breakdown. Then again, maybe this is exactly how someone who survived psychiatric treatment should look. Happy. And lucky.
Spin: What was the first song you ever wrote?
Chan Marshall: In fourth grade, I lived by this tobacco field on the edge of a town called McLeansville, North Carolina, and I had this neighbor who had a piano. I'd only seen pianos in church or in my dad's apartment, and I was never allowed to touch instruments. I grew up in a house that had alcoholism problems, and there are different codes of living when you grow up like that. I didn't go to other people's houses much. So one day my neighbor's parents weren't home, and she was watching TV, so I snuck into her den and I played this song that's very similar to a song I have called "Norma Jean." Back then I called it "Windows." That song -- I felt like I had a secret, like I had made a life for myself.
You've said you've been drinking since you were very young. What started it?
People who drink habitually don't realize they're doing it, because it was part of their upbringing. Everybody from my immediate family to my grandparents to my great-grandparents -- there were always severe alcoholic and psychological problems. If your parents gave you fire to play with when you were two, you'd be standing in fire by the time you were an adult. [Before my most recent hospital stay] I was drinking from the time I woke up in the morning until the time I went to bed.
You recently spent a week at the hospital. What made you decide to check yourself in?
It wasn't for drinking -- this was for a reaction to drinking. This was the third time I've been in the hospital. I never really connected the dots. I never really thought, "When something bad happens, you go to the bar and turn off your emotions." I never realized that I'd gotten to the point of such depression. So that's why I can't drink anymore. I need to be able to face things.
It's been reported that you've had seven drinks in seven months. That's not sobriety.
Well, yeah, once a month. I call myself sober because if there's something special, like my friend's birthday in Miami, I'll have half a tablespoon [of vodka] with pineapple juice. That's what I call a drink.
Have you ever thought about going to Alcoholics Anonymous?
No. It wasn't that I was an alcoholic. It was that I was on tour for so long and that I lost the love of my life in 1998 to another woman. He was the first person who loved me who I loved. I never saw or heard from him again until last night. He has a girlfriend now -- his mom told me, she came to my show in Atlanta. That was the second time I checked myself into the hospital, when I found out that he was with somebody else. I mean, he was living with her. We were done and I didn't know about it.
How were you able to get out of the hospital that time?
I had to go on tour the next week. That's when the drinking started. I had a bottle of scotch backstage at that point. A year later, my rider had a bottle of scotch and a case of beer for every show.
How much were you drinking every day at your worst?
Well, it was always a fifth of Scotch. And then it was a fifth of Scotch and two Xanax. But that was normal. I mean, fuck man, there are 21-year-olds who go to NYU who probably drink like that five nights a week.
What was happening in your life before you went to the hospital this time?
I had holed up in this apartment in Miami for a full year and didn't have any contact with people. My phone was always on silent. Some weeks it was just turned off. I really wanted to die. When you're that depressed, it's not even "depressed" anymore. You've just given up. There's nothing inside you that's good.
How did you finally get out of the house?
My friend Susanna flew down to Miami from New York. I hadn't talked to her in about a year. She just had a bad feeling. She kept asking people, "Have you talked to Chan?" Susanna got there and I was so happy to see her because I'd been...well, you know, my grandmother was very religious growing up and she taught me from a very young age that Satan is bad and God is good. But you tell a child about Satan and demons and saints and angels, and with a child's imagination, it just becomes a part of your mind. As an adult, you have to really remember that it's all just folk tales. Like werewolves, that kind of thing. How did you react when she told you that you were going to the hospital?
I didn't understand why we were going. I thought she wasn't feeling well. She was crying in the cab, holding my hand. And I was thinking, "God, she must be in so much pain."
What happened while you were there?
Well, six months earlier I had this dream about Johnny Cash. He slid into a booth beside me and he was like, "June and I, we've birthed a new child. And its name is Acanthus." Anyway, I was filled with this really happy feeling of exultation. I just felt like I'd been touched, you know? Like I wasn't alone. So I was in this store one day and there was this ring there with this leaf on it. I asked the woman what the leaf was and she said it was acanthus. So I was like, cool, I'll take it. When Susanna came, she took my ring because she was like, "They probably aren't going to [let you take it into the hospital]."
The doctor said I had a psychotic break because I was suffering severe, massive depression and overwhelming stress. I basically lay in bed for the first three days and refused to talk or eat or open my eyes. If someone came around, I would try to blink really quickly. I wasn't looking at people because I didn't want to take their pills. I was afraid that I would never leave that place. I was afraid that I would be drugged and I would never be able to say, Help! Susanna was holding my hand. She said, "Chan, I have to leave, but I'm thinking about you and I'm literally twenty blocks from you. I'm going to come see you tomorrow and everything's gonna be fine."
On the fourth day, I woke up and I was like, "Shit, Susanna is not coming back. Maybe Susanna is just part of your split personality. Maybe everyone's part of your split personality. Maybe your mom doesn't exist. Maybe you aren't you. Maybe you're really 75 years old and you're homeless with cancer and you're on a respirator, and when you open your eyes, you're going to see that you're dying." So I got out of bed and went right up to the mirror. At this point, I was raw. I hadn't seen myself. I hadn't brushed my hair. I wondered [if I looked in the mirror], would it be me? And I looked. And I looked like me. Like the inside of me. Like a little kid. When I saw my face, all I wanted to do was protect that person. And I realized, "What are you doing here?"
So I was like, "What would a sane person do?" I brushed my teeth and I combed my hair. Susanna had brought a few cosmetics and new fresh clothes, so I put them on and I felt clean. I had not gone outside my room yet. But I went out the door and I went down the hall, where all the people had gathered to watch TV. I had heard everyone outside my door saying their names and asking for their medication. So I acted like everyone else, like I was supposed to act. I went up to the counter and I was like, "I think I'm supposed to ask for medication?" And that was it. That was the day.
On the fifth day, it was easier. And on the sixth day the doctor came in and said, "How are you today Chan?" And I'd say, "I'm fine." So the doctor says, "Chan, are you having any strange thoughts?" And I was like, "On a scale of one to ten, being in here, I'm at a four. But definitely not at a ten, like I was when I first came in here." And he was like, "Okay, are you hearing voices?" And I was like, "No, not at all. Just my voice."
Had you been hearing voices before you went to the hospital?
I wasn't hearing voices. I was having visions.
What kind of visions?
My window got blown out, so there was a sheet of wood over it. There were little dark knots on the wood and it looked like the desert. I could hear the wind behind it -- whooooooo -- blowing across the desert. And where those knots were, the desert was exposing this huge, massive civilization. All these super ornate, shiny, pointy buildings. It was this Arabic type of place, like the Sahara 5000 years ago. These other knots started moving. It was very hallucinatory. All that sand was representative of time. I felt like I was going back in time.
It's embarrassing to admit things like this. What I thought was a vision was obviously just my mind. And since I hadn't slept in seven days, my mind was out the window.
How do you feel now?
Oh man, I'm just so happy to be alive. I've always been like that when I was little. I feel lucky. I feel blessed. So grateful and thankful to myself that I didn't fall for any tricks and I didn't fuck up and I didn't become a junkie and I didn't jump out a window and I didn't fall prey to those traps because I had self-preservation. I don't come from money or an educated family background or any sort of supportive family life, so all of my choices are made on my own. This was the first time that I ever let myself be taken care of against my will. That's such a weird concept.
How do you respond to people who say you're intentionally cultivating a "crazy artist" mythology around yourself?
It makes me laugh. I wish that I could be that conniving!
You have a reputation for unusual behavior during live shows: starting and stopping songs, talking as if you're in a trance, apologizing repeatedly. Where does that come from?
Say you're typing a poem and there's something wrong with the E key -- it looks like an R or a Q. And you're like, fuck, and you pull the paper out. That's what playing is like for me. There's just something wrong -- the sound, the lights, someone looking at me, maybe the piano's out of tune -- that's why I stop and start. I want to make it perfect. It's not like I'm trying to torture people. I don't care if I've got a booger up my nose or my head's on fire; it's not about me. It's about the song.
Do you have stage fright?
It makes my heart beat faster just thinking about it -- all the people and the lights. I don't appear shy, but I'm a very sensitive person.
Do you have to play live? Is that part of your contract?
No not at all. I wanted to.
You enjoy playing live? You don't always seem to enjoy it.
That's the thing about me. People think, Oh she's crazy -- she doesn't like to play. But that's not it. It's like tapping into some communal vein. There's always one person who talks to you after you go through this physical, emotional, spiritual, psychological experience. It's a dualship, a communication between the listener and me, even though you're not talking to each other or looking at each other, there's this space that starts living. This space in the universe that we all share, and it opens up, and then we forget we're in a bar. It's like looking at a painting or watching a horse run. It's that thing that keeps us liking life.
You recorded The Greatest in Memphis. What was it like to work with soul legends like Mabon "Teenie" Hodges?
The recording process was intense -- you know, white girl from Georgia asking these legendary musicians if they'd be interested in recording "Try Me," by James Brown. Teenie would be like, "Now what key is the song in?" And I'd be like, "I don't know anything about keys." And he'd be like, "Okay, just play it." I'd play and he'd mark down the Nashville numbers system -- that's the way poor people learn to play because [takes on a deep-South accent] they don't have no con-serrr-va-tory. And Teenie would be like, "See that note you played? That's the key. It's always gonna come back to that note."
Teenie taught you music theory?
Yeah, but I didn't really need to know any of that. [Laughs] You know the dude in Africa with a wash bin? He doesn't need to know. That Chinese guy in the subway with the instrument with one string? Do you think he's studying music theory?
Your next record will be another covers album. Whose songs will you be doing?
Duke Ellington, Billie Holiday, Cole Porter. I'm going to record it in Mexico City in January, release it next summer. Then I'll have time to audition for Saturday Night Live.
You want to join the cast of Saturday Night Live?
Yeah. I met Molly Shannon when I was playing a show in Brooklyn. I didn't know what to say, so I said [imitates Shannon's voice from her SNL cheerleader skit], "I love it! I love it!" She didn't laugh. I think she was embarrassed. But four years later, I saw her again and told her this story about my friends getting handcuffed, and Molly was laughing. She was like, "Oh my God, have you ever thought about acting?" So I might ask her to forward my audition tape.
When you look at all the albums you've made over the past decade, what's the most significant change you hear musically?
The biggest change is probably something you can't hear on the albums -- it's something that happens live. When I was six, I was singing [Kenny Rogers'] "The Gambler" onto a cassette for my grandmother. Now when I'm onstage, I'm singing the same way, singing from happiness. My songs always sounded triumphant to me, but they never sounded triumphant to other people because I was always insecure about my abilities. I caught so much bullshit from sound guys for years. With The Greatest, this is the first time I've ever been able to play live and have it sound like it did on the album. This Memphis group is the first band I've recorded with that has practiced. Having all the songs in key has liberated my singing for the first time.
Can you tell me about Sun, the album that's due after your next covers album?
It will come out in spring of 2008. I'm producing it. One song is called "Leopard," I used to sing it when I was 26. There's another song, a spiritual song called "Mountaintops." And there's a really sweet song called "Funny Things" that's like a little kid's tap-dance song about having special secret thoughts: "Funny things in your dreams/Can you whisper talk to me?" And then there's "Silent Machine," which I actually wrote a long time ago. There's another song called "Oh Time." It's about my ex and it's about forgiveness. My friend Susanna always cries when I play it.
How does it go?
"A ticket to Atlanta / Family knows another now / A ticket from Atlanta / Family knows, another shot down / You win / I give in / I forgive you / Oh time, the great healer / Oh time, the great healer."
That's beautiful.
You know Cat Power -- she tends to write pretty personal songs. The myth! The mystery! [Laughs] That's why I've always done interviews: to show there's no mystery at all. When I was 21, I wanted to do interviews because I wanted to save the world. I still do. But half the time I'm still trying to save myself first.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Alcoólatras interpretam mal emoções alheias, diz estudo
Não só familiares, mas pesquisas já demonstravam anteriormente que os alcoólatras realmente têm dificuldades para perceber corretamente as emoções, às vezes sentindo-se ofendidos quando nenhuma ofensa foi destinada a eles ou não percebendo quando um ente querido está triste, alegre, furioso ou desiludido.
Mas como o álcool faz tudo isso? Um novo estudo constatou que, no que diz respeito à competência para a leitura de expressões faciais, os cérebros dos alcoólatras são muito diferentes dos das pessoas que não bebem. Em relação aos outros, os cérebros dos alcoólatras têm essa capacidade empobrecida. Enquanto estão observando rostos, eles têm intensidade muito menor na atividade da amígdala e hipocampo (conhecido como o sistema límbico, ou sistema responsável pelas emoções). Esse empobrecimento pode ser observado mesmo naquelas pessoas que hoje são abstêmias.
Neste estudo, os pesquisadores pediram a 15 alcoólatras abstêmios a 15 pessoas que não possuíam a doença, que olhassem imagens de rostos. Para cada imagem que passava, os pesquisadores faziam a pergunta: "Quanto inteligente é essa pessoa?" Cada rosto expressava emoções positivas, negativas ou neutras.
Enquanto isso, os cientistas acompanhavam a atividade cerebral dos voluntários segundo a segundo, usando ressonância magnética funcional.
O sistema límbico das pessoas que não bebiam mostrou forte atividade quando as fotos projetavam emoção, mas ficava relativamente calmo quando as expressões eram neutras.
O sistema límbico dos alcoólatras, no seu conjunto, não teve atividade diferente se os rostos expressavam emoções fortes ou nenhuma emoção.
Nos dois grupos, os participantes foram divididos por fatores como idade, QI, educação e nível socioeconômico. Mas, as diferenças no funcionamento dos cérebros só puderam ser percebidas entre alcoólatras e não-alcoólatras. Os cérebros desses dois grupos reagiram de forma completamente diferente quando confrontados com sinais de raiva, alegria, tristeza ou decepção.
O resultado foi publicado na revista Alcoholism: Clinical and Experimental Research.
O ovo ou a galinha? Um dos autores do estudo, Ksenija Marinkovic, adverte para uma questão ainda sem resposta: será que o alcoolismo cega a sensibilidade emocional ou a insensibilidade emocional nessas pessoas existe antes do alcoolismo?
A ideia de que o álcool danifica o cérebro faz sentido por intuição. Mas alguns estudos sugerem que déficits cognitivos nas crianças - especialmente na área da inteligência emocional - podem detonar uma cascata de acontecimentos que podem conduzir ao alcoolismo.
No passado, pesquisadores já haviam demonstrado que os filhos de alcoolistas apresentam frequentemente as mesmas dificuldades em ler emoções. Filhos de alcoólatras têm um risco muito maior de desenvolver essa doença. "É um problema do ¿ovo ou a galinha¿. Nós simplesmente não sabemos o que vem em primeiro lugar", disse Marinkovic.
Os ruivos e a dor
Ir ao dentista não é a coisa mais divertida do mundo, mas para as ruivas e os ruivos pode ser ainda pior.
Um estudo publicado na revista especializada The Journal of the American Dental Association sugere que os ruivos são mais sensíveis à dor por causa da mutação de um gene que afeta a cor dos cabelos.
O gene MC1R produz melanina em pessoas com outras cores de cabelo, mas, nos ruivos, uma mutação resulta na produção de outra substância, que por sua vez resulta nos cabelos vermelhos.
Esse gene também está ligado a uma família de receptores que inclui os receptores dos sinais de dor no cérebro, e por isso a mutação parece afetar a sensibilidade do corpo.
O estudo foi concentrado no medo das pessoas de ir ao dentista e concluiu que os ruivos tem duas vezes mais chances de evitar cuidar dos dentes no consultório por causa da dor.
Outros estudos já haviam indicado que os ruivos precisam de mais anestesia do que as pessoas com outras cores de cabelo.
Eu que só fui ruiva de mentira, já não sou muito fã de ir ao dentista (nada pessoal, Dr. Alexandre!).
Alguma ruiva ou ruivo lendo o BBC Tendências? Vocês já repararam se precisam de mais anestesia do que o normal na cadeira do dentista?
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sábado, 15 de agosto de 2009
A volta por cima de Britney
LINDA, LOIRA, COM SUAS CURVAS REMODELADAS graças a uma dieta que a fez perder aproximadamente seis quilos em um mês. Na quintafeira 6, Britney Spears apareceu à beira da piscina do hotel Ritz Carlton, em Los Angeles, com um insinuante biquíni branco, sapatos de salto vermelhos e um colar de pedras preciosas, para a gravação de um vídeo promocional para a MTV.
Ela sabia que as lentes dos paparazzi apontavam para cada centímetro de seu corpo, mas ainda assim a cantora, de 28 anos, desfilou segura e poderosa. Razões para isso não faltavam: graças a uma dieta rica em proteínas ensinada pela cantora Victoria Beckham, além de cinco horas de malhação por semana (leia na página 48), não havia qualquer ondulação ali. Daquela vez, a "espionagem" seria até muito bem-vinda, afinal, as fotos dos bastidores provariam que não haverá qualquer retoque nas imagens de seu corpo escultural, que deverão ser veiculadas até o final do ano. Nesse episódio, os paparazzi acabaram se tornando seus aliados.
Quem diria, o mesmo grupo de profissionais que entre 2006 e 2007 registraram cada momento de loucura de um dos maiores nomes da música pop: o período em que circulava gorda, careca, quase sempre bêbada. Foram eles que registraram também o choro pela perda da guarda dos filhos, Sean Preston, de 4 anos, e Jayden James, com 3, para o pai deles, o rapper Kevin Federline; as passagens por clínicas psiquiátricas e de desintoxicação. Essas imagens formavam uma fotonovela que rumava para um desfecho trágico
Mas no ano em que completou 10 anos de carreira, Britney quis mudar o rumo da história. Lutou e - belíssima - agarrou de volta o título de Princesinha do Pop. Prova disso, são as mais recentes conquistas profissionais que ressurgiram com toda força desde a última semana de julho. Na quarta-feira 29, o ranking da Billboard anunciou que seu single "Womanizer" vendeu 2.777.614 cópias no mundo inteiro, com isso, superou seu número de "Baby One More Time", seu recordista e até então primeiro hit, lançado em janeiro de 1999. Na quartafeira 5, seu nome foi anunciado em sete categorias no Vídeo Music Awards, da MTV americana, uma das premiações mais renomadas no mundo. E Britney está no páreo da estatueta mais cobiçada: o melhor clipe por "Womanizer". Em cima de um salto Jimmy Choo, a cantora atravessou o tapete vermelho do Anfiteatro gibson, do Universal Studios, em hollywood, para receber no domingo 9 uma homenagem no Teen Choice Awards 2009 pelos seus 10 anos de carreira. Os premiados do evento, promovido pelo canal Fox, são escolhidos pelos adolescentes americanos. "Os últimos anos têm sido uma aventura para mim, a mídia tem criticado cada movimento meu e passado uma impressão distorcida de quem eu realmente sou como ser humano", declarou no evento. Linda, Loira e Feliz Além do corpo em cima, Britney tem exibido novamente suas madeixas loiras e bem tratadas. Em junho e julho, ela surgiu com cabelos castanhos. No domingo 2, ela foi ao salão de beleza do hair-stylist Andy LeComptes, em Los Angeles, e saiu de lá totalmente platinada. "As loiras se divertem mais...", escreveu em seu twitter na terça-feira 4. Quem conhece Britney sabe que essa cor de cabelos é sinal de felicidade. Segundo seus amigos, quando morena está triste e com perucas cor-de-rosa aderiu à loucura. A dieta Inspirada por Victoria Beckham, sua amiga que nunca perde a linha, Britney adotou uma dieta saudável à base de peixes cozidos, além de muito feijão verde. "Cortei o frapuccino, mas ainda continuo tomando café. Cortei todo tipo de açúcar, até o natural das frutas. estou mais saudável do que nunca", disse quando adotou a dieta, em 2008. Mas acrescentou à alimentação suco de Goji Berry, fruta plantada no tibet e restante da China, milk shakes de algas marinhas e um copo de água morna com limão, em jejum todos os dias. Veja o que ela fez para perder aproximadamente 6 quilos entre 4 de julho e 6 de agosto. CARDÁPIO DE 1.200 A 1.400 CALORIAS Café da manhã Almoço Jantar Sobremesa SUCOS NUTRITIVOS EXERCÍCIOS FÍSICOS Fonte: Marie Claire/UK Ao dirigir rumo ao salão do hair-stylist decidida a demonstrar ao mundo seu estado feliz de espírito, a cantora acabou demonstrando o porquê de sua felicidade. No dedo anelar direito da Princesinha havia um solitário, um anel de compromisso que foi dado por Jason Trawick, seu agente. Os dois estão namorando há aproximadamente dois meses. Até Kevin Federline, o ex-marido, declarou que aprova o novo namorado da ex-mulher. "Acho isso ótimo, estou feliz por ela", declarou à revista americana OK, em julho. O pai dos filhos da pop star disse ainda que eles têm uma relação cordial, deixando para o passado as brigas escandalosas. Além disso, no início deste ano, a cantora recebeu a autorização para que seus filhos a acompanhem durante sua turnê mundial, Circus. Aliás, a dica de carregar as crianças pelas cidades onde se apresenta foi dada por Madonna, uma de suas amigas, conselheiras e incentivadoras, desde 2003. Outro ponto de apoio nessa retomada foi o pai da cantora, Jamie Spears. Foi ele que, no segundo semestre de 2008, quando a filha decidiu dar a volta por cima, proporcionou todo o apoio emocional. Atualmente, é Jamie quem administra judicialmente a fortuna da Princesa do pop. Mas pela força de vontade de Britney, isso deverá mudar. A princesinha quer ficar novamente bem de corpo e alma: em paz com os filhos, com a carreira e, por que não, com a balança e o espelho. Neste mês, ela anunciou: "Quero que meus fãs saibam que eu estou saudável, feliz e animada com o meu futuro."
"Estou mais saudável do que nunca"
- Água morna com limão (em jejum)
- Omelete de clara de ovo
- Cereais
- Mingau de aveia
- Café
- Frango grelhado, peixe cozido ou salmão ao vapor
- Arroz integral
- Abacate
- Frango
- Peixe cozido ou salmão ao vapor
- Arroz integral
- Abacate
- Nenhum alimento que contenha açúcar, nem mesmo das frutas. Ex.: gelatina diet
- Milk Shake de algas
- Suco de Goji Berry
- Três horas de dança, 6 vezes por semana
- Uma hora de corrida por dia
- 500 abdominais por semana
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Britney Spears tem bulimia e sérios problemas mentais, diz guarda-costas
Apesar de Britney afirmar que voltou à boa forma com exercícios e dieta, parece que ela continua com hábitos não muito saudáveis. O guarda-costas ainda afirmou que a princesinha do pop tem doenças mentais, contrariando as notícias de que ela se recuperou totalmente da crise que durou dois anos.
Segundo declarações publicadas na revista, a dieta de Britney consiste em comida mexicana, peru defumado e energético. "Ela vomita a comida em casa e em restaurantes", disse o rapaz. "E ela não é muito discreta quando faz isso", garante.
A popstar, que já tem um histórico com distúrbios alimentares, está "tomando pílulas dietéticas", de acordo com outra fonte próxima à cantora. "São como diuréticos. Ela vai ao banheiro constantemente. E todo mundo sabe quando ela vai vomitar depois que come muito", completou.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Jovem morre espancado em centro para viciados em internet na China
Um adolescente chinês teria sido espancado até a morte em um campo de reabilitação para viciados em internet, de acordo com a imprensa do país.
Alguns funcionários do campo Oihang, na cidade de Naning, no sul do país, foram detidos em ligação com o ocorrido, segundo disse o pai do garoto Deng Senshan, de 15 anos, ao jornal Global Times.
O campo havia prometido supervisionar Senshan 24 horas por dia. Ele teria sido espancado na noite de sábado, após ter sido sido mantido em solitária durante o dia.
De acordo com o jornal China Daily, os pais do garoto assinaram um documento concordando que "o centro pode adotar procedimentos necessários para educar o adolescente, incluindo punições, desde que não sejam exageradas ou afetem sua saúde".
Pandemia
A China está tomando uma série de medidas para combater o que percebe ser uma pandemia de víciados em internet.
Algumas estimativas calculam que 10% dos 100 milhões de usuários de internet podem estar viciados e vem aumentando o número de centros de reabilitação disponíveis.
Mas não existe consenso sobre como tratar o vício. No mês passado, o Ministério da Saúde baniu oficialmente o uso de eletrochoques como terapia.
Leia mais sobre vício em internet
domingo, 2 de agosto de 2009
A Saúde e a Doença no Mundo das Séries
Por exemplo, podemos citar os casos abaixo, de personagens de séries que enfrentaram doenças terríveis e os danos que essas doenças causaram.
Silver (90210)
Na nova versão de Barrados no Baile, uma das personagens principais, Silver, irmã de Kelly, da história original, desenvolveu Transtorno Bipolar. A doença, grave, foi mostrada de forma simples, porém objetiva, mostrando como Silver podia ficar agressiva e como sofria por causa de suas mudanças bruscas de temperamento. Acabou descobrindo seu problema e está em fase de tratamento.
Mônica (FRIENDS) – Monk (Monk)
FRIENDS, mesmo sendo uma comédia, tocou no assunto doença com a personagem Mônica, que sofria de TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo). Para nós era engraçado observar suas mil manias, mas quem tem TOC sabe o quão doloroso isso pode ser.
Aliás, outro personagem com TOC é o detetive Monk, do seriado homônimo. Suas mil e uma manias fazem dele cômico e, brilhante.
Tara (The United States of Tara)
Ser várias pessoas em uma e, exatamente por isso, não ser ninguém. Esse é o drama de Tara, que sofre de múltiplas personalidades. Como fazer todas conviverem dentro de si sem causar muitos problemas? Como lidar com alguém que muda de personalidade a toda hora? Em The United States of Tara, essa rara doença é abordada de forma leve e dramática ao mesmo tempo.
Dexter Morgan (Dexter)
A psicopatia é uma doença que atinge uma parte da população. O psicopata não tem sentimentos e, por isso, é um risco à sociedade. Temos atualmente no ar na TV brasileira a psicopata Ivone, de Caminho das Índias. Mas, o maior psicopata das séries é, certamente, Dexter. Com a mais graves da psicopatias, aquela que faz da pessoa um assassino em série, Dexter foi criado dentro de um código para direcionar sua doença para eliminar outros assassinos. A premissa e a execução da série são ótimas, mas a doença é muito grave.
Ellis Grey (Grey’s Anatomy)
A mãe da protagonista de Grey’s Anatomy, uma renomada cirurgiã, sofreu do Mal de Alzheimer, fato que a protagonista Meredith, escondia de todos. A doença devastou a personagem, transformando-a em uma pessoa que não reconhecia ninguém e que vivia numa clinica. No final, a personagem acabou morrendo.
E não é por acaso que deixamos a personagem Ellis Grey por último. O Mal de Alzheimer é a segunda doença mais temida pelos norte-americanos, depois do câncer. Entretanto, hoje grandes cientistas estão convencidos de que as pesquisas sobre as causas e as prevenções do Mal de Alzheimer venceram algumas barreiras, e que existem motivos reais para ver o futuro com otimismo.
E é sobre isso que falará o “The Alzheimer’s Project” (Projeto Alzheimer), que a HBO americana passa a exibir a partir do dia 04 de agosto.
O projeto conta com 04 documentários, 17 curtas-metragens complementares e uma ampla iniciativa multimídia da HBO, que mostrará histórias reais de pessoas que vivem com o Mal de Alzheimer, além de apresentar com detalhes os grandes avanços científicos nas áreas de prevenção, tratamento e erradicação da doença.
Os quatro principais documentários do projeto são:
* “The Memory Loss Tapes” (As Fitas Perdidas da Memória), de aprox. 85 minutos e com direção e produção. de Shari Cookson e Nick Doob.
Estréia: 04 de agosto.
* “Grandpa, Do You Know Who I Am?” (Vô, Você Sabe Quem Eu Sou?), com Maria Shriver, aprox. 30 minutos, com direção e produção de Eamon Harrington e John Watkin. Baseado no livro “What’s Happening to Grandpa?” (O que está acontecendo com o vovô?) de Maria Shriver.
Estréia: 11 de agosto.
* “Momentum in Science” (Avanços na Ciência) – (Partes 1 e 2, aprox. 57 minutos cada uma), uma produção: Susan Froemke e John Hoffman.
Estréia da Parte 1 e da Parte 2: Terça, 18 de agosto.
* “Caregivers” (Profissionais de Saúde), aprox. 48 minutos e direção: Bill Couturié; produção: Anne Sandkuhler e Bill Couturié.
Estréia: Terça, 25 de agosto.
Vale a pena se programar para conferir.
A produção conta com um site oficial , uma comunidade no Orkut e até mesmo um aplicativo no Facebook
terça-feira, 28 de julho de 2009
Mischa Barton deixa hospital após tratamento psiquiátrico
Mischa está no elenco da série The Beautiful Life, produzida pelo ator Ashton Kutcher. O início das filmagens foi adiado do dia 22 para o dia 31 de julho assim que a atriz foi internada.
A série mostrará a vida de um grupo de modelos que divide uma casa em Nova York. A estreia está prevista para 16 de setembro no canal americano CW. O elenco conta ainda com Corbin Bleu, do filme High School Musical, Elle Macpherson e Sara Paxton.
A polícia foi chamada à casa de Mischa no dia 15 de julho e ela iniciou um tratamento na ala psiquiátrica do Sinai logo em seguida. Ninguém sabe o porquê da internação, muito menos os motivos que teriam feito com que ela fosse levada ao hospital.
domingo, 26 de julho de 2009
Voo nos EUA é desviado após passageiro ficar nu
Voo ia para a cidade de Los Angeles, mas foi desviado para Albuquerque.
Um voo da US Airways que ia para Los Angeles (Califórnia) foi desviado para Albuquerque (Novo México), na terça-feira (30), depois que um passageiro tirou todas as suas roupas, forçando os comissários de bordo a cobri-lo com um cobertor, segundo a emissora "Fox News".
Keith Wright, de 50 anos, de Nova York, foi detido pelas autoridades aeroportuárias depois de ter ficado sentado nu durante o voo 705 da US Airways, que transportava cerca de 148 passageiros e ia de Charlotte para Los Angeles, informou a companhia na quarta-feira.
Uma comissária de bordo chegou a pedir para Wright recolocar suas roupas, mas ele não atendeu, afirmou Dan Jiron, porta-voz do aeroporto Albuquerque. Além disso, o homem teria dado socos e chutes na comissária de bordo.
Um agente da polícia de Los Angeles ajudou a dominar e a algemar Wright antes do voo aterrissar em Albuquerque, destacou Jiron. Wright disse para a polícia que ele sofre de um transtorno bipolar e não tinha tomado seus remédios antes de viajar.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Rivotril: por que o medicamento é o segundo mais vendido no país?
Alguma coisa estranha deve estar acontecendo quando um remédio contra a ansiedade – tarja preta, vendido apenas com retenção de receita – se torna o segundo medicamento mais consumido no Brasil. Esse remédio é o velho Rivotril, que tem 35 anos de mercado, mas nos últimos cinco escalou rapidamente o ranking dos mais vendidos até chegar ao segundo lugar. Em 2008, os brasileiros compraram nas farmácias 14 milhões de caixinhas do ansiolítico (o campeão de vendas é o anticoncepcional Microvlar, com 20 milhões de unidades). O Rivotril bate remédios de uso corriqueiro, segundo o IMS Health, instituto que audita a indústria farmacêutica. Vende mais que a pomada contra assaduras Hipoglós, o analgésico Tylenol e outros produtos que os consumidores colocam na cestinha sem saber se algum dia vão usar.
O sucesso espetacular do Rivotril no Brasil não ocorre com outros medicamentos da mesma categoria. A classe dos tranquilizantes é a sétima mais vendida no país – vende menos que anticoncepcionais, analgésicos, antirreumáticos e outros tipos de remédio. A clara preferência pelo Rivotril é um fenômeno brasileiro, que não se repete em outros países.
A escalada desse ansiolítico na lista dos mais vendidos sugere que a população em sofrimento psíquico pode ser maior do que se imagina. Transtornos de ansiedade e depressão são comuns nas grandes cidades, castigadas pela violência, pelo trânsito e pelo desemprego. Mas a pesquisa São Paulo Megacity, uma parceria do Hospital das Clínicas de São Paulo com a Organização Mundial da Saúde, revela que cerca de 40% dos moradores da região metropolitana sofre de algum tipo de transtorno psiquiátrico. É um porcentual que os próprios psiquiatras consideram “assustador” – e que depõe frontalmente contra a imagem de “nação feliz” que os estrangeiros e nós mesmos, brasileiros, gostamos de cultuar.
O segundo problema que leva à indicação excessiva do Rivotril é a precariedade do atendimento de saúde brasileiro, sobretudo de saúde mental. Há falta de psiquiatras no país. Consequentemente, as pessoas não recebem diagnóstico correto e não têm tratamento adequado de seus problemas. Quando o paciente chega ao consultório com enxaqueca, gastrite ou qualquer outra queixa que possa ter alguma relação com ansiedade, frequentemente ganha uma receita de Rivotril. “Os médicos fazem isso porque o remédio é barato (a caixinha mais cara custa R$ 13), antigo e seguro”, diz Luiz Alberto Hetem, vice-presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria. “Mas ele pode mascarar quadros mais graves.” O ansiolítico acalma e atenua a ansiedade, mas os problemas subjacentes não são diagnosticados. “Grande parte das pessoas nem sequer sofre de ansiedade. A depressão é muito comum”, afirma a psiquiatra Mônica Magadouro. “Mas o atendimento é tão precário que nem se nota a diferença.”
O terceiro fator que contribui para a venda de Rivotril é o que o psicanalista Plínio Montagna chama de “glamorização do ato de medicar-se”. No passado havia preconceito contra os remédios psiquiátricos. Recentemente, houve uma guinada cultural e eles passaram a ser vistos como resposta a todos os problemas da existência. Os médicos (sobretudo os que não são psiquiatras) receitam remédios psiquiátricos com total desenvoltura. Da parte dos pacientes, também existe a expectativa de que isso aconteça.Todos têm pressa.
“Emoções normais e importantes para a mente, como tristeza ou ansiedade em situação de perigo, são eliminadas porque incomodam”, diz Montagna, que é presidente da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo. Questões existenciais são tratadas como sintomas médico-psiquiátricos, com a colaboração de “uma avassaladora quantidade de dólares” gastos em publicidade pela indústria farmacêutica. “É frequente eu receber para tratamento pacientes com dosagens excessivas de medicação ou coquetéis de diversas substâncias, sem que os aspectos psicológicos tenham sido levados em consideração”, afirma o psicanalista, que também é formado em psiquiatria.
Por trás da precariedade do sistema de saúde e do modismo da medicação, existe a crescente incapacidade das pessoas – e dos médicos – em conviver com um dos sentimentos mais enraizados da psique humana, a ansiedade. Ela está lá desde os primórdios do homem, associada a temores e ameaças indefiníveis. Embora desagradável, é um dos motores da existência. Faz parte da nossa constituição evolutiva. “Ela é um estado de alerta, um estímulo para produzir. O contrário da ansiedade é a apatia”, diz o psicanalista Eduardo Boralli Rocha. Totalmente diferente dessa ansiedade benigna é a combinação explosiva de urgência, competição e sentimento de exclusão que caracteriza o nosso tempo.
“As pessoas sentem que em algum lugar está havendo uma festa para a qual elas não foram convidadas e têm de correr atrás”, diz Boralli. Sigmund Freud, o criador da psicanálise, dizia que a ansiedade era o sintoma de algo que não estava bem resolvido interiormente. Ele diferenciava entre a ansiedade produzida por uma situação externa real e aquela imaginada ou brutalmente amplificada por nossos medos interiores. A primeira não deveria ser medicada, mas ela tornou-se tão presente, tão avassaladora, que é isso que tem sido feito, em larga escala.
Um exemplo está na coleção de propagandas de ansiolíticos acumulada pelo professor Elisaldo Carlini, coordenador do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) da Universidade Federal de São Paulo. São folhetos promocionais que os laboratórios deixam nos consultórios médicos. Um deles mostra uma mulher com um largo sorriso depois de tomar um remédio que corrigiu a ansiedade gerada por três bilhetes recebidos ao mesmo tempo: um do marido, avisando que chegará tarde para o jantar; outro do filho, dizendo que vai trazer o time de basquete para o lanche; e o terceiro da empregada, avisando que faltou ao trabalho porque foi a um posto de saúde. “Viver dá ansiedade, mas criou-se a cultura de que problemas cotidianos devem ser enfrentados com remédios”, diz Carlini. “As mulheres, principalmente, aprendem que precisam ser magrinhas e calminhas.”
Quando indicado segundo os melhores critérios, o Rivotril pode ser bastante útil no tratamento da ansiedade generalizada. O paciente vive angustiado, preocupado, nervoso. Dorme mal, não se concentra e se irrita por qualquer coisa. Sozinho, no entanto, o remédio não resolve o problema. O tratamento depende também do uso de outros recursos, como antidepressivos, psicoterapia e atividade física. O mesmo vale para o tratamento de outros transtornos, como síndrome do pânico, fobias e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Enquanto os antidepressivos demoram cerca de duas semanas para começar a agir, o Rivotril age rápido, assim como outros ansiolíticos (Lexotan, Valium, Frontal etc.). A função desses remédios é ser uma ponte temporária até o início da ação dos antidepressivos. Ou um apoio. A síndrome do pânico, por exemplo, é tratada com antidepressivos. Quando o paciente enfrenta situações que podem provocar recaídas, é comum que o médico recomende que tenha o Rivotril sempre à mão.
Esses remédios, no entanto, não devem ser usados por muito tempo e sem rigoroso acompanhamento médico. Eles podem causar dependência. Há pessoas que desenvolvem dependência em cinco anos. Outras se viciam em menos de 30 dias. Podem ocorrer crises de abstinência com a interrupção da droga. Os sintomas mais comuns são insônia, irritabilidade excessiva e tremores. Não há dose segura contra o vício. “Rivotril não deve ser remédio de uso contínuo. Deve ser reservado para as crises agudas e usado por no máximo seis semanas”, diz o psiquiatra Joel Rennó Jr., coordenador do Projeto de Saúde Mental da Mulher do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Na prática, muitos pacientes recebem a receita de Rivotril e passam meses sem ser vistos por um médico. Quando voltam a consultar um profissional de qualquer especialidade, dizem que o anterior receitou o remédio e se sentiram bem. Acabam saindo do consultório com uma nova receita.
A professora gaúcha Carmen Paula Pinto, de 40 anos, toma Rivotril há cinco, como parte do tratamento de transtorno bipolar. Reclama de efeitos colaterais como sonolência e boca seca. Mas o que mais a incomoda é o enfraquecimento da memória. “Quando leio um livro, muitas vezes tenho de voltar à mesma frase, ao mesmo parágrafo. Uma vez até cheguei a esquecer o que havia almoçado”, diz. Há três anos, decidiu parar de tomar o remédio por conta própria. Sentiu sintomas de abstinência, como tontura e falta de equilíbrio. Depois de alguns meses, decidiu voltar ao remédio. “Estou conformada em ter de depender do remédio por um bom tempo ou até para sempre.”
Carmen é acompanhada por um psiquiatra e compra o remédio de acordo com a orientação dele. Uma parcela dos consumidores chega ao remédio por meio de outros expedientes. “Muita gente consegue adquirir ansiolítico pela internet ou compra receitas em consultórios de quinta categoria”, afirma Rennó Jr. Em uma das pesquisas coordenadas por Elisaldo Carlini, do Cebrid, descobriu-se que um único médico fez mais de 7 mil prescrições de ansiolítico por ano. Houve casos também de falsificação dos receituários. As receitas que ficavam retidas nas farmácias continham o mesmo número de série ou o CRM de médicos mortos ou inexistentes. Formas ilícitas de acesso ao remédio alimentam o uso recreativo de Rivotril. Ele virou um clássico nas baladas entre jovens que o misturam com ecstasy ou álcool. Há várias comunidades no site de relacionamento Orkut criadas por usuários dessa combinação. O Rivotril potencializa a função do álcool. Em doses excessivas, a mistura pode levar ao coma. Há outro tipo de uso, associado ao ecstasy e à cocaína, drogas que deixam as pessoas ansiosas. Elas tomam Rivotril para tentar neutralizar esse efeito. Segundo os especialistas, não adianta.
Por trás do crescimento das vendas do Rivotril há uma história de marketing que merece ser contada. Até 1999, o remédio era promovido entre os médicos apenas como um anticonvulsivante. Era um mercado restrito. Nos últimos anos, surgiram estudos que comprovaram que ele funcionava contra a ansiedade. O fabricante passou a divulgar essa aplicação entre psiquiatras, cardiologistas, neurologistas, geriatras etc. “O sucesso do Rivotril é decorrência do aumento dos casos de transtornos psiquiátricos e do perfil único do nosso produto: ele é seguro, eficaz e muito barato”, diz Carlos Simões, gerente da área de produtos de neurociência e dermatologia da Roche. “E o baixo preço protege o produto.” O Rivotril é 600% mais barato que o seu principal concorrente, o Frontal, da Pfizer. Outra característica ajuda a explicar por que ele vende tanto. É o único de sua categoria disponível também na apresentação sublingual – gotas que agem rápido se colocadas embaixo da língua.
Na casa da aposentada Ecleide Moreira Rodrigues, de 60 anos, não pode faltar Rivotril. Ele é usado com duas finalidades distintas: o filho de Ecleide sofre de epilepsia e não fica sem o remédio. Há um ano, ela também virou adepta do medicamento. Não consegue dormir sem ele. Descobriu que a causa da insônia era estresse e depressão. Chegou a fazer psicoterapia e percebeu que passou a dormir melhor. Mas parou antes de receber alta. “Por relaxo”, diz ela. Em casos como o de Ecleide, a psicoterapia pode dar ótimos resultados. Mas não costuma ser um percurso fácil. Para vencer a ansiedade não basta recorrer a umas gotinhas de Rivotril a cada crise. É preciso reorganizar a vida
A escalada do ansiolítico no Brasil
Em dez anos, o Rivotril galgou a lista dos campeões
1998
O Rivotril nem aparecia entre os dez mais vendidos
1 - Cataflam (analgésico e anti-inflamatório)
2 - Novalgina (analgésico e antitérmico)
3 - Hipoglós (pomada contra assaduras)
4 - Neosaldina (analgésico e antiespasmódico)
5 - Voltaren (antirreumático, anti-inflamatório e analgésico)
6 - Lexotan (ansiolítico)
7 - Redoxon (vitamina C)
8 - Buscopan Composto (antiespasmódico e analgésico)
9 - Sorine (descongestionante nasal)
10 - Vick Vaporub (unguento descongestionante)
2004
Ele conquista o sexto lugar no ranking
1 – Microvlar (anticoncepcional)
2 - Neosaldina (analgésico e antiespasmódico)
3 - Hipoglós (pomada contra assaduras)
4 - Buscopan Composto (antiespasmódico e analgésico)
5 - Novalgina (analgésico e antitérmico)
6 - RIVOTRIL (ansiolítico e anticonvulsivante)
7 - Tylenol (analgésico e antitérmico)
8 - Cataflam (analgésico e anti-inflamatório)
9 - Neovlar (anticoncepcional)
10 - Luftal (antigases)
2008
O Rivotril é o segundo mais vendido
1 - Microvlar (anticoncepcional)
2 - RIVOTRIL (ansiolítico e anticonvulsivante)
3 - Puran T4 (hormônio tireoidiano)
4 - Hipoglós (pomada contra assaduras)
5 - Neosaldina (analgésico e antiespasmódico)
6 - Buscopan Composto (antiespasmódico e analgésico)
7 - Salonpas (analgésico e anti-inflamatório)
8 - Tylenol (analgésico e antitérmico)
9 - Novalgina (analgésico e anti-inflamatório)
10 - Ciclo 21 (anticoncepcional )
Fonte: IMS Health
Os riscos da tranquilidade em comprimidos
Os efeitos dos ansiolíticos mais vendidos, conhecidos como benzodiazepínicos
O QUE ELES FAZEM
Inibem algumas funções do sistema nervoso, causando relaxamento muscular, sonolência e diminuição da ansiedade
PARA QUE SERVEM
Estimulam a ação de um ácido (conhecido como gaba) no cérebro. Ele inibe a ativação de áreas relacionadas ao medo e à ansiedade
QUANDO DEVEM SER USADOS
Com outros remédios, são indicados para tratar vários transtornos mentais. Não são recomendados para aplacar tensões do cotidiano
QUAIS SÃO OS EFEITOS COLATERAIS
Sonolência excessiva e diminuição da coordenação motora. Podem ocorrer dificuldades no processo da aprendizagem e da memorização
CAUSAM DEPENDÊNCIA?
Sim. Algumas pessoas desenvolvem dependência em cinco anos. Outras se viciam em menos de 30 dias. Podem ocorrer crises de abstinência
COMO EVITAR A DEPENDÊNCIA
Não há dose segura contra o vício. Quanto menor a dose, menor a probabilidade de o paciente desenvolver dependência
Fontes: Clarice Gorenstein, Moacyr Aizenstein e Manoel Jorge Nobre do Espírito Santo, da USP
DEPENDÊNCIA
Carmen, em sua casa em Porto Alegre. Ela sofre de transtorno bipolar e toma Rivotril há cinco anos. Tentou parar, mas teve uma crise de abstinência. “Estou conformada em depender do remédio para sempre”, diz
PALIATIVO
Ecleide em seu quarto, em Santo André. Ela sofre de insônia e sentia-se melhor antes de abandonar a psicoterapia.“Parei por relaxo”, diz. Hoje, só dorme com Rivotril
Comentários http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI27270-15257-1,00-RIVOTRIL+POR+QUE+O+MEDICAMENTO+E+O+SEGUNDO+MAIS+VENDIDO+NO+PAIS.html
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Mischa Barton, da série "The O.C", é internada em ala psiquiátrica
A Polícia determinou o caso como um 5150, código para hospitalização para supervisão psiquiátrica, e decidiu levar a popular protagonista da série "The O.C.", de 23 anos, ao centro médico Cedars-Sinai, na quarta-feira à tarde, segundo uma fonte próxima ao caso.
O site publicou na quarta-feira que as autoridades locais tinham respondido a uma ligação de emergência realizada da residência da jovem britânica e um porta-voz da Polícia confirmou que a atriz começou a se tratar por "um problema médico".
Segundo o "Access Hollywood" a seção 5150 do código da assistência social da Califórnia permite as autoridades a reterem uma pessoa contra sua vontade, por no máximo 72 horas, se apresentar perigo a si mesma ou a demais pessoas ou no caso de que não poder responder por si ou sofra uma grave desordem mental.
Este mesmo código foi usado para reter Britney Spears em um centro psiquiátrico em janeiro de 2008, também em Los Angeles.
Um representante da atriz confirmou ao site que Mischa não assistirá à estreia mundial de seu último filme, "Homecoming", realizada hoje à noite em Nova York, mas não deu mais detalhes.
Além disso, o diretor do filme, Morgan J. Freeman, disse que toda a equipe do filme estava "entristecida" pela atriz não ter ido ao evento.
"Esperamos que esteja bem e que seu problema não seja sério", acrescentou.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Atriz britânica Lucy Gordon é encontrada morta em Paris
Ela interpretou a repórter Jennifer Dugan no filme "Homem-Aranha 3" e estava trabalhando em um filme sobre o músico francês Serge Gainsbourg, no qual ela atuava como sua esposa britânica, a atriz e cantora Jane Birkin.
"Na quarta-feira, 20 de maio, a atriz Lucy Gordon pôs fim a seus dias", confirmou a agente sem fornecer mais detalhes, informou nesta quinta (21) a emissora de rádio "France Info".
O corpo da jovem atriz, que completaria 29 anos na sexta (22), foi encontrado em seu apartamento da capital francesa.
Autoridades locais ordenaram a realização de uma autópsia para esclarecer as circunstâncias de sua morte.
Lucy Gordon ficou conhecida por sua participação em filmes como "Honra e coragem - As quatro plumas (2002)", "Bonecas russas" (2005) e "Homem-aranha 3" (2007).
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Fluoxetina melhora humor de pacientes com depressão
São Paulo - "Lenina, depois desse dia cheio de coisas estranhas e de horrores, sentia-se com direito a um descanso completo e absoluto. Mal chegaram à hospedaria, tomou seis comprimidos de meio grama de soma, deitou-se na cama e ao cabo de dez minutos vagava numa eternidade lunar.
Passar-se-iam pelo menos dezoito horas antes que voltasse ao mundo real." ("Admirável Mundo Novo"- Aldous Huxley- publicado pela primeira vez em 1932).O final do século passado ficou conhecido, no âmbito da medicina, como a década do cérebro. Tecnologias de ponta em diversas áreas da ciência contribuíram para um grande avanço no conhecimento da fisiologia cerebral, permitindo uma melhor compreensão de emoções, comportamentos e doenças a partir de fenômenos químicos que ocorrem na intimidade dos neurônios.
Desvendados e mapeados os caminhos metabólicos, entra em cena a moderna bioquímica que, num verdadeiro processo de carpintaria molecular, deixa de lado o acaso, a sorte ou o acidente e vai sintetizar um novo e específico remédio para atuar exatamente onde está a origem do problema.
Foi dessa forma que surgiu a fluoxetina, medicamento que aumenta a quantidade e a disponibilidade de serotonina cerebral, melhorando o humor de pacientes com depressão e controlando sintomas obsessivos - compulsivos presentes em algumas enfermidades psiquiátricas. Como a fluoxetina, existem, hoje, numerosas substâncias que interferem na fisiologia cerebral e, por isso, induzem o sono, reduzem a ansiedade e a angústia, acalmam os mais agitados, aceleram os mais vagarosos.
Enfim, esta enxurrada de psicofármacos disponíveis é capaz de interferir nos sentimentos, no discernimento, nas atitudes, na fome e até nas "cores" com que os fatos da vida se nos apresentam.
São inegáveis os benefícios que tais medicamentos podem trazer aos pacientes portadores de depressão severa, TOC (transtorno obsessivo compulsivo), síndrome do pânico, distúrbios de atenção e outras graves enfermidades mentais.
Por outro lado, chama a atenção o outro extremo deste importante avanço que estes novos produtos da criação humana representam para o tratamento de pessoas que realmente se encontram necessitadas de intervenção médica: o uso indevido e leviano de tais substâncias.
Continuando no exemplo da fluoxetina, no mundo todo, são aviadas mais de um milhão de receitas por mês e mais de 35 milhões de pessoas já usaram sua fórmula. Como qualquer remédio, ela apresenta possíveis efeitos colaterais e, entre os mais freqüentes, destacam-se: erupções cutâneas, diminuição importante do desejo sexual, inquietação psico-motora e diminuição do apetite.
A maioria dos pacientes com distúrbios de humor, de qualquer intensidade, procura em primeiro lugar um médico não especialista que, ou por impossibilidade de encaminhamento para um psiquiatra ou pela vontade de tratar mais rapidamente o queixoso, acaba receitando uma droga modificadora de humor. Assim, ocorrências normais na vida de qualquer pessoa como desentendimentos conjugais, luto e dificuldades financeiras que muitas vezes são necessárias para forjar a personalidade e o caráter do ser humano, ao invés de merecerem a devida abordagem são objeto de um tratamento químico inadequado e desnecessário.
Ao interferir na cadeia metabólica da serotonina, a fluoxetina e outros sucedâneos têm a capacidade de interferir diretamente na expressão da personalidade de quem está sob seu efeito modificando suas atitudes, pensamentos e palavras. Como disse uma paciente, observadora perspicaz, comentando sobre sua experiência com a fluoxetina: "Eu ficava com cara de paisagem quaisquer que fossem os acontecimentos à minha volta".
A manipulação genética dos seres vivos, do homem inclusive, desperta no mundo de hoje uma apaixonada discussão ética. Não seria o caso de discutirmos, também, a ética da manipulação química dos cérebros humanos?
(*) Walter Labonia Filho é médico e professor de Sivananda Yoga (walterlabonia@estadao.com.br)
(**) O conteúdo dos artigos médicos é de responsabilidade exclusiva dos autores.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Atriz tem crise de depressão e é afastada de novela
» Juliana Silveira volta a gravar após acidente em gravação
A personagem de Andreia, que é dependente química, foi internada a força. Ela voltou a gravar esta semana.
No final do mês passado, a atriz Juliana Silveira também deixou Chamas da Vida temporariamente por ter torcido o pé.quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Mulher é condenada por trote na web que provocou suicídio
» Boato online causa morte de menina » Insultos em sites viram tema de debate» Fórum: opine sobre a condenação
Advogados de defesa da família da adolescente Megan Meier, 13 anos, acusavam Lori Drew, de 49 anos, de ter criado o perfil falso de um jovem de 16 anos com a intenção de humilhar a menina, que teria espalhado boatos sobre a filha de Drew. Ambas eram vizinhas e freqüentavama a mesma escola em St. Louis, no Estado do Missouri.
Megan, que tinha histórico de depressão, logo passou a trocar mensagens com o "rapaz", que dizia ter acabado de se mudar para o mesmo bairro. Meses depois, o falso jovem rompeu a amizade virtual com Megan, em uma mensagem que dizia que "o mundo ficaria melhor sem ela". Em seguida, ela se enforcou.
Três anos
No Estado do Missouri, os promotores não conseguiram encontrar leis que justificassem um processo judicial contra Drew. Mas autoridades em Los Angeles, na Califórnia, onde o MySpace está baseado, decidiram processá-la por crimes normalmente cometidos por hackers.
O júri a inocentou das acusações mais graves, como a de ter a intenção de causar stress emocional. Mas ela foi considerada culpada de três acusações sobre uso indevido de computadores, inclusive de ter acessado um aparelho sem autorização.
Drew agora pode ser setenciada a até três anos de prisão. O caso chamou a atenção por ser o primeiro relacionado ao "cyber-bullying", termo usado para definir a perseguição e a humilhação de uma pessoa através de emails e sites de relacionamento.
Segundo o correspondente da BBC em Los Angeles, Rajesh Mirchandani, houve pedidos para que esses sites comecem a controlar com mais atenção as atividades de seus usuários e tomem providências contra os que abusarem das regras de conduta.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Mudanças no tecido cerebral podem estar por trás do suicídio
Um estudo canadense publicado na revista especializada Biological Psychiatry sugere que o cérebro das pessoas que cometem suicídio é quimicamente diferente daqueles de pessoas que morrem por outras causas.
Para chegar à conclusão da pesquisa, os cientistas analisaram o tecido do cérebro de 20 pessoas mortas. Deste total, dez pessoas sofriam de depressão e cometeram suicídio. Os pesquisadores constataram que os indivíduos que se mataram apresentavam um nível muito maior de um processo que afeta o comportamento, a metilação.
Em outras palavras, foi desvendado que o DNA das pessoas que haviam se suicidado vinha sendo quimicamente modificado pelo processo que, normalmente, tem a função de controlar o desenvolvimento das células. Tal processo recebe o nome de metilação. A metilação desliga genes específicos em uma célula para que outros genes possam determinar, por exemplo, que a célula se tornará uma célula da pele, e não do coração.
O índice de metilação no cérebro dos suicidas era quase dez vezes maior, se comparado aos demais cérebros analisados. Além disso, foi identificado que o gene que estava sendo desligado era um receptor químico de mensagens, que tem papel importante na regulação de comportamento.
Os estudiosos sugerem que esta reprogramação genética pode contribuir para o surgimento dos principais distúrbios depressivos. A descoberta ainda auxilia em futuras pesquisas sobre tratamentos para depressão e tendências suicidas.
Até o momento, os cientistas das Universidades de Western Ontario, Carleton e Ottawa suspeitam que fatores ambientais influenciem nas mudanças cerebrais. Pesquisas anteriores já haviam apontado que mudanças no processo de metilação podem ser causadas por uma combinação de fatores genéticos e ambientais chamados epigenéticos.