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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Os 40 anos da explosão psicodélica

Há 40 anos a música, em especial o Rock, passava por um dos seus períodos mais importantes. Em 1968 explodiam vários tipos de manifestações sociais, culturais e comportamentais, que afetaram fortemente o Rock’n'roll. Um movimento de contracultura que se originara da geração beatnik começava a dar forma a uma nova corrente do Rock. Era o movimento hippie, que trazia consigo a psicodelia e o questionamento ao sistema estabelecido. Através de um estilo de vida totalmente alternativo, com roupas diferentes, vivendo em comunidades improvisadas e experimentando substâncias alucinógenas para alterar o estado de consciência, os hippies influenciaram não só toda uma camada de jovens inconformados, mas também injetaram novo vigor à música.


O rock psicodélico surgia daí como uma forma de revolucionar o que era feito até então. Incorporar as sensações causadas pelos psicotrópicos à sonoridade das músicas. Subverter e viajar através do som. Letras e linhas de guitarras totalmente surrealistas.



O ano de 1968 foi o auge da psicodelia no rock. Foi nesse ano que muitas bandas estouraram e outras lançaram seus principais álbuns. Jimi Hendrix e sua banda, The Jimi Hendrix Experience, lançavam Electric Ladyland, com gravações que iriam entrar para a história, como o cover de “All Along The Watchtower”, de Bob Dylan, além de um dos seus principais clássicos, “Voodoo Child”. The Big Brother And The Holding Company, que tinha à frente ninguém mais ninguém menos que Janis Joplin, lançava Cheap Thrills, simplesmente o disco que contém “Piece Of My Heart”, além do sensacional cover do jazz de George Gershwin “Summertime”.


Com Waiting For The Sun, o The Doors abre as portas do sucesso com o hit “Hello, I Love You”. É bem verdade que a banda já havia estourado com o primeiro disco homônimo de 1967, mas foi com esse álbum que Jim Morrison e seus parceiros estrearam o primeiro lugar nas paradas.


Foi um ano de mudanças para o Pink Floyd. Saía Syd Barrett, com sérios problemas psiquiátricos (ocasionados pelo uso excessivo de LSD), e entrava David Gilmour, dando nova cara à banda. Com a mudança, o disco A Saucerful Of Secrets acaba por ter a participação dos dois guitarristas e vocalistas, sendo a presença de Barrett restrita à última faixa, “Jugband Blues”, composta e cantada por ele.


Outro grande expoente do rock psicodélico a lançar um disco nesse ano foi o Grateful Dead. A banda de São Francisco, California, liderada pelo vocalista e guitarrista Jerry Garcia, surgia com Anthem Of The Sun, seu segundo álbum, e um dos mais psicodélicos da carreira da banda.


Foi também um ano de despedidas. O Cream, do grande guitarrista Eric Clapton, decretava o seu fim, e com isso o início da promissora carreira solo de seu líder. Lançam Wheels Of Fire, que viria a ser o penúltimo disco da banda, que deixaria o réquiem para 1969, com Goodbye. Fazem seu último show em Londres, no dia 26 de novembro, no Royal Albert Hall


Os Beatles, sempre à frente de seu tempo, começavam a deixar a psicodelia de lado (mas não totalmente) com o lançamento do Álbum Branco, que reúne diversos tipos de elementos musicais, isso depois de três discos altamente lisérgicos (Revolver de 1966, Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band e Magical Mystery Tour, de 1967). Mas antes lançam um filme e um álbum que se tornanaram ícones da geração lisérgica: Yellow Submarine, um desenho animado musical que unia os grandes sucessos dos últimos álbuns da banda com uma história maluca e cores e formas extremamente berrantes. Foi, é claro, um grande sucesso entre os amantes da arte psicodélica.


Frank Zappa & The Mothers Of Invention não eram propriamente uma banda de rock psicodélico. Pelo contrário. Zappa era contra e proibia veementemente que seus músicos usassem qualquer tipo de droga. No entanto, é difícil encontrar som mais viajante do que esse na década de 60. We’re Only In It For The Money, terceiro álbum dos Mothers, tirava sarro de tudo que estava em voga em 1968. Sobrou até pros Beatles, que foram satirizados na capa que parodiava Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band. Mas o pricipal alvo dos Mothers no disco foi o movimento hippie, ridicularizado o tempo todo em boa parte das 19 faixas. E o mais curioso é que eles riam da psicodelia sendo psicodélicos. Genial, por assim dizer.


Não podemos ignorar a psicodelia brasileira, e seus maiores expoentes: Os Mutantes, que lançavam seu disco de estréia homônimo, que continha dois sucessos compostos por outros grandes artistas, mas que ficaram famosos nos arranjos dos irmão Baptista e Rita Lee: “Panis Et Circensis”, de Caetano Veloso e Gilbero Gil, e “A Minha Menina”, de Jorge Ben. O sucesso da banda não ficou restrito ao Brasil, ao contrário, foi muito maior no estrangeiro, sendo considerada uma das principais bandas psicodélicas da história do rock, juntamente com outras já citadas acima.



Por falar em estréias, três grandes conjuntos musicais deram em 1968 o pontapé inicial de suas meteóricas carreiras: o Jethro Tull, com This Was, o Deep Purple com Shades Of Deep Purple, além do grande Led Zeppelin, que fez o seu primeiro show e gravou seu primeiro disco, Led Zeppelin, que seria lançado em janeiro do ano seguinte.


Enfim, não dá pra esquecer o que 1968 representou para o Rock. Foi ali que surgiram boa parte dos clássicos que fazem até hoje jovens delirarem e extravasarem toda a sua rebeldia. Foi o marco de uma geração que não se conformou com a situação da sociedade na época e resolveu fazer a diferença. E que com isso fique a lição para as gerações presentes.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Droga artificial simula efeito de maconha e é vendida 'disfarçada'

DE SÃO PAULO

A maconha artificial mais popular nos EUA, vendida como incenso, a K2 é alvo de resenhas em sites especializados, que também publicam vídeos ensinando a usá-la.

O fabricante, no entanto, já enfrenta problemas típicos do sucesso de qualquer produto: as falsificações.

Anvisa proíbe mefedrona; substância é similar ao ecstasy

Os inventores da K2 --uma alusão à montanha no Himalaia-- até criaram um "selo de originalidade" para os pontos de venda, conforme seu próprio site indica, mas ainda há muitas cópias "piratas" por aí.

"Os usuários muitas vezes não fazem ideia do que estão usando. Eles se baseiam nos efeitos que os traficantes dizem que aquela droga vai ter", diz Rafael Lanaro, do Centro de Controle de Intoxicações do Hospital de Clínicas da Unicamp.

"O assunto está ganhando cada vez mais espaço nos congressos de toxicologia, mas ainda há pouca literatura sobre os efeitos, sobretudo os de longo prazo, dessas drogas", conclui.


Na foto acima, droga artificial que simula efeito de cocaína é vendida como sendo sais de banho nos EUA

SEM CONTROLE

O uso das drogas artificiais vem crescendo. Um estudo britânico divulgado na semana passada diz que a mefedrona (usada para fazer similares de cocaína e ecstasy) já é tão popular quanto a cocaína no Reino Unido. Mesmo assim, a maioria dos países ainda engatinha em seu controle.

Boa parte da Europa e os Estados Unidos estão se esforçando na proibição dessas substâncias, mas basta uma pequena engenharia química para que as drogas retornem à "legalidade".

"É muito fácil fazer uma pequena alteração química que muda sua nomenclatura", diz Lanaro.

Nos Estados Unidos, a maior frente de batalha é contra os canabinoides sintéticos. Trinta e oito dos 50 estados americanos baniram ou aguardam legislação para banir a venda dessas substâncias em seu território.

Por meio de sua assessoria, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) disse que, no Brasil, a análise e o subsequente banimento de substâncias vem da demanda de policiais e da própria população. No caso da recém-proscrita mefedrona, o apelo veio da Polícia Federal.

Apesar da proibição, coibir a venda e o uso dessas substâncias deve ser complicado. "Elas são mais difíceis de apreender porque os policiais não estão familiarizados com elas, a apresentação pode ser aparentemente inofensiva", avalia Lanaro.

Testes comuns de detecção de drogas não costumam identificá-las. A maioria passa desapercebida pelos cães farejadore.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Steven Tyler admite já ter feito sexo com homem

A autobiografia de Steven Tyler, Does The Noise In My Head Bother You?, tem uma série de confissões sobre a vida pessoal do controverso vocalista do Aerosmith. Que ele chegou a ser chamado para cantar no Led Zeppelin, que torrou US$ 20 milhões em drogas, que fez reabilitação em uma clínica ao lado do pai de Caleb Followill, do Kings of Leon. Mas, sem dúvida, a revelação mais bombástica é o texto no qual o astro admite já ter feito sexo com outro homem na juventude. As informações são do site da revista Spin.

"Eu experimentei sexo gay quando era mais jovem, mas não me deixou satisfeito", escreveu o cantor, garantindo não ter insistido na prática. "Sexo gay não funciona para mim".

Tyler também admitiu ter compartilhado a cama com seu parceiro de banda, o guitarrista Joe Perry, e outras mulheres. "Eu me lembro de uma noite na estrada em que eu e Joe estávamos dividindo a mesma cama com duas garotas e acordei de manhã com um prato especial de frutos do mar...caranguejos para todos!".

http://diversao.terra.com.br/gente/noticias/0,,OI5113305-EI13419,00.html

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Médicos defendem maconha terapêutica

O lançamento mundial de um medicamento produzido à base de maconha pela farmacêutica britânica GW Pharma, e que será comercializado na América do Norte e na Europa pelo laboratório Novartis, reacendeu as discussões entre os especialistas brasileiros sobre o uso medicinal da droga no País. Por aqui, o princípio ativo do remédio (Sativex), usado para aliviar a dor de pacientes com esclerose múltipla, não é permitido.

O Brasil é signatário de tratados diversos que consideram a substância ilícita, o que dificulta inclusive o desenvolvimento de pesquisas científicas sobre as propriedades terapêuticas da planta e suas reações no cérebro.
Pesquisadores ouvidos pelo JT comparam a importância do estudo da cannabis sativa (nome científico da maconha) com a relevância do ópio para o desenvolvimento da morfina – medicamento essencial para o tratamento da dor aguda. E reforçam o argumento de que a possibilidade de uso medicinal não é sinônimo de liberação ou legalização da droga.

“O medicamento tem estudo clínico, existem proporções corretas das substâncias usadas, imprescindíveis ao seu funcionamento”, defende Hercílio Pereira de Oliveira Júnior, médico psiquiatra do Programa Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas (Grea) da Universidade de São Paulo (USP).

De acordo com Oliveira Júnior, ao contrário do remédio, a droga ilícita não tem padrões de equilíbrio entre os substratos terapêuticos e pode causar danos à saúde de quem a consome. “Pode ampliar a ansiedade, causar um estado depressivo e psicótico, com alucinações, e problemas pulmonares provocados pelo ato de fumar.”

Perspectivas

Estudos comprovam que a cannabis reduz os efeitos colaterais da quimioterapia, como náusea e vômito, estimula o apetite em pacientes com aids, pode ser usada para tratar o glaucoma e aliviar a dor crônica. “As perspectivas científicas mostram que vale a pena aprofundar os estudos sobre a planta”, avalia Oliveira Júnior.

O Sativex, por exemplo, não é vendido como cigarro – e sim na forma de um spray. Sua composição reúne apenas dois substratos da maconha: o delta9-tetraidrocanabinol e o canabidiol.

“Não causa mais ou menos dependência do que calmantes e antidepressivos. A dependência não é argumento considerável para proibir até mesmo a pesquisa”, diz Dartiu Xavier da Silveira, professor livre-docente em Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo.

Defensor da criação de uma agência reguladora para o setor, Oliveira critica a legislação restritiva brasileira e afirma que o preconceito trava a pesquisa de medicamentos que poderiam ser desenvolvidos até para tratar a dependência química.

“A questão não é proibir, mas controlar. Não se proíbe a morfina porque algumas pessoas fazem mau uso”, avalia. O psiquiatra lembra que não é necessário o plantio em terras brasileiras da maconha para os estudos. “Para pesquisa, podemos importar.”

Diretor do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) da Unifesp, o psicofarmacologista Elisaldo Carlini também acredita que o Brasil está atrasado em relação às pesquisas sobre o potencial terapêutico da maconha por puro preconceito.

“No século passado, foi considerada droga diabólica e só nos últimos 30 anos é que se retomaram os estudos terapêuticos”, conta Carlini. De acordo com ele, pesquisas mostraram que o cérebro humano possui ramais de neurotransmissores e receptores sensíveis ao estímulo da cannabis. O sistema foi chamado de endocanabinoide, que, se cientificamente estudado e estimulado, pode levar ao alívio ou à cura de várias doenças.

Legislação

Até o momento, a legislação brasileira proíbe o consumo de qualquer medicamento à base de maconha. Mas uma decisão judicial pode autorizar seu uso em casos específicos.

A comercialização do Sativex ainda não foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Procurada pelo Jornal da Tarde, a agência não se manifestou sobre o assunto.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Tropa de Elite

[1] Ontem vi o tão falado Tropa de Elite. Dado o meu “vasto” conhecimento sobre cinema, me restringirei aos seguintes comentários: o filme é bom, não gosto daqueles movimentos de câmera alucinantes e próximos dos personagens como na cena do tiroteio no baile funk, e Chuck Norris é uma bichinha perto do Capitão Nascimento. Em relação ao filme propriamente dito é só... O que eu queria comentar melhor, sob uma ótica liberal, é sobre os BOPES do Brasil e mundo afora e a tal guerra que eles dizem travar.

[2] Antes uma pequena divagação teórica. Suponha que A tenha propriedade sobre X e B invada essa propriedade. A então teria uma reclamação legitima contra B (reclamação cujo mínimo é a devolução ou reparação da propriedade invadida). A tem direito a ele próprio executar essa reclamação ou pode passar para que terceiros assim o façam (aliás, essa proposição é a base da idéia de governo como um contrato criado para garantir os direitos dos seus “contratantes”). Para simplificar, imagine que A mesmo vá atrás de B para reaver suas propriedades ou executar sua reclamação legitima (como dizem por ai, A fará justiça com as próprias mãos). Coloquemos um terceiro individuo C. C não tem nada a ver com A e nem com B, a não ser pelo fato de saber onde B se encontra. Pode A invadir alguma propriedade de C para obter tal informação? A só pode perseguir B porque B violou sua propriedade. C, um não invasor, não tem absolutamente nenhuma reclamação a ser paga para A, e portanto não pode ser alvo de reclamação alguma deste. Logo a caçada de A não lhe dá direito algum de reclamar propriedades de C. Isso vale para qualquer tipo de “ajuda” que A venha a precisar de C.

[3] Mudemos o exemplo agora, suponha novamente que A tenha propriedade sobre X e B inicie uma invasão. O que A pode legitimamente fazer? Segue do fato de A ser proprietário de X que A tem o direito a manter X. Em um contexto de invasão, isso significa que A pode usar a força para parar a invasão de B (ou seja, se defender e manter X). Qual força? No momento da invasão aquela que é estritamente necessária para parar a invasão, afinal, o uso da força contra B só se torna legitima por se tratar da manutenção de X sob invasão, um exercício da propriedade sobre X. Quando o uso da força perde a função de parar a invasão, ela deixa de ser válida e passa a ser uma agressão aos direitos de B.

[4] Dentro do esquema acima voltemos para a questão do BOPE e da guerra contra as drogas. Para simplificar, comecemos do inicio “dos tempos”: um traficante de drogas será um sujeito que vende drogas para adultos e somente isso. Esse será o único crime, dentro da legislação atual, que ele estaria cometendo. A primeira questão a ser respondida é: o traficante de drogas invade a propriedade de alguém ao vender drogas? A resposta óbvia é não. Quem compra as drogas e as consome viola a propriedade de alguém? A resposta também é não, apesar de aqui muita gente não a achar tão óbvia, o que eu considero um erro. Dizem que um consumidor de drogas acabará roubando, matando para obter o dinheiro para a compra. É um argumento errado: o consumo em si das drogas não tem como conseqüência certa e inevitável o roubo ou assassinato de ninguém. O desejo por drogas certamente pode ser um motivo do roubo, mas um não é o mesmo que o outro e, além disso, as pessoas também roubam para comprar tênis Nike, comprar mansões, carros de luxo ou mesmo comida e ninguém defende a proibição da venda de nenhum desses bens com esse argumento.

[5] Dado que o traficante e o consumidor não invadem a propriedade de ninguém, estão apenas exercendo seus próprios direitos de propriedade, assim não há nenhuma reclamação legitima de terceiros sobre suas propriedades. Isso significa que o uso da força contra traficantes e consumidores de drogas (no caso através da policia), por venderem e consumirem drogas é um ato de agressão e, portanto ilegítimo. Se existe uma guerra contra a venda e consumo de drogas, como o filme diz, essa guerra é ilegítima. Isso nos leva a outro ponto: os traficantes e consumidores de drogas têm direito de se autodefenderem, eles seriam os “mocinhos” e não os bandidos, a guerra legitima seria a dos traficantes e consumidores de drogas contra o agressor, no caso a policia. No entanto aqui é necessária bastante calma na hora de transferir a conclusão para o que ocorre no “mundo real”: a autodefesa dos traficantes e dos consumidores não permite o uso da força contra terceiros que não praticam a agressão contra eles. É importante ressaltar isso porque os defensores da proibição das drogas e da truculência policial (para usar um termo suave) que o filme mostra adoram ressaltar que do outro lado o que temos são bandidos que matam e não “anjinhos”. Como eu disse no inicio, o que se está analisando é estritamente a questão da venda e consumo de drogas e isso não gera como conseqüência inevitável e certa assassinar ninguém. Os traficantes relatados no filme, como o Baiano, que matam e roubam, são tão criminosos quanto qualquer outro que roube e mate, mas é por esses atos que eles são criminosos, não por venderem drogas. A suposta guerra nobre que o BOPE trava contra as drogas (veja bem, contra as drogas!) é uma guerra ilegítima logo de inicio.

[6] Mas supondo que tal guerra contra as drogas seja legitima a segunda questão que surgiria, seria: direitos de terceiros, que não participam da venda ou compra podem ser violados? A resposta é claramente não. Peguemos a cena da tortura da namorada do Baiano. Ela se encaixa no exemplo do começo do texto sobre “extrair informação” invadindo a propriedade do possuidor da informação. A namorada do Baiano usa seu corpo da maneira que bem entender, inclusive mantendo a boca fechada e não dizendo nada. Os policiais não teriam direito algum em usar a força. Alguém pode apelar para a cumplicidade com o crime no caso, mas isso não procede: primeiro porque dado que a namorada do sujeito não participa diretamente da atividade agressora do marido, ela não cometeu agressão alguma contra ninguém. Segundo porque mesmo que valha a cumplicidade, ela é obrigada a pagar pela cumplicidade, não ser agredida por não revelar qualquer outra coisa.

[7] Outra característica da policia mostrada no filme, bastante defendida, e que tem a ver com a questão da violação de direitos de terceiros, é o famoso “atirar antes de perguntar”. Em todos os exemplos teóricos do começo do texto partimos do pressuposto que, segundo algum critério de provas, a invasão de propriedade tenha acontecido e demonstrada. Mas e quando A, por exemplo, não sabe quem invadiu sua propriedade. Pode ele atirar antes de perguntar? A resposta é não. Sem entrar em considerações sobre a intensidade da força usada na invasão inicial e a intensidade usada no revide, A tem uma reclamação legitima contra o suposto invasor, mas para alguém se tornar de fato o invasor é necessário provar que esse alguém é o invasor. Se, sem demonstrar (através de um procedimento de provas considerado “correto”) que B é o invasor, A usar a força contra B isso se torna uma agressão simplesmente porque B não é um invasor. Isso pode parecer estranho porque nós, na posição de “sobre-humanos” desenhando exemplos, vendo tudo que ocorre, sabemos que B é ou não culpado porque nós determinamos isso. Mas no mundo real, sem pessoas oniscientes, o que define a culpa ou não de B é um determinado procedimento de comprovação. Suponha que no nosso mundo teórico, A use a força contra B por supor que ele é culpado pela invasão quando ele (B) é, de fato, culpado e B sabe que A não tem conhecimento de sua culpa. B então entra com um processo contra A. Como A se “livraria”? Provando que B era de fato o invasor. Mas e se ele não conseguir provar? Seu ato então será considerado uma agressão e A acabará sendo alvo de uma reclamação legitima de B. Nessa posição, seria a solução mais vantajosa para A só usar a força contra B quando provasse a culpa de B. Mas poderia acontecer de A usar antes de provar e acabar acertando (no nosso exemplo ele acertaria). Do ponto de vista liberal, eticamente qual norma seria superior? Sair por ai atirando e perguntando depois e caso errasse receber a punição adequada e se acertasse tudo bem ou ser proibido o “atirar e perguntar depois”? Antes, é importante lembrar que muita gente que defende o atirar e perguntar depois se esquece da parte do punir o cara que erra. São vitimas de guerra! E guerra é guerra!

[8] Voltando a pergunta, uma resposta mais completa exigiria um outro texto, mas com um exemplo simples podemos chegar a uma conclusão: A ética liberal considera o direito de propriedade absoluto. Antiético e injusto é invadir esses direitos. A tem propriedade sobre RS100. Vamos supor que B venha e tome os R$100 de A, mas no final da tarde volte e devolva os R$100 + juros. A situação com a devolução de B equivale eticamente à situação inicial sem roubo? Muitos responderiam que sim. Mas imagine que constantemente isso ocorra: B chega lá, leva embora os R$100 diários e depois devolve um valor especificado em lei. Que espécie de direito de propriedade seria esse onde o proprietário pode ser agredido dessa forma só porque no final da tarde o ladrão volta e “devolve o que roubou”? Onde fica a própria definição de propriedade (total controle e disposição sobre o bem)? Dada essas considerações a resposta é não, não se equivalem eticamente afinal o direito de propriedade de A sobre os R$100 foi violado e não se tem como “voltar” ou apagar tal violação: naquele instante, A não queria liberar os R$100 e foi agredido. Voltando então ao nosso problema: atirar antes de perguntar e depois (obviamente supondo que o sujeito não morra, para simplificar), compensar isso de alguma forma é equivalente eticamente a não atirar? Pelos mesmos problemas gerados no caso dos R$100 – relativização ou mesmo contradição com a própria definição de direitos de propriedade, a resposta é não. Eticamente a proposição de que não vale atirar antes e depois perguntar é superior a de atirar e depois perguntar se é culpado e compensar caso erre. Importante lembrar duas coisas: primeiro, a norma analisada é a “atirar antes de perguntar” e compensar caso erre. É claro que o atirar antes de perguntar e não compensar caso erre é eticamente inferior as duas que foram focadas. E segundo, ignorei o problema da veracidade da confissão de culpa de alguém que é perguntado depois de levar um tiro e ser ameaçado de levar mais.

[9] Com a questão do “atirar e perguntar depois” e da tortura que tratam da violação de direitos de terceiro encerro o texto. A polícia do filme, aplaudida por muitos, tortura e em termos liberais acredito que a tortura seja inaceitável. A polícia do filme atira antes de perguntar, invade casas e essas coisas, também acredito, são inaceitáveis. Os defensores da policia do filme argumentam que isso é uma guerra, e na guerra vale tudo. Mas para inicio de conversa, essa guerra não é legitima, é uma guerra injusta. E mesmo se fosse uma guerra justa, não, isso não justificaria nenhuma violação de direitos de terceiro porque se ocorresse deixaria de ser uma guerra justa. Infelizmente não é só a policia do filme que se comporta dessa maneira. Quem não se lembra, por exemplo, do massacre realizado nos subúrbios em São Paulo quando ocorreu a rebelião do PCC. E infelizmente não é só o desrespeito de direitos cometidos pela policia do filme que possui defensores. E para piorar muitos desses defensores se dizem liberais.

fonte: http://depositode.blogspot.com/2007/10/ontem-fui-ver-o-to-falado-tropa-de.html

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Falta de meios de comunicação causa sintomas semelhante à abstinência de drogas, diz pesquisa

Pesquisadores do ICMPA (International Center for Media & the Public Agenda) reuniram centenas de estudantes em 12 universidades do mundo e pediram para que eles não consumissem nenhum tipo de mídia no período de 24 horas. Eles não poderiam assistir televisão, ler jornais, usar o celular, internet, etc. Depois, os estudantes foram convidados a contar a experiência e declarar de qual meio de comunicação mais sentiram falta.

A televisão, de acordo com o resultado do estudo, foi o veículo mais fácil de abandonar. Já o celular, o que mais causa dependência. Um dos estudantes declarou: “Mandar mensagem para meus amigos me traz uma sensação de conforto. Quando eu fiquei sem, senti como se estivesse excluído da minha própria vida. Embora eu frequentasse uma universidade cheia de alunos, ficar sem comunicação digital foi intolerável”. Outro participante se disse viciado em consumir mídia e admite ser um vício doentio.

Outro sintoma que os estudantes apontaram quando realizaram o experimento foi a perda da noção do tempo. “Nós não apenas encontramos sintomas psicológicos, mas também físicos”, disse Roman Gerodimos, um dos pesquisadores que conduziram o estudo no Reino Unido, ao jornal “Telegraph”. Uma das principais conclusões do estudo chamado de Unplugged foi a semelhança entre a abstinência de drogas e de conteúdo midiático.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Agassi admite doping infantil, maconha e derrotas propositais

A biografia do americano André Agassi já está à venda nos Estados Unidos. Além de admitir que consumiu uma substância proibida na temporada de 1997 e contar como enganou a ATP após testar positivo em um exame, o ex-tenista assume que fumou maconha, perdeu jogos de propósito e usou doping quando pequeno.

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Ex-líder do ranking mundial e dono de oito Grand Slams, Agassi conta que, quando criança, tomou o analgésico Excedrin por conter cafeína antes de uma partida seguindo ordens do pai. Na publicação, ele ainda descreve seu consumo de maconha e bebidas alcoólicas.

Agassi ainda disse que perdeu alguns jogos de propósito, entre eles a semifinal do Aberto da Austrália de 1996. O norte-americano conta que resolveu entregar o jogo para Michael Chang para evitar enfrentar o desafeto Boris Becker na decisão da competição.

O antigo líder do ranking mundial conseguiu estabilizar sua vida apenas depois de deixar o esporte e formar uma família ao lado da alemã Steffi Graf. No livro, ele conta como seduziu sua atual esposa e diz que Brooke Shields invejava as pernas da ex-tenista germânica.

sábado, 7 de novembro de 2009

Lily Allen wants to hear the good side of cocaine

The media has long vilified cocaine. They’ve accused it of ruining lives and causing deaths among other things. Lily Allenwants to know why does the media have to be like that? Why can’t they ever publish stories about all the good cocaine does like keeping you awake until 7 am the next day so you can get your work done and helping you lose weight. Allen tells Word Magazine:

“I know lots of people who take cocaine three nights a week and get up and go to work. But we never hear that side of the story. I wish people wouldn’t sensationalise it. Some people are just bad at taking drugs.”

Lily is right. The media always blows these things out of proportion. Lots of people take cocaine and lead functional, fulfilling lives. Take Amy Winehouse for example. Apart from a few hospital visits, a scabby face and self-inflicted wounds, cocaine has done wonders for her.

Compare that to your mom who doesn’t take cocaine. When was the last time she took a lavish trip to St. Luciawhere she took her top off and frolicked in the ocean with a twenty-something struggling actor? That’s right. Never. She’s still stuck at home washing your soiled underwear. Game. Set. Match. Cocaine.

2 Responses to “Lily Allen wants to hear the good side of cocaine”

  • Herman Bumfudle

    cocaine is for the girls who’d rather pass out, than to fake the orgasm they didn’t get.

  • Kemp

    You need to know a bit about brain left/right structure and function and CNS crosswiring, nasal direct wiring, and the effects and some history of cocaine to use it to best effect. It also helps to know about the drug war and the insanity it has wrought on society. And yes, women using cocaine tend to like it up the butt. Nothing wrong with that.

domingo, 1 de novembro de 2009

“O Rio é o túmulo do rock”

http://revistaquem.globo.com/Revista/Quem/0,,EMI9112-8219,00-O+RIO+E+O+TUMULO+DO+ROCK.html

Recém-instalado em São Paulo, o cantor, de 50 anos, continua irreverente: desanca a bossa nova, defende as drogas e desconfia do sistema. E surpreende com um lado soft: quer se reaproximar da filha e adotar uma criança

Há 21 anos, João Luís Woerdenbag Filho, o Lobão, deixava a cela de número 11 da Polinter, local onde ficou preso por quase três meses, após ter sido flagrado com um papelote de cocaína, no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Dono de uma extensa ficha criminal, com 132 processos judiciais e mais de 20 prisões, Lobão virou mascote do Comando Vermelho e “dava assessoria de logística aos traficantes da cadeia”, conforme ele mesmo relata.

Hoje, aos 50 anos, o músico ícone da geração rock-’n’-roll da década de 80, trocou o Rio pela capital paulista: “Se São Paulo é o túmulo do samba, o Rio é o túmulo do rock”, diz. No novo endereço, comanda o programa Debate MTV e grava nova atração, com estréia prevista para o próximo dia 18, batizada de Código MTV: a cada semana, Lobão abrirá espaço para duas novas bandas com estilos parecidos mostrarem suas músicas.

Em seu estúdio particular, entre violas, bandolins e violões e às voltas com o movimento sorrateiro de um de seus três gatos, chamado Maria Bonita, o músico conversou com a reportagem de QUEM. Educado e gentil, Lobão destoa, no trato, da imagem do artista polêmico e sem papas na língua. Mas não perde a ocasião: nesta entrevista, critica a bossa nova, fala de drogas, da relação distante com sua única filha, Júlia, de 19 anos, e relembra com certo saudosismo dos tempos de cadeia.

QUEM: Como um carioca como você vive em São Paulo?
LOBÃO
: Estou amando. Quando comecei a carreira, no ano de 75, 76, tocando bateria na banda Vímana, numa peça da Marília Pêra, fiquei aqui uns três meses. Mas eu sempre morei no Rio. Estou me sentindo muito em casa, mesmo porque, na verdade, eu já vinha ficando aqui desde 2005, na época do programa Saca-Rolha.

QUEM: E por que saiu do Rio?
L
: O principal fator foi ter sentido que a cidade perdeu o tono do rock-’n’- roll. O cenário do rock e tudo que se refere ao gênero estão em São Paulo. Se São Paulo é o túmulo do samba, o Rio é o túmulo do rock (risos).

QUEM: O Rio é também o berço da bossa nova, que agora está fazendo 50 anos. Você curte o gênero?
L:
Da minha geração, talvez eu seja o artista que mais teve influência da bossa nova. Acho que a bossa nova é uma língua morta. Eu não acredito na alegria de ninguém que vivencie esse tipo de música e também não posso acreditar que uma pessoa que tem aparelhos sensoriais em algum estado razoável possa achar que aquilo é interessante. Alguma coisa está errada nisso tudo. E, convenhamos, é música de elevador (risos).

QUEM: Em uma entrevista dada em 2002, sobre a volta de bandas da década de 80, você disse que nunca viu alguém se dar bem depois de gravar um acústico da MTV – mas seu disco lhe rendeu o Grammy Latino 2007. Não é uma contradição?
L
: Eu sempre falei uma coisa, e é verdade. A única banda que realmente se deu bem, que aproveitou o acústico e se reinventou, foi o Capital Inicial. Se você verificar todos que fizeram o acústico, como o Lulu, os Paralamas, os Titãs, eles alavancaram a carreira, só que no disco seguinte não acontecia nada. Eu sempre falei que o som produzido pelos violões em um acústico tinha som de pato. Até três anos atrás, o processo de gravação era tosco demais. Antes de fazer o acústico, pesquisei pela internet e vi que tinha um equipamento, por sinal muito baratinho, capaz de dar um puta som legal. E pensei: por que não fazer agora um acústico? Vão achar que eu sou contraditório, coisa e tal. Mas houve um fator novo que contribuiu para a criação desse disco. Talvez por isso ele tenha sido tão premiado.

QUEM: Mas quanto vendeu?
L
: Muito pouco. Eu nunca vendi discos. Infelizmente, vendi mais discos na época em que estive preso. Vida Bandida vendeu 350 mil cópias – a expectativa era de 2 milhões. Me Chama vendeu 20 mil cópias – esse acústico foi o pior de todos os acústicos da MTV: 20 mil cópias entre CD e DVD. Em termos de vendas, foi um desastre total.

QUEM: Você se rendeu ao sistema?
L
: Não. Eu continuo independente. O contrato que tenho atualmente com a Sony/BMG tem uma parceria com o meu selo, Universo Paralelo. A gravadora me deu liberdade de fazer o que eu quero e eu estou fazendo. Isso é o que importa.

Continuo tendo a mesma postura quanto a liberação das drogas. Maconha, para mim, é como se fosse cigarro. Eu acabo de comer e acendo um.

QUEM: Por falar em Vida Bandida, todas as suas prisões tinham a ver com apologia, uso e porte de drogas. Vinte e um anos depois de sua última prisão, qual sua opinião sobre as drogas?
L
: Eu não mudei nada. Eu tenho 50 anos e estou a mesma coisa. Continuo tendo a mesma postura quanto a liberação das drogas. Se fossem liberadas, seriam menos perigosas. Você poderia comprar cocaína de grande qualidade, e as pessoas não cheirariam maisena, vidro moído, mármore... Maconha, para mim, é como se fosse cigarro. Eu acabo de comer e acendo um. Eu gosto de fumar.

QUEM: Hoje está com 50 anos. Você se considera um sobrevivente?
L
: Eu sou um cara de 50 anos que já era para ter morrido há pelo menos uns 40 (risos). Eu tenho um histórico de sobrevivência. Aos 2 anos de idade, eu era o xodó do dr. Rinaldo de Lamare (pediatra autor do best-seller A Vida do Bebê), por ter tido necrose, na época uma doença incurável. Sobrevivi a minha geração, que morreu toda de Aids. Todos os meus amigos, o Júlio Barroso (da Gang 90), o Renato Russo, Cazuza. Tive medo, não sabíamos de onde vinha a doença, era um terror constante. Para ser sincero, parece que ainda está tudo por fazer. Eu penso que o grosso do meu trabalho ainda não foi posto para fora. Eu tenho feito, hoje, 20% do que quero fazer. Me sinto ainda um garotão.

QUEM: Você vem acompanhando a trajetória da cantora Amy Winehouse? Você acha que ela usa drogas recreativamente ou para se autodestruir?
L
: Eu amo a Amy. Acho ela sensacional! Por mais enganada que esteja, com certeza ela deve estar passando por um processo de esclarecimento pessoal muito grande. Ela caminha para esse tipo de martírio midiático. É do tipo arquétipo sofredor. Com certeza, Jimi Hendrix seria um sacristão perto dela. A história da maioria desses gênios é dramática, se não trágica.

QUEM: Você está casado há 17 anos com a empresária Regina Lopes. Não quiseram ter filhos?
L
: Não. Eu tenho vários enteados e uma filha também. A Regina tem muita vontade de adotar, pode ser que no futuro aconteça. Ela sempre fala “um dia desses, quando a gente tiver a nossa vida mais tranqüila, vamos adotar”. Se ela quiser, de repente, acho que é uma coisa necessária. Se tivermos condições de vida para dar a uma criança que já exista, para que colocar mais gente no mundo? Se eu puder, a médio prazo, pode rolar, sim.

QUEM: Você tem uma filha, chamada Júlia, com a atriz Danielle Daumerie, que aparece nua na capa do disco O Rock Errou, de 1986. É uma relação conturbada?
L
: A Júlia está com 19 anos. Eu sou um caso típico de pais separados, em que houve uma briga, a mãe monopolizou a filha, e eu fiquei meio de fora. Eu não tenho muita vivência com ela, gostaria muito. Lutei pela guarda, mas o roqueiro, o drogado... – as pessoas achavam que eu não estava apto para isso. Eu espero que um dia a gente se acerte. Eu gosto muito dela. Ela está uma menina bonita, fazendo faculdade de moda no Rio de Janeiro. Nos falamos esporadicamente, mas não há uma intimidade maior porque não tivemos possibilidade de isso acontecer.

QUEM: “Me chama” foi a música mais tocada na década de 80. Cansa ter que tocá-la ainda hoje?
L:
Quando me cansa, eu paro. Às vezes passo um bom tempo sem cantá-la.

QUEM: E quando te pedem para tocar uma determinada música?
L
: Eu faço questão de não tocar. Caetano faz isso também. Alguém pede a ele: “Toca ‘Leãozinho’”. Ele diz: “Ia tocar, não toco mais”. Para um artista de verdade, isso é uma ofensa. Isso só se faz com cantor de churrascaria.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Argentina descriminaliza posse de maconha para uso pessoal

A Suprema Corte de Justiça da Argentina declarou inconstitucional, nesta terça-feira, a punição à posse de quantidades pequenas de maconha para consumo pessoal para maiores de idade, anunciou uma fonte do alto tribunal.

A sentença estabelece que "deve-se proteger a privacidade das pessoas adultas para decidir sobre sua conduta" em relação ao consumo de maconha, indica o texto divulgado à imprensa.

O tribunal alega ter se baseado na Constituição - segundo a qual "as ações privadas dos homens que não ofendem de nenhum modo a ordem e a moral pública, nem prejudicam um terceiro, estão apenas reservadas a Deus e isentas da autoridades dos magistrados".

A Corte se pronunciou em um caso no qual cinco jovens foram condenados por posse de maconha: eles foram presos no início de 2006 em uma operação policial, e cada um levava entre um e três cigarros de maconha nos bolsos.

A sentença, no entanto, adverte que "nenhuma permissão legal para consumir indiscriminadamente foi outorgada".

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Jornal publica foto de ator de 'Harry Potter' fumando maconha

A edição online do tablóide inglês The Sun traz nesta quarta-feira (19) uma foto do ator Josh Herdman fumando um cigarro que pode ser de maconha. A imagem teria sido tirada durante uma viagem do jovem a Amsterdã, onde a droga é legalizada.

Josh Herdman é conhecido pelo papel de Gregory Goyle na série de filmes Harry Potter. Esta não foi a primeira vez que um ator da franquia se envolveu com drogas. Jamie Waylett, o Vincet Crabbe do filme, foi condenado a prestar 120 horas de trabalho comunitário, depois de a polícia descobrir que ele plantava maconha dentro de seu quarto.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Ator de Grey's Anatomy em 'video de sexo' é o escândalo do momento

O escândalo do momento é um video em que o ator Eric Dane (Grey's Anatomy) aparece nu em um quarto na companhia da mulher, a atriz Rebecca Gayheart, e uma amiga, a ex-miss Kari Ann Peniche. Há cenas e diálogos no video que sugerem que eles estao drogados. Segundo o Gawker, a policia de Los Angeles está analisando as imagens. A versao do vídeo publicada pelo blog é editada e esconde a nudez mais explícita, mas mostra as duas mulheres com os seios à mostra quando estao juntas na banheira. Nao há cenas de sexo, mas nos blogs e no Twitter o video está sendo chamado de 'Eric Dane sex tape'. O advogado do casal, Marty Singer, declarou que o video é "confidencial e particular" e deu sua versao para o que se vê nas imagens - "Do que eu pude ver é um vídeo de nudez, nao um video de sexo, no máximo sao três pessoas querendo fazer sexo". Veja o video aqui.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O duplo efeito da maconha. Combate à osteoporose da terceira idade mas enfraquece ossos de jovens.

crachá oficial de usuária de maconha, na Califórnia.

O uso da maconha para fins terapêuticos é legalizado em vários países e as pesquisas científicas avançam em progressão geométrica.

No Canadá é o próprio estado que cultiva a maconha e disponibiliza aos necessitados a erva mediante apresentação de receita médica.

Como já mencionamos em outros textos publicados neste blog, na Califórnia o serviço público de saúde fornece um crachá de identificação de usuário, para evitar incômodos policiais.

A última novidade sobre o emprego da maconha para finalidade médico-terapêutica vem da Escócia.

Trata-se de uma pesquisa realizada por cientistas da universidade de Edimburgo. A pesquisa ainda está em curso, mas já foi vencida a fase de emprego de ratos.

Duas conclusões contrastantes foram notadas.

Para os idosos, o consumo de maconha ativa uma molécula existe no corpo humano, receptor CB1, co-envolto no desenvolvimento da degenerativa osteoporose.

Com a ativação canábica, — sempre em pessoa idosa–, impede-se a formação de acúmulo de gordura responsável pela osteoporose, que arruína progressivamente os ossos.

No jovem o efeito é contrário, concluem, nessa fase da experiência, os pesquisadores.

O uso da maconha, em jovens, tornam mas frágeis os ossos do fêmur e da tíbia. Em outras palavras, os referidos ossos, na idade de crescimento do jovem, desenvolvem-se com mais fragilidade.

Os estudos com ratos de cobáia, geneticamente privados do receptor, demonstraram alto risco de crescimento ósseo mais fracos do que o normal.

A pesquisa acaba de ser publicada pela revista científica Cell Metabolism. O chefe do departamento de reumatologia da supracitada universidade escocesa deixou alertado: “Foram apresentados resultados parciais, mas ampliando os testes poderemos conquistar novos mecanismos para combater a osteoporose nos adultos”.

PANO RÁPIDO. As políticas proibicionistas no Brasil desmotivam estudos e pesquisas, no que diz respeito à maconha.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

Alcoólatras interpretam mal emoções alheias, diz estudo

Das muitas coisas que o alcoolismo pode roubar - carreiras, vida, saúde, memória ¿ uma das mais desoladoras são os relacionamentos. E, dizem os pesquisadores, a razão para esta perda se deve ao fato de que os alcoólatras têm dificuldades para interpretar as emoções alheias. Este problema, porém vai além de questões emocionais. Um novo estudo realizado por cientistas da Universidade de Boston e do Hospital Geral de Massachusetts mostra que essa tendência pode ser observada no funcionamento do cérebro dos alcoólatras. O estudo foi publicado no site do jornal Los Angeles Times.

Não só familiares, mas pesquisas já demonstravam anteriormente que os alcoólatras realmente têm dificuldades para perceber corretamente as emoções, às vezes sentindo-se ofendidos quando nenhuma ofensa foi destinada a eles ou não percebendo quando um ente querido está triste, alegre, furioso ou desiludido.

Mas como o álcool faz tudo isso? Um novo estudo constatou que, no que diz respeito à competência para a leitura de expressões faciais, os cérebros dos alcoólatras são muito diferentes dos das pessoas que não bebem. Em relação aos outros, os cérebros dos alcoólatras têm essa capacidade empobrecida. Enquanto estão observando rostos, eles têm intensidade muito menor na atividade da amígdala e hipocampo (conhecido como o sistema límbico, ou sistema responsável pelas emoções). Esse empobrecimento pode ser observado mesmo naquelas pessoas que hoje são abstêmias.

Neste estudo, os pesquisadores pediram a 15 alcoólatras abstêmios a 15 pessoas que não possuíam a doença, que olhassem imagens de rostos. Para cada imagem que passava, os pesquisadores faziam a pergunta: "Quanto inteligente é essa pessoa?" Cada rosto expressava emoções positivas, negativas ou neutras.

Enquanto isso, os cientistas acompanhavam a atividade cerebral dos voluntários segundo a segundo, usando ressonância magnética funcional.

O sistema límbico das pessoas que não bebiam mostrou forte atividade quando as fotos projetavam emoção, mas ficava relativamente calmo quando as expressões eram neutras.

O sistema límbico dos alcoólatras, no seu conjunto, não teve atividade diferente se os rostos expressavam emoções fortes ou nenhuma emoção.

Nos dois grupos, os participantes foram divididos por fatores como idade, QI, educação e nível socioeconômico. Mas, as diferenças no funcionamento dos cérebros só puderam ser percebidas entre alcoólatras e não-alcoólatras. Os cérebros desses dois grupos reagiram de forma completamente diferente quando confrontados com sinais de raiva, alegria, tristeza ou decepção.

O resultado foi publicado na revista Alcoholism: Clinical and Experimental Research.

O ovo ou a galinha? Um dos autores do estudo, Ksenija Marinkovic, adverte para uma questão ainda sem resposta: será que o alcoolismo cega a sensibilidade emocional ou a insensibilidade emocional nessas pessoas existe antes do alcoolismo?

A ideia de que o álcool danifica o cérebro faz sentido por intuição. Mas alguns estudos sugerem que déficits cognitivos nas crianças - especialmente na área da inteligência emocional - podem detonar uma cascata de acontecimentos que podem conduzir ao alcoolismo.

No passado, pesquisadores já haviam demonstrado que os filhos de alcoolistas apresentam frequentemente as mesmas dificuldades em ler emoções. Filhos de alcoólatras têm um risco muito maior de desenvolver essa doença. "É um problema do ¿ovo ou a galinha¿. Nós simplesmente não sabemos o que vem em primeiro lugar", disse Marinkovic.

Police: Crack Found in Man's Buttocks

HAGERSTOWN, Md. (AP) -- Police searching a downtown home found a man hiding 15 plastic bags of crack cocaine in his buttocks.Pierre Lynch, 20, of Washington, D.C., was searched after he went to a home on Charles Street Thursday night.Police had gone to the home after officers saw suspected drug dealing in the area, Sgt. Jim Robison said.Lynch was charged with possession with the intent to distribute crack cocaine, possession of crack cocaine, possession of drug paraphernalia, obstructing and hindering and making a false statement to police officers.

where to begin. how many funny headlines were written before they came up with this one. you think the cops had some funny shit to say to this guy? i'm betting yes.....

http://www.zimbio.com/

sábado, 15 de agosto de 2009

X9


Esta é para os maroleiros de plantão: quem achava que poderia compensar a lei seca se abraçando com um capetinha antes de dirigir, vai ter que repensar suas intenções. Acaba de ser lançado, por enquanto somente na Europa, o bafômetro detector de cocaína, heroína e, claro, maconha, além de outras drogas.

Já tem pai querendo comprar o dedo-duro para ter em casa e aplicar na prole após a balada.

http://apoenaaugusto.blog.terra.com.br/

A volta por cima de Britney

LINDA, LOIRA, COM SUAS CURVAS REMODELADAS graças a uma dieta que a fez perder aproximadamente seis quilos em um mês. Na quintafeira 6, Britney Spears apareceu à beira da piscina do hotel Ritz Carlton, em Los Angeles, com um insinuante biquíni branco, sapatos de salto vermelhos e um colar de pedras preciosas, para a gravação de um vídeo promocional para a MTV.

Ela sabia que as lentes dos paparazzi apontavam para cada centímetro de seu corpo, mas ainda assim a cantora, de 28 anos, desfilou segura e poderosa. Razões para isso não faltavam: graças a uma dieta rica em proteínas ensinada pela cantora Victoria Beckham, além de cinco horas de malhação por semana (leia na página 48), não havia qualquer ondulação ali. Daquela vez, a "espionagem" seria até muito bem-vinda, afinal, as fotos dos bastidores provariam que não haverá qualquer retoque nas imagens de seu corpo escultural, que deverão ser veiculadas até o final do ano. Nesse episódio, os paparazzi acabaram se tornando seus aliados.

Quem diria, o mesmo grupo de profissionais que entre 2006 e 2007 registraram cada momento de loucura de um dos maiores nomes da música pop: o período em que circulava gorda, careca, quase sempre bêbada. Foram eles que registraram também o choro pela perda da guarda dos filhos, Sean Preston, de 4 anos, e Jayden James, com 3, para o pai deles, o rapper Kevin Federline; as passagens por clínicas psiquiátricas e de desintoxicação. Essas imagens formavam uma fotonovela que rumava para um desfecho trágico

Mas no ano em que completou 10 anos de carreira, Britney quis mudar o rumo da história. Lutou e - belíssima - agarrou de volta o título de Princesinha do Pop. Prova disso, são as mais recentes conquistas profissionais que ressurgiram com toda força desde a última semana de julho.

Na quarta-feira 29, o ranking da Billboard anunciou que seu single "Womanizer" vendeu 2.777.614 cópias no mundo inteiro, com isso, superou seu número de "Baby One More Time", seu recordista e até então primeiro hit, lançado em janeiro de 1999.

Na quartafeira 5, seu nome foi anunciado em sete categorias no Vídeo Music Awards, da MTV americana, uma das premiações mais renomadas no mundo. E Britney está no páreo da estatueta mais cobiçada: o melhor clipe por "Womanizer".

Em cima de um salto Jimmy Choo, a cantora atravessou o tapete vermelho do Anfiteatro gibson, do Universal Studios, em hollywood, para receber no domingo 9 uma homenagem no Teen Choice Awards 2009 pelos seus 10 anos de carreira. Os premiados do evento, promovido pelo canal Fox, são escolhidos pelos adolescentes americanos. "Os últimos anos têm sido uma aventura para mim, a mídia tem criticado cada movimento meu e passado uma impressão distorcida de quem eu realmente sou como ser humano", declarou no evento.

Linda, Loira e Feliz

Além do corpo em cima, Britney tem exibido novamente suas madeixas loiras e bem tratadas. Em junho e julho, ela surgiu com cabelos castanhos. No domingo 2, ela foi ao salão de beleza do hair-stylist Andy LeComptes, em Los Angeles, e saiu de lá totalmente platinada. "As loiras se divertem mais...", escreveu em seu twitter na terça-feira 4. Quem conhece Britney sabe que essa cor de cabelos é sinal de felicidade. Segundo seus amigos, quando morena está triste e com perucas cor-de-rosa aderiu à loucura.

A dieta
"Estou mais saudável do que nunca"

Inspirada por Victoria Beckham, sua amiga que nunca perde a linha, Britney adotou uma dieta saudável à base de peixes cozidos, além de muito feijão verde. "Cortei o frapuccino, mas ainda continuo tomando café. Cortei todo tipo de açúcar, até o natural das frutas. estou mais saudável do que nunca", disse quando adotou a dieta, em 2008.

Mas acrescentou à alimentação suco de Goji Berry, fruta plantada no tibet e restante da China, milk shakes de algas marinhas e um copo de água morna com limão, em jejum todos os dias. Veja o que ela fez para perder aproximadamente 6 quilos entre 4 de julho e 6 de agosto.

CARDÁPIO DE 1.200 A 1.400 CALORIAS

Café da manhã
- Água morna com limão (em jejum)
- Omelete de clara de ovo
- Cereais
- Mingau de aveia
- Café

Almoço
- Frango grelhado, peixe cozido ou salmão ao vapor
- Arroz integral
- Abacate

Jantar
- Frango
- Peixe cozido ou salmão ao vapor
- Arroz integral
- Abacate

Sobremesa
- Nenhum alimento que contenha açúcar, nem mesmo das frutas. Ex.: gelatina diet

SUCOS NUTRITIVOS
- Milk Shake de algas
- Suco de Goji Berry

EXERCÍCIOS FÍSICOS
- Três horas de dança, 6 vezes por semana
- Uma hora de corrida por dia
- 500 abdominais por semana

Fonte: Marie Claire/UK

Ao dirigir rumo ao salão do hair-stylist decidida a demonstrar ao mundo seu estado feliz de espírito, a cantora acabou demonstrando o porquê de sua felicidade. No dedo anelar direito da Princesinha havia um solitário, um anel de compromisso que foi dado por Jason Trawick, seu agente. Os dois estão namorando há aproximadamente dois meses. Até Kevin Federline, o ex-marido, declarou que aprova o novo namorado da ex-mulher.

"Acho isso ótimo, estou feliz por ela", declarou à revista americana OK, em julho. O pai dos filhos da pop star disse ainda que eles têm uma relação cordial, deixando para o passado as brigas escandalosas. Além disso, no início deste ano, a cantora recebeu a autorização para que seus filhos a acompanhem durante sua turnê mundial, Circus. Aliás, a dica de carregar as crianças pelas cidades onde se apresenta foi dada por Madonna, uma de suas amigas, conselheiras e incentivadoras, desde 2003.

Outro ponto de apoio nessa retomada foi o pai da cantora, Jamie Spears. Foi ele que, no segundo semestre de 2008, quando a filha decidiu dar a volta por cima, proporcionou todo o apoio emocional. Atualmente, é Jamie quem administra judicialmente a fortuna da Princesa do pop. Mas pela força de vontade de Britney, isso deverá mudar. A princesinha quer ficar novamente bem de corpo e alma: em paz com os filhos, com a carreira e, por que não, com a balança e o espelho. Neste mês, ela anunciou: "Quero que meus fãs saibam que eu estou saudável, feliz e animada com o meu futuro."