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terça-feira, 11 de agosto de 2009

O Google é inútil

SÃO PAULO - E o Bing, idem. Nenhum buscador acha o que não é popular.

Uma das grandes notícias do mês passado foi a nova ferramenta de buscas da Microsoft, o Bing. Ninguém sabe por que ela recebeu esse nome, já que o termo não é muito interessante e não significa nada. O serviço se parece muito com o antecessor, mas agora tem uma imagem de fundo mais bonita e vários algoritmos de compras, que ajudam as pessoas a achar bons preços para produtos que pretendem adquirir online.

O problema desse e de outros buscadores, inclusive o Google, é que eles não conseguem encontrar nada que já não seja muito popular. Eu gosto de desafiar as pessoas a usá-los para achar o melhor celular. Se você digitar "reviews de celulares" ou "melhor celular" em um desses serviços, por exemplo, não encontrará análises relevantes: será inundado com sites que vendem aparelhos e apenas fingem avaliá-los.

Encontrar testes honestos e confiáveis é muito difícil. Os buscadores não vão ajudar. Para achar boas análises, você precisa descobrir um site que não faça nada além de avaliar produtos. É bom anotar o endereço, porque existe o perigo de não encontrá-lo mais depois de alguns anos.

Nos Estados Unidos, o melhor lugar para se ler reviews de câmeras é o dpreview.com. Mas se você digitar no Google "melhor câmera Nikon", em inglês, o site não vai aparecer por páginas e mais páginas. Um link para a Amazon.com surgirá bem antes. O Bing não se sai melhor.

Esse tipo de problema é comum em todas as áreas. Quando você reclama, as pessoas tendem a culpar o site por não usar técnicas de otimização para aparecer melhor nos buscadores, o SEO. É uma lista de truques que devem ser usados para enganar serviços como o Google, com o objetivo de conseguir uma posição melhor no ranking. Então é preciso ficar brincando com a ferramenta para ela agir certo? Ela não deveria ser imune a isso e dar resultados honestos sozinha?

No fim das contas, o SEO funciona, mas tende a ser adotado por aqueles sites de reviews fajutos que querem vender coisas. O resultado disso, no longo prazo, é óbvio: só prova que todos os buscadores são falhos. Algo deveria substituí-los. Mas o quê? Ainda não ouvi falar de nada que pudesse escapar das trapaças de SEO.

Tenho muita esperança em sites especializados com conteúdo gerado pelo usuário. Isso inclui a Wikipedia, apesar de suas informações quase sempre parciais e sem exatidão. Há também um site interessante de reviews, o Yelp!, que consegue mostrar avaliações confiáveis e aprofundadas. Usuários podem vetar análises se acharem que foram escritas por um lunático.

Hoje, com a internet, ficou mais fácil de encontrar informações do que antigamente, quando você tinha que ir a uma biblioteca e pedir livros para consultar. Mas o método não é mais tão eficiente quanto o do passado, e não há evidências de que isso vá melhorar. Na verdade, pode ocorrer o contrário. À medida que o número de páginas continua a crescer rumo ao infinito, mais e mais informações perdem-se para sempre. Estamos criando uma Torre de Babel, uma bagunça sem fim que não vamos conseguir arrumar a não ser que mudanças fundamentais na estrutura da web sejam feitas logo. Enquanto isso, jamais vamos descobrir quem fabrica os melhores celulares. Ai, ai...

10 maneiras de esclarecer por que você está pelado

Vai dizer que você nunca foi pego pelado e ficou completamente sem saber o que falar?! E vai dizer que você nunca leu um monte de texto sobre esse assunto? Você já sabe o que dizer quando for encontrado pelado, não precisa ler isso aqui.

Bom, chega de enrolação. A saída é logo ali, ó.

10 – Sua outra personalidade te molestou

Básico. Você tem dupla personalidade, mas ninguém sabe disso. Lembre a pessoa que o encontrou nu sobre fatos estranhos que já aconteceram entre vocês dois e culpe a má personalidade. Essa desculpa só funciona se você estiver machucado, suando, sentado no canto do quarto, chorando e pensando em montar uma banda de Glam Rock. Caso contrário, solte a franga e diga estar apaixonado pela sua outra personalidade.

9 – Você foi abduzido

Essa desculpa só funciona se você teve sua irmã raptada por aliens quando você era criança, quando adulto trabalhou no FBI e agora, aposentado, é escritor e teve uma de suas melhores obras roubadas por uma adolescente. Caso contrário, fale que você é um ET e estava abduzindo alguém. “Não faça mais perguntas, meu povo não pode saber que eu contei pra você.”

8 – Faz parte da sua religião

Só não é a mais eficaz porque você não pode mandar o cara PRA CADEIA se ele desrespeitar a sua religião. Enfim, fale que você é de uma religião rara, surgida nos tempos da pré-história. Vegetarianismo fazia parte dessa religião e, como naquela época todo mundo usava roupa de pele, as pessoas da sua religião andavam nuas. Se isso não for o bastante, finja ser um zumbi e coma a pessoa viva.

7 – Nem você sabe

A melhor de todas as desculpas pra qualquer situação. “Por que você está pelado?” – “OLOLCO, nem eu sei. Bom, melhor eu vestir algo. VLW”

6 – Você estava indo fritar bacon

A casa inteira fica com cheiro de gordura, principalmente a roupa de quem frita o bacon. E outra, é bacon, é quase – veja bem, QUASE – equivalente a sexo. Se a pessoa não entender, comece a rir da cara dela com uma expressão “Ah, esquece!” e continue andando. Não é pra fazer sentido mesmo.

5 – Chore

Chore bastante. Agaixe-se no chão e chore MUITO. Não diga nada, apenas chore. Se insistirem pra você falar, fale chorando, não vai dar pra entender nada. Depois de um tempo, tranque-se no banheiro e tome um banho. Ao sair, finja que nada aconteceu. Se perguntarem, faça cara de choro. Ninguém aguenta isso.

4 – Discuta

Se preciso, caia pra cima. Mostre quem manda ali. Mas lembre-se de que você está pelado, redobre a atenção ao se defender.

3 – Culpe o benflogin

“Remédio maldito, parece até LSD. Quem é você mesmo? WOW, cadê minha roupa?”

2 – Comece a dançar

Não dançar “dançar”. Dançar DANÇAR:
http://www.youtube.com/watch?v=s8MDNFaGfT4&eurl=http%3A%2F%2Fatoouefeito.com.br%2F10-maneiras-de-esclarecer-por-que-voce-esta-pelado.html&feature=player_embedded

1 – Peça-o(a) em casamento

Infalível. Ajoelhe-se, segure a mão de quem te pegou peladão e pergunte se ele/ela deseja casar-se com você. Dependendo de quanta banha você conseguir esconder mesmo estando pelado, você fica noivo ali. Aí, meu amigo, o jeito é esperar o “10 maneiras de se cancelar o casamento que você propôs quando estava pelado“.

http://atoouefeito.com.br/

15 necessidades do homem, Mas tudo isso?

Dia 8, já sabe: Dia de nTop! Após um mês didático no AOE, o jeito foi chutar o balde e a Bel para trazermos de volta os ensinamentos do Manual do Pirata Contemporâneo. Já era hora do site mais quente da galáxia voltar a bater o pau na mesa e dar uma voadora no peito desses TANGA INÚTEIS que andam escrevendo por aqui.

Então vamos falar do que realmente importa.

Vocês devem estar se perguntando: E desde quando um homem precisa de tudo isso? Não, nós não precisamos de tudo isso. O intuito deste nTop é fazer piada, é entreter. E ver quanto chorão vai aparecer pra dizer “mimimi a gente não precisa disso” ou “mimimi eu não como carne”. Eu me divirto com essas coisas.

Como o lance é universal, contei com a ajuda de algumas figuras: Juno, Nhock, Raphael Mendes, Melo e Jaime. Senão seria um top 15 de MINHAS necessidades.

Mas vamos deixar o papo prosseguir no decorrer do top 15. Sim, top 15. Isso não é um top 10.

15. Homem não precisa nem de 15 coisas pra ser feliz
14. Dormir a hora que quiser
13. Ganhar/Ter muito dinheiro
12. Punheta antes/depois de dormir
11. Coçar o saco
10. Futebol
9. Peidar/Arrotar alto
8. Falar merda
7. Brigas
6. Passar a tarde no bar
5. Beber cerveja em qualquer lugar, hora ou dia
4. Ver mulher pelada, quase pelada, com roupa…
3. Churrasco
2. Dar um “gão”
1. Sexo

http://atoouefeito.com.br

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

testes de personalidade

http://www.comosou.com/

Harry Potter pode levar ao gosto por livros consistentes?

Em 2008, Harry Pottter e Bela, a protagonista da série Crepúsculo, passaram a acompanhar cerca de 3,3 milhões de estudantes da rede estadual paulista. Os livros das duas séries passaram a fazer parte das salas de leitura de 4.200 escolas de 5ª a 8ª do Ensino Fundamental e de Ensino Médio do estado de São Paulo. O objetivo é despertar o interesse pela leitura por meio dos maiores sucessos para adolescentes. Outra experiência com Harry Potter aconteceu nas bibliotecas públicas de Maringá (PR), também no ano passado.

Crianças e adolescentes adoram livros comerciais, mas torcem o nariz para os livros indicados pela escola. A obsessão pelos best-sellers, porém, não é motivo para preocupação, como mostra a repórter Cynthia Costa em uma série de reportagens publicadas pelo Educar para Crescer. Elas também dão dicas de como usar livros mais populares como chamariz para atrair os jovens para a leitura de obras mais elaboradas.

E você, acredita que Harry Potter pode estimular os jovens a se interessar por leituras mais consistentes? Deixe sua opinião na caixa de comentários.

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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

“Um homem pode fracassar várias vezes, mas só é um fracassado quando começa a culpar outra pessoa.” John Burroughs

Sindicatos alugam manifestantes a R$ 40 em Brasília

NCST (Nova Central Sindical), que diz representar 12 milhões de trabalhadores, desenvolveu um inusitado método de organização de manifestações.

Para encher a Esplanada dos Ministérios, recorre a “manifestantes” de aluguel. Recruta-os na periferia de Brasília. Remunera-os a R$ 40 por cabeça.

Deve-se a revelação aos repórteres Rodrigo Haidar e Filipe Coutinho.

Descobriram que, por R$ 80 mil, pode-se arrastar 2 mil pessoas até a porta do Congresso (leia).

Os protestos remunerados da Nova Central Sindical são organizados em parceria com uma de suas filiadas, a Contratuh (Confederação Nacional dos Trabalhadores).

Em contatos com a Contratuh, Haidar e Coutinho expressaram o desejo de organizar uma manifestação sob o lema “Fora Sarney”.

Ocultando dos interlocutores a condição de jornalista, a dupla logrou desvendar os segredos da indústria de agenciamento de protestos.

Desembolsando-se a quantia exigida, consegue-se alugar em Brasília pessoas dispostas a defender ou atacar a tudo e a qualquer um.

Josias de Souza

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Facebook é melhor para saber da vida de amigos do que o Orkut, diz Mark Zuckerberg

Com 25 anos e dono de uma fortuna estimada em US$ 1,5 bilhão, Mark Zuckerberg, criador da rede social Facebook, não deixa esconder —continua o mesmo nerd de sempre, do tipo que deixa de dormir e comer para programar.

Zuckerberg desembarcou no Brasil esta semana para divulgar sua rede social e, claro, teve de responder inúmeras perguntas sobre o Orkut, maior site de relacionamentos do país com 35 milhões de usuários —o Facebook tem 1,3 milhão de usuários brasileiros, o dobro do registrado há três meses.

Para ele, a grande vantagem do Facebook é a facilidade de saber da vida dos amigos, por meio de suas atualizações. "Aqui, na página principal, você já vê toda a movimentação de seus amigos: as opiniões, mensagens, fotos, vídeos e etc."

Por isso, Zuckerberg destaca que o compartilhamento de informações é o principal trunfo do Facebook. "As pessoas podem ficar em contato com amigos e compartilhar tudo o que quiserem de maneira muito simples".

Ele está no país para promover um encontro de desenvolvedores de aplicativos para a sua rede. "Espero que o número de pessoas interessadas em programar para o Facebook continue crescendo no país", diz o criador.

Uma das explicações para tal crescimento no Brasil é que muitas pessoas que viajam para fora do país usam a rede social para se comunicar com estrangeiros que conheceram durante a viagem. Aí mais pessoas se interessam, novos aplicativos são desenvolvidos, focando nas necessidades e gostos locais.

O site é o quarto mais acessado do mundo, com 340 milhões de usuários, atrás apenas do Google, Microsoft e Yahoo!.

domingo, 26 de julho de 2009

O passatempo mais velho da humanidade é a prostituição, seguida do adultério. Não que seja feito apenas por homens, ao contrário, as mulheres estão se tornando cada vez mais adúlteras.

Mas não tem jeito: o adultério é algo tipicamente masculino. A palavra adultério vem do latim adulterare (ad “para” e alter “outro”) e implica em um relacionamento entre pessoas casadas ou não casadas. Ou seja, é a infidelidade que acontece em um relacionamento monogâmico.

Os homens não vêem o sexo como um aspecto de amor e intimidade emocional como as mulheres. Para eles, o ato sexual não passa de uma diversão.

Jung explicou que a psique masculina é diferente da psique feminina. Os homens são preparados para serem agressivos, firmes, dominadores, competitivos e orientados para o prazer. Já as mulheres tendem a serem mais afetuosas, compreensivas, intuitivas, pacientes e orientadas para a resolução.

Analisando sob esta ótica, a infidelidade está mais próxima da psique masculina, ou seja, alguém dominador e orientado para ter prazer têm mais chances de ser infiel do que uma pessoa afetuosa e dedicada.

Os fatores que levam ao adultério são: o tédio, o desejo da eterna juventude, a hostilidade contra a mulher (ou namorada), a fuga de um tormento psicológico ou a paixão por outra mulher.

Alguns homens traem com medo de perder sua masculinidade. Neste caso, surge uma questão interessante: a masculinidade tem seu foco na feminilidade. Ao relacionar-se com uma mulher, o adúltero tem certeza que sua masculinidade não foi atingida. Quanto mais bonita ela for, maior será o seu desafio. Por isso, eles dão tanta importância para a beleza da mulher. Quanto mais bonita, mais se aproxima da idéia de perfeição que inconscientemente procuram.

Assim, o sexo feminino acaba sendo uma projeção masculina. Os homens são educados para ver a mulher como um potencial da perfeição na vida. Como a mulher está associada (segundo Jung) para a resolução (note que em uma separação, quem toma a iniciativa é a mulher), ela entende o adultério de duas maneiras: ou o perdoa ou pede a separação, pois a traição simboliza a morte do seu relacionamento, já que este era baseado na confiança e no amor.

O problema é que, enquanto o homem se diverte, deixa literalmente a cônjuge de lado. Não se pode negar o direito de ele se divertir, desde que não seja à custa da dignidade da sua parceira. O adultério é algo grave e tem um efeito devastador.

A esposa sofre (em muitos casos ele diz que a culpa é dela), desestrutura a família, além da dor emocional intensa. Só é possível acabar com o adultério quando um dia, o marido (ou namorado) entender que está em busca de uma ilusão e que este comportamento terá influência no seu futuro.

Monica Buonfiglio/Especial para o Terra

Ainda sobre grandes finais

James Stewart em "Janela indiscreta", de Alfred Hitchcock: final tecnicamente primoroso
André Setaro


Os grandes finais, que desapareceram do cinema contemporâneo, são essenciais para a emoção do desfecho do filme, porque proporcionam uma certa estesia quando o filme termina. Para se sair um pouco de Billy Wilder e Alfred Hitchcock, embora ainda se volte a eles, Glauber Rocha, este que é o maior realizador cinematográfico brasileiro de todos os tempos, possui um fecho admirável em "Deus e o diabo na terra do sol". Mortos Corisco e seu bando por Antonio das Mortes, a partitura intensa de Villa-Lobos, mostra Manoel, o vaqueiro (Geraldo D'El Rey) a correr, desesperado, ao lado de sua mulher Rosa (Yoná Magalhães) pela aridez do sertão nordestino. De repente, esta, a não agüentar mais a corrida, tropeça e cai (a lenda conta que Yoná caiu mesmo de exaustão e Glauber continuou a filmar), mas Manoel continua o seu percurso de desespero para encontrar o mar, simbólico ("O sertão vai virar mar", diz a letra de Sérgio Ricardo). E, corte, o mar aparece, na sua imensa grandiosidade.

Mas os realizadores brasileiros pouco ligam para dar ao final de seus filmes esta espécie de estesia que Glauber propiciou em "Deus e o diabo na terra do sol". Há um certo descaso para a emergência da emoção como se esta fosse um lugar-comum, um clichê, o que se constitui em ignorância "in extremis". Gosta-se, aqui, de filmes que emocionam e, se não fosse por ela este comentarista, cinéfilo há meio século, talvez não tivesse prosseguido em seu itinerário de ver filmes e filmes e sempre à cata da emoção, da estesia, do assombro.

Em "Janela indiscreta" ("Rear window"), de Alfred Hitchcock, um dos maiores inventores de fórmulas da história do cinema, James Stewart, preso numa cadeira por causa de sua perna engessada, não liga muito para os encantos de Grace Kelly até que esta decide enfrentar o perigo e ir ver o que está a acontecer nos apartamentos vizinhos. Stewart sempre a incentiva a ler outras coisas que não as revistas de moda. No final, dada a resolução, a câmera "passeia" pelos apartamentos vizinhos e vem dar nas pernas engessadas de Stewart (que, na confusão resolutória, quebrou a outra). Num mesmo movimento, descortinada estas, vê-se a bela Grace Kelly a ler um livro sobre o Egito enquanto Stewart dorme, e, constatado por ela que ele realmente está em sono profundo, troca o livro pela revista "Bazaar" (uma revista muito famosa de moda americana). A beleza do final se faz pelo movimento de câmera pontuado pela partitura de Franz Waxman.

Em "Pacto sinistro" ("Strangers on a train"), tudo começa com um encontro casual, num trem, entre o tenista e aquele que lhe propõe celebrar uma troca de assassinatos. No final, com a resolução, volta-se ao trem onde o tenista, livre dos problemas, está com sua mulher e, de repente, um desconhecido vem a lhe perguntar se é ele o famoso Guy. Imediatamente se levanta o casal sem responder. Mas em "Os pássaros" ("The birds") não há o "the end". O filme não tem fim. Obra apocalíptica, não existe um fecho resolutório. O que acontecerá aos personagens que, apesar de terem conseguido sair da casa onde estavam aprisionados pelo ataque dos pássaros, rumam sem destino ao desconhecido?

Em "O professor aloprado" ("The nutty professor", 1963), de Jerry Lewis, assim como em seu filme seguinte, "O Otário" ("The Patsy, 1964), o realizador faz com que, no final, e sem" "the end", os atores, um por um, agradeçam a uma imaginária platéia - que, na verdade, é o público das salas - como é comum no proscênio. Em "The nutty professor", Lewis tropeça e parte, literalmente, a lente da câmera.

Se, atualmente, é praxe a desmistificação do espetáculo cinematográfico, isso não ocorria nos tempos áureos de Hollywood. Os filmes procuravam oferecer uma impressão de absoluta realidade e a montagem era feita de tal modo que a impressão que se tinha era a de uma continuidade total, quando, na verdade, um filme é construído através de tomadas, de fragmentos, que são depois montados. Isto quer dizer: o cinema americano procurava "passar" a idéia de uma continuidade, como se o filme fosse feito de "uma vez só" e a descontinuidade era disfarçada pela continuidade bem feita, pela edição cuidadosa para evitar choque de proporções. Procurava-se mostrar tudo como se não existisse um narrador, um cérebro a movimentar a "mise-en-scène".

A partir dos anos 60, no entanto, se dá início a um processo desmistificador levado a cabo com grande maestria por cineastas como Jean-Luc Godard e Jerry Lewis, entre outros (é verdade que houve alguns casos esporádicos desmistificadores, como em alguns filmes do genial Buster Keaton).

Conta Máximo Gorki que a primeira vez que viu um filme em sua vida a impressão que teve foi a de corpos dilacerados por causa dos fragmentos, dessa descontinuidade referida que o espectador habituado a ver filmes já incorpora como normal. Hollywood, cuja sustentação estava no "studio system", no "star system", e, ainda, na divisão do filme em gêneros, padronizou a linguagem cinematográfica com o propósito da opacidade, a fim de que o público não viesse a perceber a linguagem do cinema, a ter sempre a impressão de que a narrativa se desenvolve dentro de um fluxo contínuo. A montagem narrativa, que se sistematizou em "O nascimento de uma nação" ("The birth of a nation", 1915), de David Wark Griffith, é a utilizada até hoje pela indústria de entretenimento.

As experiências de Eisenstein não foram incorporadas pela maioria dos realizadores de Hollywood, ainda que sua influência em determinados cineastas. O final de "Intriga internacional" ("North by northwest", 1959), de Hitchcock, tem muita influência da estética do autor de "O encouraçado Potemkin", quando Cary Grant e Eve-Maria Saint estão a ser perseguidos no Monte Rushmore, principalmente no que diz respeito à montagem "dentro do plano" (as diferenças de proporções, a escala, os personagens diminutos diante das esculturas imensas dos presidentes americanos).

Jean-Luc Godard traumatizou toda uma geração com "Acossado" ("A bout de souffle", 1959), e o "grande finale" deste filme é apoteótico para o surgimento de uma nova era: em "travelling" (um movimento de câmera), a câmera acompanha, por uma rua de Paris, o personagem de Belmondo, Michel Poiccard, que já a morrer por causa de um tiro desfechado pela polícia, deambula até cair. Um "close up" dele, sob o olhar atônito de Jean Seberg, mostra-o a fazer seus três tiques costumeiros a estabelecer, com isso, uma atonia também no espectador.




André Setaro é crítico de cinema e professor de comunicação da Universidade Federal da Bahia (Ufba).

10 dicas para seduzir com a roupa

Sair com roupas justas e sensuais é uma boa dica de sedução

O sexo usando roupas sensuais pode ser muito mais interessante do que parece. Transparências, fendas, peças justas, camisas e jeans apertadíssimos... qualquer peça pode ser um elemento de sedução. O modo como você se veste - e também como se despe - diz muito a respeito de como você é e o que procura. Então, explore sua sensualidade e deixe seu parceiro enlouquecido. Experimente seguir as dicas abaixo para acender ao máximo a paixão!
1. Espere-o supersexy
É um conselho clássico, mas sempre funciona. Junte uma calcinha daquelas bem cavadas, em tom escuro e misterioso (negro, vinho, bordô, café) a um sutiã meia-taça (no mesmo tom, claro). Se quiser, acrescente meias finas que vão até a coxa, com ou sem cinta-liga. Espere-o vestida assim, com iluminação tênue e música sensual, e veja o impacto que vai causar.
2. Use apenas a camisa - dele
Como em Nove semanas e meia de amor, tire toda sua roupa e cubra-se apenas com uma camisa - dele. De preferência branca, para que seu corpo apareça, ou melhor, seja insinuado, translúcido pelo efeito de alguma luz. Pode não parecer nada sexy para você, mas ele mal poderá esperar por mais uma rodada de sexo desenfreado.
3- Saia com uma roupa provocante
Diga a ele que vocês vão jantar fora. Ponha uma saia com fenda, ou curta e justa, ou calças bem agarradinhas ao corpo - a intenção é deixá-la atraente e, mais do que isso, sugestiva. No restaurante, toque-o por baixo da mesa enquanto tomam um aperitivo e mantenha-o em alerta durante todo o jantar. Ao sair, no carro, beije-o como se fosse a primeira vez.
4- Aprenda a arte de se despir
Seduza-o tirando a roupa (a sua, não a dele). Faça o striptease bem devagar, já que cada movimento pode provocar a alta ou a baixa no entusiasmo dele. Primeiro tire a parte de baixo (saia ou calça) ficando apenas com a roupa íntima. Abra a blusa sem tirá-la completamente, e tire as meias, botas e tudo o mais que seja acessório. Assim, apenas com a blusa entreaberta, chegue perto dele, buscando a aprovação. Quando ele estiver em ponto de bala e louco para abraçar você, tire o que sobrou da roupa - ou deixe que ele tire...
5. Use a roupa dele para seduzí-lo
Nada melhor do que vendar os olhos dele ou amarrá-lo para deixá-lo louco por você. Não saber qual será o próximo passo vai intensificar ao máximo os sentidos do seu amado. Para vendá-lo, use a gravata dele. E a camisa dele pode ser usada para amarrar as mãos do sortudo. Não ter o controle da situação é uma fantasia que agrada aos homens e eles a desejam de vez em quando.
6. Fique vestida até o último minuto
A roupa íntima pode ser muito erótica se você a mantiver em seu corpo o máximo de tempo possível. As preliminares podem ser ainda mais ardentes se você tirar apenas algumas peças de roupa e deixar que seu amado a acaricie e toque ainda "semivestida".
7- Não deixe que ele tire as próprias roupas
Não permita que seu homem tire a camisa durante o sexo. Quando estiverem próximos de chegar ao clímax, pegue-o pela camisa e puxe-o sobre você. Essa mistura de selvageria e fúria o levará ao máximo do prazer. Se você quiser dar prazer a ele, abra a braguilha da calça e faça sexo oral nele. Manter apenas aquela parte do corpo exposta vai acender seu parceiro ainda mais do que você imagina.
8- Não vista roupas íntimas
Convide-o para jantar em sua casa e vista apenas a roupa mais exterior - apenas um vestido sobre a pele, por exemplo. Estar sem roupas íntimas vai fazer com que você se sinta erótica e poderosa. E ele, quando souber... ficará enlouquecido.
9. Passeie sensualmente - e sozinha
Isso vai ajudá-la a melhorar seu próprio nível de sedução. Pode ser uma camisola sexy, um conjunto de sutiã e calcinha que você gosta ou como desejar. A idéia é que você passeie - em sua casa - assim, sexy, atraente e com pouca roupa. Finja que seu homem está em casa e como você enfrentaria a situação neste contexto - você sensual, com poucas roupas... Sua auto-estima vai melhorar muito.
10. Espere-o apenas de gravata
Um jantar elegante, uma bebidinha, velas e música romântica (sim o ambiente sempre é importante). Ao lado da mesa, você, deslumbrante, vestindo apenas uma gravata. Lembrou da personagem de Julia Roberts no filme Pretty Woman? Essa é a idéia: se ela pode, porque não você?

Qual é a hora certa de dizer "eu te amo"?

Você já sentiu aquela vontade de dizer "eu te amo", mas no momento deu um frio na barriga que a deixou paralisada? Crie coragem e abra o seu coração, pois você não se arrependerá.

» Gestos masculinos revelam se ele está caidinho por você****
» Chat: tecle sobre o assunto

A psicóloga Sueli Castillo afirma que expor os sentimentos traz apenas ganhos à mulher. "Caso seja dito 'eu te amo' e esse sentimento for correspondido só vem a acrescentar. Mas se isso não ocorrer, a situação também contribui, pois quem ama revê a relação e nota que não vale a pena investir no relacionamento", diz.

Não é à toa que muitas mulheres emudecem na hora de dizer a "frase mágica". Segundo a psicóloga e terapeuta de casais Cláudya Toledo, os relacionamentos se tornaram mais complexos atualmente. "As mulheres ficam perdidas, porque agora existem fases em uma relação. Primeiro é peguete, depois ficante, vira namorado, namorido e só depois marido", comenta.

Por esta razão, muitas evitam verbalizar os sentimentos por terem medo da maneira que possam ser interpretadas pelo outro. "Algumas vezes o 'eu te amo' pode provocar um afastamento pelo medo de ter que assumir um compromisso por parte de alguns homens", afirma Sueli.

Contudo, se você já deixou de ser uma simples "ficante" e conquistou o posto de namorada, pode começar a analisar a melhor hora para se declarar. Cláudya Toledo aconselha que você escolha um momento para que seja marcante. "A declaração tem de acontecer quando os dois estiverem completamente harmonizados. Pode ser após uma transa ou em uma comemoração do casal, por exemplo."

Apesar de parecer frustrante não ouvir um 'eu também te amo' como resposta, ter se aberto por inteira é muito positivo para o relacionamento. "Abrir as emoções é o começo de uma relação amorosa aberta e livre de bloqueios", explica Cláudya Toledo.

Além disso, ele pode escolher outra situação para demonstrar todo o amor e carinho que sente por você. "Amor acontece naturalmente, não se pode cobrar e exigir. Caso ele diga que não sente o mesmo no momento, a mulher pode esperar e após um período avaliar se a relação vale a pena para ela. Não existe uma relação quando só um ama", afirma Sueli.

Mas, não é preciso se desesperar se ele demorar para dizer com todas as palavras o quanto a ama. Gestos masculinos são indícios de que ele está caído por você. Portanto, se o seu amor sempre liga para você, demonstra preocupação e quer sua companhia constantemente, certamente os sentimentos dele são compatíveis aos seus.

Serviço:
Cláudya Toledo - psicóloga e terapeuta de casais
www.a2encontros.com.br

Sueli Castillo - psicóloga
Email: suelicastillo@terra.com.br

Na hora de dizer "eu te amo":

Você toma a iniciativa
47.76 % - 10742 votos
Espera ele se declarar primeiro
52.24 % - 11749 votos

Consórcio - Nas entrelinhas, um mau negócio

Giba comenta: “Navarro, gostaria de ler um artigo ou mesmo uma breve resposta sua sobre a compra da casa própria através do consórcio. As prestações sempre são mais baixas que a dos financiamentos, o total pago ao final também, mas acho que tanto o lance quanto o sorteio são questões que parecem inviabilizar sua matemática para a maioria dos brasileiros. Estou certo? Obrigado.”

Contrariando a forma mais elegante com que escrevo o início de meus artigos, deixo claro que não sou fã dos consórcios, especialmente os imobiliários. Ah, sim, estou pronto para as pedradas! Matematicamente atraente, o consórcio esconde algumas armadilhas capazes de inviabilizar o negócio e transformá-lo em uma alternativa de compra mais cara que os usuais financiamentos via SAC e(ou) Tabela Price:

Armadilha 1: Sustentar a ilusão de que será sorteado rapidamente
O otimismo característico do brasileiro e sua fé inabalável são fatores emocionais perigosos quando o assunto é negociar um bem caro ou investir na casa própria[bb]. O brasileiro típico, que mora de aluguel, acaba entrando em um consórcio esperando ser sorteado ainda no primeiro ou segundo ano. Imagine que o prazo total do consórcio seja de 15 anos (comum) e as chaves saiam apenas no décimo ano. Vale a pena pagar o aluguel e a prestação até lá?

Armadilha 2: Encarar os valores das parcelas sem pensar no longo prazo
Um pouco de matemática* nos ajuda a ilustrar a questão. Suponha que o brasileiro do exemplo anterior paga R$ 500,00 de aluguel (reajustados anualmente) e que as prestações pagas no consórcio contratado são de R$ 1500,00 (também reajustadas). Caso ele seja contemplado somente no décimo ano, os números ficam assim:

* Ele terá pago aproximadamente R$ 70 mil de aluguel;
* Ele terá pago aproximadamente R$ 183 mil no consórcio.

Você deve estar se questionando sobre o uso de um montante como lance. Calma, falaremos disso na seguinte armadilha. Por enquanto, imagine que este cidadão decida aplicar, ainda que na poupança, os R$ 1500,00 do valor mensal das prestações. Ele teria, nos mesmos dez anos, aproximadamente R$ 260 mil (equivalentes a R$ 180 mil se corrigidos pela inflação). Usando alternativas mais interessantes (fundos mistos, ações[bb] etc), o valor passaria dos R$ 500 mil.

A realidade aqui nos brinda com duas conclusões óbvias(?):

1. Poupando e usando os juros compostos a família pode comprar o imóvel antes do tempo total previsto pelo consórcio;
2. O brasileiro em questão pode, dada sua capacidade poupança, deixar de pagar aluguel mais cedo se optar pela paciência e disciplina nos investimentos.

Armadilha 3: O lance
A verdade neste caso é simples: quem não tem dinheiro para dar um bom lance paga para poupar. Basta lembrar-se do exemplo dado no início do texto. Aquele parente que diz que “o consórcio é legal porque ficamos comprometidos com o pagamento e isso serve como poupança” está simplesmente assumindo sua incapacidade (ou preguiça) de gerir seu próprio dinheiro[bb].

Ele prefere entrar numa “poupança forçada” que custa caro - volte ao exemplo da segunda armadilha se achar que estou exagerando. E quem tem muito dinheiro para o lance? Respondo com uma pergunta. Você sabia que, em média, o valor do lance contemplado no primeiro mês vale 50% do crédito? Pois é, não sabia!

Quem faz isso entra em um péssimo negócio, já que nessas condições o financiamento com as taxas de juros atuais garante pagamento final menor (mesmo que as parcelas sejam mais altas). Pagar metade do valor do crédito (lance) e ainda permanecer com as parcelas custa mais caro que um financiamento simples. E custa muito mais caro que economizar, poupar, investir e deixar para comprar o bem à vista dentro de alguns anos.

Pode fazer as contas, o lance dado até os cinco primeiros anos do contrato somado às prestações pagas ao longo do tempo caracterizam um mau negócio. Quando o assunto é a primeira casa própria, especialmente se o objetivo é fugir do aluguel, a situação se agrava: durante este período estão correndo despesas como aluguel, água, condomínio etc.

Sabe aquele primo “chato” que casou-se recentemente e que vive lhe dizendo que eles ainda pagam aluguel e poupam parte da renda para comprar a casa só daqui cinco, seis, sete anos? Aquele, que considera consórcio, financiamento e endividamento algo ruim e que defende que pagar aluguel pode ser uma atitude inteligente, lembra? Pois é, não se espante se ele se mudar antes de você e ainda sustentar um fluxo de caixa mais livre.

Eu sou um primo bem “chato”, acredite! No fundo, toda a implicância tem apenas um objetivo: alertá-lo de que seu dinheiro é sua responsabilidade direta e que, tirando aqueles que realmente sabem o que a alavancagem significa, entrar em consórcio, financiar e se endividar são péssimas atitudes. Mas chega de chatice, não é?

* Não vou entrar nos detalhes de cálculos de matemática financeira, apesar dos valores já contarem com os reajustes e uso das funções financeiras correspondentes. Acredite, poupar e usar o tempo como aliado nos investimentos ainda é o melhor caminho para a independência financeira.

sábado, 25 de julho de 2009

Homens mais ricos dão mais prazer às mulheres, sugere estudo

Homens considerados ricos por suas parceiras proporcionam mais prazer às mulheres durante relações sexuais, sugere uma pesquisa recém-publicada de dois cientistas da Universidade de Newcastle, na Grã-Bretanha.

Segundo o estudo, a percepção da mulher do nível de riqueza do parceiro influencia sua capacidade de chegar ao orgasmo, e o prazer seria maior em relações mantidas com homens de maior renda.

Os autores da pesquisa acreditam que esse resultado seja condicionado por uma “adaptação evolucionária” que faria com que as mulheres instintivamente selecionassem seus parceiros de acordo com a sua percepção de qualidade

Para chegar a tal conclusão, os evolucionistas Thomas Pollet e Daniel Nettles usaram informações de uma pesquisa chinesa que contém a maior base de dados já coletada sobre estilo de vida, saúde e família.

Ela inclui informações pessoais e detalhes sobre a vida sexual de mais de 5 mil pessoas em várias partes da China, baseadas em entrevistas e questionários.

Dentre as 1.534 mulheres com maridos ou namorados que responderam à pesquisa, 121 delas disseram sempre ter orgasmos durante suas relações sexuais, 408 disseram ter orgasmos com freqüência, 762 tinham orgasmos “às vezes” e 243 raramente tinham orgasmos.

Esses resultados seguiriam um padrão semelhante ao verificado em países ocidentais, segundo os autores do estudo.

Entre os fatores identificados como influências na freqüência dos orgasmos relatada pelas mulheres, a riqueza do parceiro foi o mais determinante, segundo os pesquisadores.

"Função evolutiva"

“O resultado da pesquisa parece consistente com a idéia de que o orgasmo feminino evoluiu a partir de uma função evolutiva”, afirma o psicólogo Thomas Pollet, um dos autores do estudo, publicado na revista especializada Evolution and Human Behaviour.

“O orgasmo serve para selecionar entre os machos com base em sua qualidade. Assim, deve ser mais freqüente nas fêmeas unidas a machos de alta qualidade. Parceiros mais desejáveis levam as mulheres a ter mais orgasmos”, afirma Pollet.

Segundo Pollet, a influência do nível de renda sobre a freqüência de orgasmos parece ser ainda maior que outros fatores, como simetria corporal ou atratividade, apontados em estudos anteriores.

Descubra por que as mulheres amam homens mais rústicos



Pamela Anderson deixou os 'ex' milionários para trás para namorar um eletricista

"Tu as le parfum de la (você tem o aroma da) cachaça e de suor...". Os versos do compositor Chico Buarque para a personagem principal do longa-metragem Joana Francesa, filmado em 1973 por Cacá Diegues, retratam o desejo de mulheres que vivem em um nível social privilegiado por homens simples, que fazem de seu corpo instrumento de trabalho e também prazer. No filme, passado nos anos 30, a atriz francesa Jeanne Moreau interpreta o papel de uma dona de bordel em São Paulo que vai morar com um rico fazendeiro, dono de um engenho de açúcar, em Alagoas. Lá, a personagem se rende aos encantos de um dos funcionários da fazenda, recém- libertado da escravidão e que, literalmente, leva com ele o perfume da cachaça e do suor.

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Longe das telas do cinema, a atração de mulheres pela rusticidade masculina persiste, e bem distante da antiga relação entre Casa Grande e Senzala no Nordeste brasileiro. Após três casamentos frustrados - dois deles com os milionários roqueiros Kid Rock e Tommy Lee, a atriz canadense Pamela Anderson surgiu nessa semana linda, loura e megasiliconada com seu novo namorado: o eletricista Jamie Padgett, que conheceu há alguns meses, durante uma reforma em sua casa. Reformou a casa e deixou o pedreiro por lá mesmo para eventuais retoques. No Nordeste, aliás, há até um substantivo levemente pejorativo que identifica o chamado trabalhador braçal: cafuçu.

Segundo a cientista social, historiadora e psicóloga Maria Amélia dos Santos Augusto, membro do Centro de Estudos e Pesquisas em Comportamento e Sexualidade, ao longo da história a submissão, quer pela condição social ou pela diferença de raça (no caso da escravidão), garantiam e garantem a ¿posse¿ do macho e, nessa condição, a saciação de uma parte do desejo feminino de ser homem. "Em uma sociedade machista, cheia de privilégios concedidos aos homens - a quem o papel do domínio esteve entregue -, é também uma forma de luta pelo poder", diz.

Um outro psicólogo, Paulo Geraldo Tessarioli, pesquisador do Grupo de Pesquisas e Estudos sobre as Sexualidades (GPPES), diz mais. Para ele, alguns homens se sentem intimidados quando a mulher entra na disputa profissional, o que acaba afastando essas executivas das paqueras em seu nível social, já que é vista como concorrente. "Atualmente mudou muito o referencial da mulher submissa. Se ela é independente, ela pode escolher com quem se relacionar, inclusive com homens de níveis diferentes do delas", diz Tessarioli.

Foi o que fez a publicitária pernambucana Ana Venina, de 45 anos, após três casamentos que não vingaram. Bem sucedida profissionalmente, ela namora há dois anos um policial militar e sofre muito preconceito pelo fato de ele ser negro. "Já sofremos com todo tipo de preconceito possível. Dias atrás, fomos comprar um tênis para meu filho em uma loja no shopping e o segurança ficou seguindo ele". Ana, no entanto, diz não se importar com os "olhares estranhos" quando chega em lugares onde se concentram pessoas mais ricas, como restaurantes e bares do Recife. "Sempre aprendi a valorizar as pessoas pelo que elas são e não pelo que elas têm. Só que, no mundo de hoje, as mulheres ainda esperam pelo príncipe encantado que vai resolver todos os seus problemas financeiros e sexuais, mas onde fica o afeto?".

De prazer e de torpor
O aspecto sexual é também um forte atrativo para as mulheres que optam por um relacionamento com um homem que usa em seu trabalho mais o corpo do que a mente. "Se a cabeça de cima estiver funcionando, a de baixo não funciona. E, no caso dos executivos dos dias de hoje, isto é quase uma constante. Com celulares, computadores e toda parafernália tecnológica a mão fica difícil se concentrar durante um encontro", diz Tessarioli. De acordo com o pesquisador, o atrativo do homem que está mais vinculado ao corpo é a valorização dos sentidos sensoriais, em vez dos atributos intelectuais. "Atendo mulheres lindas que se sentem feias e, neste caso, eu digo a elas: passe em frente a uma construção que vai se sentir a mais feliz das mulheres. Para os homens mais rústicos toda mulher é gostosa".

Tessarioli ressalta que, nestes casos, o trabalho braçal - como o de um pedreiro ou um eletricista ¿ não o esgota mentalmente. Sem grandes preocupações, a qualidade do sexo é influenciada positivamente. "A pegada é muito mais forte e direta, porque o trabalho fica da porta para fora". Da teoria à prática, Ana diz que se sente completa com o namorado, principalmente quando o sexo é o assunto. "Ele é fantástico. É uma coisa mais real, sensitiva, e envolve também a admiração".

I love cafuçu
As fantasias das mulheres recifenses com homens mais simples ganham, inclusive, as ruas da capital pernambucana durante o carnaval. Todo ano, o bloco "I Love Cafuçu" reúne mulheres que buscam aquela "pegada mais forte" durante os dias de folia. O termo é usado pelas pernambucanas para definir o homem que tem "muito músculo e pouco cérebro". A cantora Gretchen, que ainda desperta fantasias em qualquer prédio em construção, também promove uma festa anual no estado para promover a integração das admiradoras dos tais cafuçus.

A palavra, provavelmente, deriva de cafuzo, que é o nome dado ao homem resultado da mestiçagem entre negro e índio. "O sentido atribuído às palavras é muito especifico não só a um determinado tempo, mas a indivíduos e a grupos sociais determinados. O significado das palavras pode até ser mantido, mas o sentido pode mudar com o tempo. Há vários exemplos em nossa língua, principalmente no que diz respeito à sexualidade", diz a historiadora Maira Amélia.

Os músculos são unanimidade entre as mulheres que se envolvem com esses homens. Mas a questão de neurônios, para algumas, está descartada. "Aí voltamos àquela velha discussão do ser e do ter. Para mim, o caráter e a questão moral é que fazem as pessoas seres inteligentes. Sem isto, de que adianta ter todo um status social?", diz Ana Venina. Para ela, que conhece, como na música de Chico Buarque, "songes et mensonges" (sonhos e mentiras) de longe e de cor, nada melhor que o feitiço de um homem que fala e sabe muito sobre o amor.

Redação Terra
Oh dear…it’s R.E.M. Speedwagon.

Chuck Klosterman wrote an essay about how musicians like Coldplay and movies like Say Anything are all about presenting a notion that he described as “fake love,” i.e., a sappy, over-dramatic version of romance that plays into our most unrealistic expectations of actual relationships. Klosterman’s argument is essentially that idealized, aestheticized versions of love get in the way of most people’s ability to appreciate their own lives, but let’s face it, he’s no Guy Debord. Chuck buys into all kinds of art that sells an image disconnected from reality, so what he’s really saying is: “This wimpy, overblown sentimentality totally sucks.”

“Make It All OK” seems to exist as though to prove his point. Its sound is pure “fake love” — if there was a video for it, it would have to look exactly like an episode of Dawson’s Creek or Grey’s Anatomy. Actually, the song is so limp and saccharin that it barely seems strong enough to be a part of either soundtrack. Effective “fake love” songs operate on a ridiculous certainty of emotion, but “Make It All OK” is just a lot of snooze-inducing relationship drama. There’s absolutely nothing interesting about this song on a lyrical or musical level other than that it seems so completely out of character for the band in general, and Michael Stipe in particular. Where is the mystery? Where is the poetry? Where is complexity? Where is the dignity?

ver comentarios, é legal! http://popsongs.wordpress.com/

COMO INTERPRETAR A LINGUAGEM DO CORPO

MOSTRANDO CONTRARIEDADE


 Escorar-se para trás denota hostilidade.
 Braços cruzados indicam desconfiança.


MOSTRANDO INTERESSE


 Postura que sugere atenção.
 Expressão que mostra interesse pelo que ocorre.


TOMANDO DECISÃO


 Olhar direto nos olhos sinaliza pensamentos afirmativos.
 Mão sobre o queixo demonstra introspecção.


MOSTRANDO FALTA DE INTERESSE

 Olhar perdido denuncia falta de concentração.
 Brincar com a caneta confirma o pensamento ausente.


MANTENDO-SE NEUTRO

 Braços abertos demonstram indecisão.
 Olhos arregalados e expressão cordial indicam disposição à persuasão.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Rivotril: por que o medicamento é o segundo mais vendido no país?

Uma droga barata, mas de tarja preta, contra a ansiedade vende mais do que os tradicionais Tylenol e Hipoglós

Alguma coisa estranha deve estar acontecendo quando um remédio contra a ansiedade – tarja preta, vendido apenas com retenção de receita – se torna o segundo medicamento mais consumido no Brasil. Esse remédio é o velho Rivotril, que tem 35 anos de mercado, mas nos últimos cinco escalou rapidamente o ranking dos mais vendidos até chegar ao segundo lugar. Em 2008, os brasileiros compraram nas farmácias 14 milhões de caixinhas do ansiolítico (o campeão de vendas é o anticoncepcional Microvlar, com 20 milhões de unidades). O Rivotril bate remédios de uso corriqueiro, segundo o IMS Health, instituto que audita a indústria farmacêutica. Vende mais que a pomada contra assaduras Hipoglós, o analgésico Tylenol e outros produtos que os consumidores colocam na cestinha sem saber se algum dia vão usar.

O sucesso espetacular do Rivotril no Brasil não ocorre com outros medicamentos da mesma categoria. A classe dos tranquilizantes é a sétima mais vendida no país – vende menos que anticoncepcionais, analgésicos, antirreumáticos e outros tipos de remédio. A clara preferência pelo Rivotril é um fenômeno brasileiro, que não se repete em outros países.

A escalada desse ansiolítico na lista dos mais vendidos sugere que a população em sofrimento psíquico pode ser maior do que se imagina. Transtornos de ansiedade e depressão são comuns nas grandes cidades, castigadas pela violência, pelo trânsito e pelo desemprego. Mas a pesquisa São Paulo Megacity, uma parceria do Hospital das Clínicas de São Paulo com a Organização Mundial da Saúde, revela que cerca de 40% dos moradores da região metropolitana sofre de algum tipo de transtorno psiquiátrico. É um porcentual que os próprios psiquiatras consideram “assustador” – e que depõe frontalmente contra a imagem de “nação feliz” que os estrangeiros e nós mesmos, brasileiros, gostamos de cultuar.

O segundo problema que leva à indicação excessiva do Rivotril é a precariedade do atendimento de saúde brasileiro, sobretudo de saúde mental. Há falta de psiquiatras no país. Consequentemente, as pessoas não recebem diagnóstico correto e não têm tratamento adequado de seus problemas. Quando o paciente chega ao consultório com enxaqueca, gastrite ou qualquer outra queixa que possa ter alguma relação com ansiedade, frequentemente ganha uma receita de Rivotril. “Os médicos fazem isso porque o remédio é barato (a caixinha mais cara custa R$ 13), antigo e seguro”, diz Luiz Alberto Hetem, vice-presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria. “Mas ele pode mascarar quadros mais graves.” O ansiolítico acalma e atenua a ansiedade, mas os problemas subjacentes não são diagnosticados. “Grande parte das pessoas nem sequer sofre de ansiedade. A depressão é muito comum”, afirma a psiquiatra Mônica Magadouro. “Mas o atendimento é tão precário que nem se nota a diferença.”

O terceiro fator que contribui para a venda de Rivotril é o que o psicanalista Plínio Montagna chama de “glamorização do ato de medicar-se”. No passado havia preconceito contra os remédios psiquiátricos. Recentemente, houve uma guinada cultural e eles passaram a ser vistos como resposta a todos os problemas da existência. Os médicos (sobretudo os que não são psiquiatras) receitam remédios psiquiátricos com total desenvoltura. Da parte dos pacientes, também existe a expectativa de que isso aconteça.Todos têm pressa.

“Emoções normais e importantes para a mente, como tristeza ou ansiedade em situação de perigo, são eliminadas porque incomodam”, diz Montagna, que é presidente da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo. Questões existenciais são tratadas como sintomas médico-psiquiátricos, com a colaboração de “uma avassaladora quantidade de dólares” gastos em publicidade pela indústria farmacêutica. “É frequente eu receber para tratamento pacientes com dosagens excessivas de medicação ou coquetéis de diversas substâncias, sem que os aspectos psicológicos tenham sido levados em consideração”, afirma o psicanalista, que também é formado em psiquiatria.

Por trás da precariedade do sistema de saúde e do modismo da medicação, existe a crescente incapacidade das pessoas – e dos médicos – em conviver com um dos sentimentos mais enraizados da psique humana, a ansiedade. Ela está lá desde os primórdios do homem, associada a temores e ameaças indefiníveis. Embora desagradável, é um dos motores da existência. Faz parte da nossa constituição evolutiva. “Ela é um estado de alerta, um estímulo para produzir. O contrário da ansiedade é a apatia”, diz o psicanalista Eduardo Boralli Rocha. Totalmente diferente dessa ansiedade benigna é a combinação explosiva de urgência, competição e sentimento de exclusão que caracteriza o nosso tempo.

“As pessoas sentem que em algum lugar está havendo uma festa para a qual elas não foram convidadas e têm de correr atrás”, diz Boralli. Sigmund Freud, o criador da psicanálise, dizia que a ansiedade era o sintoma de algo que não estava bem resolvido interiormente. Ele diferenciava entre a ansiedade produzida por uma situação externa real e aquela imaginada ou brutalmente amplificada por nossos medos interiores. A primeira não deveria ser medicada, mas ela tornou-se tão presente, tão avassaladora, que é isso que tem sido feito, em larga escala.

Um exemplo está na coleção de propagandas de ansiolíticos acumulada pelo professor Elisaldo Carlini, coordenador do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) da Universidade Federal de São Paulo. São folhetos promocionais que os laboratórios deixam nos consultórios médicos. Um deles mostra uma mulher com um largo sorriso depois de tomar um remédio que corrigiu a ansiedade gerada por três bilhetes recebidos ao mesmo tempo: um do marido, avisando que chegará tarde para o jantar; outro do filho, dizendo que vai trazer o time de basquete para o lanche; e o terceiro da empregada, avisando que faltou ao trabalho porque foi a um posto de saúde. “Viver dá ansiedade, mas criou-se a cultura de que problemas cotidianos devem ser enfrentados com remédios”, diz Carlini. “As mulheres, principalmente, aprendem que precisam ser magrinhas e calminhas.”

Quando indicado segundo os melhores critérios, o Rivotril pode ser bastante útil no tratamento da ansiedade generalizada. O paciente vive angustiado, preocupado, nervoso. Dorme mal, não se concentra e se irrita por qualquer coisa. Sozinho, no entanto, o remédio não resolve o problema. O tratamento depende também do uso de outros recursos, como antidepressivos, psicoterapia e atividade física. O mesmo vale para o tratamento de outros transtornos, como síndrome do pânico, fobias e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Enquanto os antidepressivos demoram cerca de duas semanas para começar a agir, o Rivotril age rápido, assim como outros ansiolíticos (Lexotan, Valium, Frontal etc.). A função desses remédios é ser uma ponte temporária até o início da ação dos antidepressivos. Ou um apoio. A síndrome do pânico, por exemplo, é tratada com antidepressivos. Quando o paciente enfrenta situações que podem provocar recaídas, é comum que o médico recomende que tenha o Rivotril sempre à mão.

Esses remédios, no entanto, não devem ser usados por muito tempo e sem rigoroso acompanhamento médico. Eles podem causar dependência. Há pessoas que desenvolvem dependência em cinco anos. Outras se viciam em menos de 30 dias. Podem ocorrer crises de abstinência com a interrupção da droga. Os sintomas mais comuns são insônia, irritabilidade excessiva e tremores. Não há dose segura contra o vício. “Rivotril não deve ser remédio de uso contínuo. Deve ser reservado para as crises agudas e usado por no máximo seis semanas”, diz o psiquiatra Joel Rennó Jr., coordenador do Projeto de Saúde Mental da Mulher do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Na prática, muitos pacientes recebem a receita de Rivotril e passam meses sem ser vistos por um médico. Quando voltam a consultar um profissional de qualquer especialidade, dizem que o anterior receitou o remédio e se sentiram bem. Acabam saindo do consultório com uma nova receita.

A professora gaúcha Carmen Paula Pinto, de 40 anos, toma Rivotril há cinco, como parte do tratamento de transtorno bipolar. Reclama de efeitos colaterais como sonolência e boca seca. Mas o que mais a incomoda é o enfraquecimento da memória. “Quando leio um livro, muitas vezes tenho de voltar à mesma frase, ao mesmo parágrafo. Uma vez até cheguei a esquecer o que havia almoçado”, diz. Há três anos, decidiu parar de tomar o remédio por conta própria. Sentiu sintomas de abstinência, como tontura e falta de equilíbrio. Depois de alguns meses, decidiu voltar ao remédio. “Estou conformada em ter de depender do remédio por um bom tempo ou até para sempre.”

Carmen é acompanhada por um psiquiatra e compra o remédio de acordo com a orientação dele. Uma parcela dos consumidores chega ao remédio por meio de outros expedientes. “Muita gente consegue adquirir ansiolítico pela internet ou compra receitas em consultórios de quinta categoria”, afirma Rennó Jr. Em uma das pesquisas coordenadas por Elisaldo Carlini, do Cebrid, descobriu-se que um único médico fez mais de 7 mil prescrições de ansiolítico por ano. Houve casos também de falsificação dos receituários. As receitas que ficavam retidas nas farmácias continham o mesmo número de série ou o CRM de médicos mortos ou inexistentes. Formas ilícitas de acesso ao remédio alimentam o uso recreativo de Rivotril. Ele virou um clássico nas baladas entre jovens que o misturam com ecstasy ou álcool. Há várias comunidades no site de relacionamento Orkut criadas por usuários dessa combinação. O Rivotril potencializa a função do álcool. Em doses excessivas, a mistura pode levar ao coma. Há outro tipo de uso, associado ao ecstasy e à cocaína, drogas que deixam as pessoas ansiosas. Elas tomam Rivotril para tentar neutralizar esse efeito. Segundo os especialistas, não adianta.

Por trás do crescimento das vendas do Rivotril há uma história de marketing que merece ser contada. Até 1999, o remédio era promovido entre os médicos apenas como um anticonvulsivante. Era um mercado restrito. Nos últimos anos, surgiram estudos que comprovaram que ele funcionava contra a ansiedade. O fabricante passou a divulgar essa aplicação entre psiquiatras, cardiologistas, neurologistas, geriatras etc. “O sucesso do Rivotril é decorrência do aumento dos casos de transtornos psiquiátricos e do perfil único do nosso produto: ele é seguro, eficaz e muito barato”, diz Carlos Simões, gerente da área de produtos de neurociência e dermatologia da Roche. “E o baixo preço protege o produto.” O Rivotril é 600% mais barato que o seu principal concorrente, o Frontal, da Pfizer. Outra característica ajuda a explicar por que ele vende tanto. É o único de sua categoria disponível também na apresentação sublingual – gotas que agem rápido se colocadas embaixo da língua.

Na casa da aposentada Ecleide Moreira Rodrigues, de 60 anos, não pode faltar Rivotril. Ele é usado com duas finalidades distintas: o filho de Ecleide sofre de epilepsia e não fica sem o remédio. Há um ano, ela também virou adepta do medicamento. Não consegue dormir sem ele. Descobriu que a causa da insônia era estresse e depressão. Chegou a fazer psicoterapia e percebeu que passou a dormir melhor. Mas parou antes de receber alta. “Por relaxo”, diz ela. Em casos como o de Ecleide, a psicoterapia pode dar ótimos resultados. Mas não costuma ser um percurso fácil. Para vencer a ansiedade não basta recorrer a umas gotinhas de Rivotril a cada crise. É preciso reorganizar a vida

A escalada do ansiolítico no Brasil

Em dez anos, o Rivotril galgou a lista dos campeões

1998
O Rivotril nem aparecia entre os dez mais vendidos
1 - Cataflam (analgésico e anti-inflamatório)
2 - Novalgina (analgésico e antitérmico)
3 - Hipoglós (pomada contra assaduras)
4 - Neosaldina (analgésico e antiespasmódico)
5 - Voltaren (antirreumático, anti-inflamatório e analgésico)
6 - Lexotan (ansiolítico)
7 - Redoxon (vitamina C)
8 - Buscopan Composto (antiespasmódico e analgésico)
9 - Sorine (descongestionante nasal)
10 - Vick Vaporub (unguento descongestionante)

2004
Ele conquista o sexto lugar no ranking
1 – Microvlar (anticoncepcional)
2 - Neosaldina (analgésico e antiespasmódico)
3 - Hipoglós (pomada contra assaduras)
4 - Buscopan Composto (antiespasmódico e analgésico)
5 - Novalgina (analgésico e antitérmico)
6 - RIVOTRIL (ansiolítico e anticonvulsivante)
7 - Tylenol (analgésico e antitérmico)
8 - Cataflam (analgésico e anti-inflamatório)
9 - Neovlar (anticoncepcional)
10 - Luftal (antigases)

2008
O Rivotril é o segundo mais vendido
1 - Microvlar (anticoncepcional)
2 - RIVOTRIL (ansiolítico e anticonvulsivante)
3 - Puran T4 (hormônio tireoidiano)
4 - Hipoglós (pomada contra assaduras)
5 - Neosaldina (analgésico e antiespasmódico)
6 - Buscopan Composto (antiespasmódico e analgésico)
7 - Salonpas (analgésico e anti-inflamatório)
8 - Tylenol (analgésico e antitérmico)
9 - Novalgina (analgésico e anti-inflamatório)
10 - Ciclo 21 (anticoncepcional )
Fonte: IMS Health

Os riscos da tranquilidade em comprimidos

Os efeitos dos ansiolíticos mais vendidos, conhecidos como benzodiazepínicos

O QUE ELES FAZEM
Inibem algumas funções do sistema nervoso, causando relaxamento muscular, sonolência e diminuição da ansiedade

PARA QUE SERVEM
Estimulam a ação de um ácido (conhecido como gaba) no cérebro. Ele inibe a ativação de áreas relacionadas ao medo e à ansiedade

QUANDO DEVEM SER USADOS
Com outros remédios, são indicados para tratar vários transtornos mentais. Não são recomendados para aplacar tensões do cotidiano

QUAIS SÃO OS EFEITOS COLATERAIS
Sonolência excessiva e diminuição da coordenação motora. Podem ocorrer dificuldades no processo da aprendizagem e da memorização

CAUSAM DEPENDÊNCIA?
Sim. Algumas pessoas desenvolvem dependência em cinco anos. Outras se viciam em menos de 30 dias. Podem ocorrer crises de abstinência

COMO EVITAR A DEPENDÊNCIA
Não há dose segura contra o vício. Quanto menor a dose, menor a probabilidade de o paciente desenvolver dependência

Fontes: Clarice Gorenstein, Moacyr Aizenstein e Manoel Jorge Nobre do Espírito Santo, da USP

DEPENDÊNCIA
Carmen, em sua casa em Porto Alegre. Ela sofre de transtorno bipolar e toma Rivotril há cinco anos. Tentou parar, mas teve uma crise de abstinência. “Estou conformada em depender do remédio para sempre”, diz

PALIATIVO
Ecleide em seu quarto, em Santo André. Ela sofre de insônia e sentia-se melhor antes de abandonar a psicoterapia.“Parei por relaxo”, diz. Hoje, só dorme com Rivotril


Comentários http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI27270-15257-1,00-RIVOTRIL+POR+QUE+O+MEDICAMENTO+E+O+SEGUNDO+MAIS+VENDIDO+NO+PAIS.html

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Mulher torna-se alcoólatra mais rapidamente que o homem

As brasileiras estão bebendo mais. O alerta é o resultado de uma pesquisa realizada pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde. Divulgada no começo deste mês, o estudo aponta que o índice de consumo abusivo de álcool (mais de quatro doses) por pessoas do sexo feminino em 2008 é de 10,5%, contra 9,3% de 2007 e 8,1% de 2006. O problema é ainda mais grave quando se sabe que as mulheres tendem a desenvolver a dependência do álcool mais rapidamente que o homem.

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"Não se sabe o porquê, mas o homem costuma demorar de dez a 15 anos para se tornar alcoólatra, enquanto a mulher pode ser tornar em quatro anos", alerta a psiquiatra Analice Gigliotti, presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abead).

Outra desvantagem é que as mulheres também sentem mais o efeito das bebidas alcoólicas. "O organismo feminino têm uma menor quantidade de água, e mais tecido adiposo. Assim, há um aumento na concentração de álcool no organismo. Para elas, três copos de chope equivalem a quase cinco em um homem", explica Analice.

Além disso, a ingestão de álcool durante a gravidez pode trazer prejuízos sérios para a criança. "A síndrome alcoólica fetal causa retardo mental no bebê devido ao álcool que passa pela placenta", comenta Analice.

Uma doença sem cura
A ingestão excessiva de bebidas pode levar ao alcoolismo, uma doença sem cura. "Consumir grandes doses com frequência pode fazer com que o cérebro mude e se adapte à presença frequente do álcool. Essa adaptação é a doença", afirma Analice.

O alcoolismo é diagnosticado quando a pessoa perde o controle, apresenta desejo compulsivo pela bebida e maior tolerância a ela, se sente mal quando não a ingere e passa a ter prejuízos em sua vida. Qualquer um pode se tornar alcoólatra, mas há um grupo mais vulnerável. "É o caso de depressivos, de quem tem vulnerabilidade hereditária, de pessoas muito tímidas ou de que tem família e vizinhança que incentive a isso."

Os dependentes têm riscos maiores de desenvolver cirrose hepática, problemas no coração e neurológicos, perda de força nos membros e de memória e câncer de bexiga e laringe, por exemplo. Por isso, a patologia pode levar à morte. "O tratamento ideal combina terapia para evitar os gatilhos que fazem a pessoa beber, medicação para diminuir a compulsão e a síndrome de abstinência, além de conversar com a família para que possa ajudar o paciente. O alcoólatra não pode beber de forma alguma."

imagens da reportagem abaixo