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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Agassi admite doping infantil, maconha e derrotas propositais

A biografia do americano André Agassi já está à venda nos Estados Unidos. Além de admitir que consumiu uma substância proibida na temporada de 1997 e contar como enganou a ATP após testar positivo em um exame, o ex-tenista assume que fumou maconha, perdeu jogos de propósito e usou doping quando pequeno.

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Ex-líder do ranking mundial e dono de oito Grand Slams, Agassi conta que, quando criança, tomou o analgésico Excedrin por conter cafeína antes de uma partida seguindo ordens do pai. Na publicação, ele ainda descreve seu consumo de maconha e bebidas alcoólicas.

Agassi ainda disse que perdeu alguns jogos de propósito, entre eles a semifinal do Aberto da Austrália de 1996. O norte-americano conta que resolveu entregar o jogo para Michael Chang para evitar enfrentar o desafeto Boris Becker na decisão da competição.

O antigo líder do ranking mundial conseguiu estabilizar sua vida apenas depois de deixar o esporte e formar uma família ao lado da alemã Steffi Graf. No livro, ele conta como seduziu sua atual esposa e diz que Brooke Shields invejava as pernas da ex-tenista germânica.

domingo, 8 de novembro de 2009

MA ajuda a desenvolver o corpo e a mente


Aula queima até 1000 calorias, melhora o condicionamento físico e ensina técnicas de defesa pessoal

Quem assiste uma luta profissional de MMA (sigla de Mixed Martial Arts, em inglês) se impressiona com a força dos golpes e com a agilidade dos atletas, e muita gente pensa que treinar a modalidade é para poucos. Porém, os treinos de MMA são relaxantes, trabalham o corpo e a mente e podem fazer milagres pelo seu corpo.

"Os treinos de MMA devem respeitar os limites de cada um. É importante frisar que ele é um mix de diversas artes marciais, como o jiu-jitsu e o muay thai. O objetivo central dos treinos é melhorar o condicionamento físico do aluno, ensinar técnicas de defesa pessoal e ainda contribuir para a tonificação dos músculos", explica o professor da academia Guri Jiu-Jitsu JJ, Uelber Soares.

Mas, se você está imaginando uma academia lotada, com o som alto e muita briga, pode apagar essa imagem da cabeça. O especialista explica que o MMA precisa trabalhar a mente do aluno, por isso o ambiente tranquilo é fundamental. "Normalmente, as academias são claras, com as paredes brancas e contam apenas com um som ambiente. As crianças falam baixo e precisam respeitar as aulas, já os mais velhos são proibidos de falar palavrão e devem evitar qualquer brincadeira agressiva", diz Uelber.

Corpo e mente
A aula começa com um grande alongamento, depois passa pelas técnicas de arte marciais e termina com mais uma série de alongamento e uma seção de conversa com os alunos. "O alongamento é essencial para preservar a saúde dos músculos, evitando lesões. Depois, há a execução de movimentos de determinada arte marcial, de acordo com a capacidade de cada aluno, podendo ser corpo a corpo ou só com equipamentos. Finalizamos a aula com uma conversa com alunos para explicar os ensinamentos do dia, frisando a importância da disciplina nas aulas", explica o profissional.

Mande o estresse embora

Outro benefício central da aula está na dose de bem-estar que ela proporciona. De acordo com o professor Ueber Soares, os alunos saem da aula aliviados e cheios de disposição. "Muitos chegam cansados e estressados com o trabalho, estudo, relacionamentos, entre outros fatores. Os golpes executados acabam liberando a adrenalina acumulada, o que reflete no bem-estar do atleta", explica Uelber.

Para eliminar os quilos extras
Se a ideia é perder peso, o MMA pode ser um grande aliado. Dependendo da intensidade da aula (de 1hora e meia) a queima de calorias pode resultar em até 1000 calorias. "Comecei a lutar MMA para deixar a vida sedentária de lado, os treinos são fascinantes. Um dos principais benefícios foi o condicionamento físico e a perda de peso. Em 4 meses de treino, eu perdi 15 quilos", conta o aluno da academia Luiz Fernando Secco Ricordi.

Sem contra-indicação

Claro, que a autorização médica é essencial, mas de acordo com o professor e especialista em MMA, todo mundo tem espaço no treino, inclusive mulheres e a turma da terceira-idade. "Tenho um aluno de 70 anos com enfisema pulmonar, que adora as aulas e deseja melhorar seu condicionamento físico. Também tenho alunos com problemas psicológicos que fazem das aulas uma verdadeira terapia", conta.

Condicionamento físico
Quem deseja melhorar o condicionamento físico pode conquistar resultados excelentes com o treino. "Começamos respeitando os limites individuais de cada aluno. Com o tempo, vamos intensificando as seções de exercícios, assim a conquista por um ótimo condicionamento físico vai aparecendo", explica o professor.

Um lutador profissional

São esses treinos que iniciam a preparação de um lutador profissional, como Bruno Steigerwald. "O mundo do MMA profissional foge do que a maioria das pessoas acredita. Não existem brigas, mas sim lutas. O respeito é um ponto forte do esporte, tudo acontece apenas dentro do ringue", diz.

Bruno explica que a divulgação do MMA pode ser um ponto positivo, tanto para os lutadores brasileiros, que são os principais campeões nas categorias, tanto para as pessoas que podem se beneficiar de uma modalidade completa. "O MMA trabalha o corpo e a mente e, se as pessoas conhecerem mais o esporte, consequentemente aproveitariam melhor todas as vantagens que ele proporciona", diz.

Uma lição para os adolescentes
Dentro de uma aula de MMA a disciplina é uma das exigências. "Ensinamos as técnicas e defesa, mas também acontecem momentos teóricos onde enfatizamos que estamos treinando um esporte e não fazendo uma aula para incentivar a violência e a agressão nas ruas", explica o professor Uelber Soares.

Academia Guri Jiu-Jitsu JJ:
www.gurijj.com.br/
(11) 5522-8017

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Futebol da Série A invade o mercado financeiro

Primeiro simulador virtual de bolsa de valores que usa o futebol como opção de investimento, o Futex - Futebol Exchange (www.futex.com.br) foi criado por três empresários. No jogo, além de torcer pelo seu time do coração, os usuários aprendem tudo sobre o mercado financeiro de uma maneira mais simples e divertida.

» Veja a classificação atualizada» Confira a tabela completa» Receba os gols do seu time pelo celular

Os usuários do Futex podem comprar e vender ações das equipes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro, acumulando "Dolex" (moeda virtual do jogo). O preço depende do mercado virtual, que, por sua vez, sempre estará alinhado com a fase do seu time na vida real.

"A ideia foi criar um jogo que usasse o futebol para desmistificar o mercado de capitais, que ainda não é muito popular no Brasil", disse Daniel Bitelli, um dos criadores do Futex, novo parceiro do Terra. "Quando as pessoas leem nos jornais tudo parece muito complicado, mas seu funcionamento é mais simples do que se imagina", completou um dos sócios, Felipe Lachowski.

"Ao iniciar o jogo, cada negociador recebe uma certa quantia de ações de times e outra quantia em 'Dolex'. O usuário pode comprar e vender livremente seus papéis, de acordo com o preço de mercado e com a quantia de 'Dolex' que tiver acumulado", explicou Fernando Gadelho, o terceiro sócio do Futex.

Os melhores jogadores virtuais de cada mês ganham camisetas oficiais de times, kits esportivos, Ipods e muitos outros prêmios.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

BJ Penn avisa: “Tô puto com Ralph Gracie”

Janeiro último. Exausto, BJ Penn, mito do MMA (Vale Tudo) mundial, não aguenta seguir para o quarto round do duelo pelo cinturão dos meio-médios do UFC.

Campeão dos leves, esse havaiano especialista em jiu-jitsu tentava ganhar mais um título para sagrar-se o único atleta a dominar duas categorias de peso ao mesmo tempo na história do UFC.

Entretanto, seu técnico jogou a toalha depois de 15 minutos de surra aplicada pelo maior rival de BJ, o canadense Georges ST Pierre, vulgo GSP.

Daqui a exatos dez dias, os fãs de MMA estarão de olho em BJ mais uma vez. Ele defenderá o título dos leves contra outro especialista em jiu-jitsu, seu compatriota Kenny Florian.

Eles farão a principal luta da 101ª edição do UFC, programado para o dia 08 de agosto, na Pensilvânia, Filadélfia (EUA).

Em entrevista exclusiva ao blog Mano a Mano, BJ contou como anda sua preparação para encarar Florian. Falou dos erros que cometeu contra GSP. E mandou um recado para Ralph Gracie, seu antigo treinador: “Não quero mandá-lo se fuder, mas quero avisar que tô puto com ele”.

BJ recebeu sua faixa-preta das mãos dos brasileiros Renato Charuto e André Pederneiras. Mas entre as faixas branca e azul, foi treinado por Ralph Gracie. Inclusive, seu irmão tinha uma tatuagem dos Gracies nas costas. Porém, em 2005, BJ bateu Renzo, irmão de Ralph. Desde então seu antigo treinador o chama de traidor sempre que tem uma chance. E a tatuagem foi removida.

Bj foi o primeiro gringo a ganhar um torneio mundial de jiu-jitsu entre os atletas faixa-preta. Venceu 13 lutas de MMA, perdeu cinco (duas delas para GSP) e empatou uma. A primeira frase de BJ, assim que atendeu à ligação deste blog, foi um sonoro, porém arrastado, “beleza, irmão”, com um português bem ao estilo norte-americano.

A conversa durou menos de 20 minutos. Depois disso ele teve que voltar a treinar em sua academia instalada na Califórnia. Segue o que BJ disse de mais importante:

Blog Mano a Mano - Como você vê sua luta contra Kenny Florian?
BJ PENN - Farei meu melhor. Estou me preparando como nunca. Ele tem um estilo perigoso. Sabe bater bem, sabe usar bem as cotoveladas e controlar a luta no solo. Sabe usar bem as combinações, mas nada que eu não tenha me preparado e não possa vencer.

Encara Kenny como um desafio tão duro quanto GSP?
O Kenny não é um desafio como foi GSP. Por tudo o que o GSP já conquistou e provou, eu encarei a luta contra ele como um desafio maior. Mas Kenny tem seu estilo, passou por situações adversas e venceu boas lutas. E já bateu caras duríssimos, como o Sean Sherk . Eu não subestimo o Kenny de jeito nenhum, acho que ele tem várias qualidades.

GSP disse que o brasileiro Thiago Alves Pitbull foi um oponente mais duro do que você. Isso te chateia?
Thiago Pitbull é um cara muito bom. Acho que, na verdade, o GSP é que não gosta muito de mim (risos). Mas, se essa for mesmo a opinião dele, eu respeito isso. Eu não quero desmerecer o Pitbull. Ele é um grande lutador, um grande desafio pra qualquer um. Gosto do estilo dele. Se o GSP acha que ele foi mais duro que eu, não me sinto mal por isso.

Quais atletas brasileiros mais te agradam?
Gosto muito dos atletas do Brasil. Mas o que gosto mais, (tempo pra pensar)…Gosto muito do estilo do Wanderlei Silva e gosto do Minotauro (Rodrigo Nogueira).

Está sedento por uma terceira luta contra GSP?
Com certeza. Eu quero lutar uma terceira vez contra GSP. A última luta eu não me preparei da forma adequada. Se eu tivesse que apontar o maior erro que cometi, diria que foi uma má preparação física, o que me levou à exaustão durante o combate. Quando soube que ia lutar pelo cinturão contra o GSP, me empolguei muito e comecei a treinar cedo demais. Comecei a me preparar cinco meses antes da luta. No dia do combate, já não estava mais no melhor do meu preparo físico. O melhor tinha passado. Esse foi meu vacilo.

Você acha que tecnicamente o GSP é inferior a você?
O GSP é mito bom nas quedas. Na última luta ele me derrubou e controlou a luta no solo. Eu quero que ele me leve para o jogo dele. Mas, vou mostrar que quando a luta chegar no solo eu não vou parar de atacar e uma hora irei finalizá-lo.

Ralph Gracie passou a falar mal de você, depos de sua luta contra o Renzo. O que achou da postura dele?
Por muito anos eu fiquei calado, mas já ta na hora deu falar. Esse lance dele ficar falando mal de mim, eu vi no youtube as merdas que ele falou, já encheu o saco. Não quero mandar o Ralph se fuder, não acho que ainda seja a hora para isso, mas quero avisá-lo que não o respeito mais. Tô puto com o que ele disse. Ele me ajudou entre a faixa branca e a azul. Eu sempre tive respeito por ele. Mas, agora, não tenho mais. Tô bravo com ele.

Gostaria de resolver as diferenças com Ralph no ringue. Você o enfretaria?
Claro, se tivesse a oportunidade e a gente tivesse que parar num ringue, iria com certeza.

O que mais faz falta no Brasil?
Sinto muita falta do Brasil. Das pessoas e da comida brasileira. Sinto falta do, como é mesmo o nome daquele negócio com frango e queijo? Ah, sim é coxinha de galinha. Gosto também de pão de queijo, açaí, guaraná, ah tem várias comidas boas ai. Quero mandar um abraço aos brasileiros que gostam de mim. Acessem o meu site, o bj.com.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Jogador de futebol ensina a falar

Reinaldo Polito
Se eu disser que você pode aprender a falar bem tomando lições com os jogadores de futebol, provavelmente vai achar que estou com algum tipo de brincadeira.

Garanto que não estou brincando e que o assunto é bastante sério.

Para aprimorar sua habilidade de falar e conversar a tarefa de casa é simples, interessante e muito instrutiva: passe a ouvir as entrevistas dos jogadores de futebol e aprenda com eles como se livrar de algumas falhas que podem atrapalhar a qualidade da sua comunicação.

Você deve estar pensando: - Esse Polito pirou!
Seria natural que você até ficasse indignado: - Onde já se viu alguém ter o topete de imaginar que jogadores de futebol podem me ensinar a falar?! Afinal, eles são despreparados e óbvios demais.

E mais. Ficam o tempo todo com a mesma ladainha: "'Levamu' um gol bobo de bola parada, mas agora a gente conversa no vestiário e no segundo tempo dá pra 'revertê'. 'Temu' 'qui' 'respeitá' o adversário porque o jogo só acaba depois que o juiz apita o final".

Ok, vamos esclarecer. Eles não sabem falar, cometem erros grosseiros de gramática, escorregam na concordância, conjugam verbo como se estivessem chutando de bico, fazem aleluia de pronome jogando-o no meio das frases e onde cair está bom, pronunciam as palavras de maneira defeituosa, enfim são péssimos exemplos de comunicadores. Certo?

Errado!

Ninguém pode negar que quase todos os jogadores estão "dotados" dessas incorreções e de inúmeras outras que seria simples acrescentar.
Entretanto, é preciso reconhecer que, de maneira geral, eles possuem também uma habilidade, uma diplomacia e um jogo de cintura, que normalmente não encontramos em muitos profissionais que atuam em outras atividades.

Até na política que deveria abrigar uma inteligente e exemplar qualidade de comunicação, vemos gente o tempo todo pisando na bola.

Por mais "cabeça-de-bagre" que seja o jogador de futebol e por mais "experiência" que ele tenha, do alto dos seus 20 ou 22 anos de idade, veja se não dá vontade de aplaudir a maneira como responde às perguntas provocativas e até capciosas dos repórteres esportivos.

Em determinadas circunstâncias esses jovens se comportam com tanta habilidade que dá a impressão de terem enfrentado um longo e rigoroso programa de treinamento no Itamarati. Por mais quadrada que venha a pergunta eles não matam de canela, quase sempre respondem com a bola no chão.

Se, por exemplo, o repórter pergunta, em tom afirmativo:

- Você estava atuando como titular e jogando muito bem até o mês passado, quando o técnico o sacou do time. Essa injustiça o deixou muito revoltado, não?

Será que existe alguma dúvida de que ele está louco da vida e com vontade de jogar o Ceasa na cabeça do treinador? Entretanto, sua resposta é inteligente e impregnada de sutilezas diplomáticas. Ele não mente, mas revela o lado da verdade que deveria ser exposto:

- Faço parte de um grupo de 22 jogadores em condições de pertencer a qualquer grande clube. Estar nessa equipe é o sonho da maioria dos atletas profissionais. E todos nós, jogando ou não, torcemos sempre para que o time conquiste os melhores resultados.

O professor (geralmente é assim que se referem ao técnico) tem um esquema tático muito bem montado, que varia de acordo com as características do adversário, e ora precisa da participação de um jogador, ora de outro. O que importa é estarmos prontos para entrar bem quando ele precisar.

Elimine os pouquíssimos contumazes criadores de caso e ouça as entrevistas de alguns dos milhares de jogadores "normais" para confirmar o que estou dizendo.

De onde vem essa habilidade de falar?

Talvez da necessidade mais acentuada de sobrevivência do jogador, que atua numa atividade tão arriscada, repleta de armadilhas, em que nada é definitivo e só se tem uma certeza - de que terá duração curta, pois com 32 anos já é um veterano.

Quem sabe a explicação possa estar também no treinamento constante do jogador, pois como precisa tomar decisões para suas jogadas numa fração de segundo, desenvolve o raciocínio para analisar rapidamente as conseqüências de uma resposta indevida.

Por mais que você esteja com vontade de criticar a comunicação de alguns jogadores, não pode negar que eles são bons nessa história de falar e dar respostas às perguntas difíceis.

Essa habilidade que os jogadores têm para falar com diplomacia e inteligência é cada vez mais importante no relacionamento profissional.

Não é novidade para ninguém que as empresas vivem uma época de incertezas, constantes e rápidas mudanças e exigências de novas habilidades e competências dos, agora multifuncionais, colaboradores, e que por isso a comunicação precisa ser ainda mais eficiente.

Por causa dessas incertezas produzidas pelas mudanças as pessoas se sentem inseguras e chegam até a duvidar da sua capacidade para se adaptar às novidades.

Por isso, diante de uma proposta que contrarie sua forma de pensar, é comum reagirem de maneira emocional, sem considerar o peso dos argumentos opostos.

Esquecem da bola e batem da medalhinha para cima. Nesse clima não tem razão que se sustente. Vira briga de arquibancada.

Nas reuniões ou nos processos de negociação para que as suas propostas sejam vencedoras é preciso aprender a afastar a defesa emocional dos interlocutores, para que pelo menos fiquem dispostos a ouvir suas ponderações. É como se você jogasse pelas pontas para driblar o ferrolho formado pela muralha dos beques.

Aqui deve entrar a 'sabedoria futebolística' para evitar confrontos, neutralizar a emoção e fazer com que o defensor da idéia não o veja como um adversário.

Entenda como você poderá passar de um agressivo esquema quatro, dois, quatro, para outro mais cauteloso:

# Use seu próprio exemplo
Se no passado pensou ou agiu da mesma maneira como age o defensor da idéia, revele esse fato a ele e diga também como foi difícil mudar de opinião. Assim, terá mais autoridade sobre o tema e essa demonstração de solidariedade com o companheiro aumentará suas chances de fazer com que ele ouça sua proposta.

# Comece concordando
Um bom recurso para desarmar opiniões contrárias e fazer com que o opositor fique interessado em pelo menos ouvir suas ponderações é concordar de forma sincera no início com certos pontos da proposta e dizer que deseja apenas adicionar alguns dados ao raciocínio.

# Eleja um adversário comum
Se você souber que a parte contrária possui um adversário e que seja possível tomar sua defesa contra ele, demonstre essa identidade atacando o 'inimigo' comum, antes de dar sua opinião contrária à proposta.

Talvez os jogadores de futebol não tenham consciência de que se valem de uma grande habilidade de comunicação para falar de questões até delicadas, mas é assim que a maioria se comporta.
Com esses cuidados, ao debater idéias na vida profissional, você agirá como os craques da bola quando precisam contornar situações difíceis nas entrevistas. E se no final, com toda essa cautela, sentir que o resultado não é bem o desejado, poderá dizer com a consciência tranqüila, como eles diriam ao final da partida: 'Dei tudo de si, graças a Deus'.

SUPERDICAS DA SEMANA
# Considere as defesas emocionais do interlocutor
# Mostre que você quer contribuir, não criticar
# Use informações consistentes para concordar antes de contrapor uma opinião
# Cuidado com o uso do "mas". Ele é perigoso
# Não dê a entender que você só se vale de um ardil para poder discordar
→ Livros de minha autoria que tratam desse tema: "Como falar corretamente e sem inibições" e "Assim é que se fala", publicados pela Editora Saraiva

Reinaldo Polito

é mestre em ciências da comunicação, palestrante e professor de expressão verbal. Escreveu 15 livros que venderam mais de 1 milhão de exemplares

Site: www.reinaldopolito.com.br
e-mail: polito@uol.com.br

terça-feira, 7 de julho de 2009

Estudo aconselha atletas a beber cerveja todos os dias

Além de matar a sede e relaxar, a cerveja ajuda na recuperação após a prática esportiva. A afirmação é do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) da Espanha, que apresentou um estudo defendendo o consumo moderado da cerveja para os atletas como fonte de hidratação diária.

O estudo "Idoneidade da cerveja na recuperação do metabolismo dos desportistas", apresentado nesta terça-feira, foi baseado em relatórios e pesquisas de especialistas em medicina, fisiologia e nutrição da Universidade de Granada com o aval do CSIC. Segundo o documento, os componentes da cerveja ajudam na recuperação do metabolismo hormonal e imunológico depois da prática desportiva de alto rendimento e também favorece a prevenção de dores musculares.

A tese é defendida pelo cardiologista e ex-jogador de basquete da seleção espanhola, Juan Antonio Corbalán, medalha de prata nas Olimpíadas de Los Angeles (1984). O estudo foi realizado em dois anos e recomenda o consumo de três tulipas de 200 ml de cerveja (ou de 20g a 24g de álcool) para homens e duas para mulheres (10g a 12g) por dia; volume que os autores do relatório definem como moderada.

Cerveja ou suco de laranja?

De acordo com os pesquisadores, a cerveja contém 95% de água e é a bebida alcoólica com menor gradação (5% em média). Uma tulipa de 200 ml possui 90 calorias, o mesmo que um copo de suco de laranja. Para chegar a essa conclusão de consumo na dieta de desportistas, os cientistas fizeram pesquisas com 16 atletas universitários com idades entre 20 e 30 anos, em boa forma física e que alcançavam uma velocidade aeróbica máxima (VAM) de 14 km/h.

Além disso, todos deveriam ser consumidores habituais e moderados de cerveja, manter uma dieta mediterrânea, não ter hábitos tóxicos nem antecedentes familiares de alcoolismo. Os testes foram feitos durante três semanas em baterias diárias de uma hora de corrida, sob calor de 35º, 60% de umidade relativa e duas horas de pausa para hidratação.

Nesse intervalo os atletas bebiam água ou cerveja (máximo de 660 ml), alternando as bebidas em cada pausa de hidratação para comparar resultados.

"Tão boa quanto água"
A conclusão foi que a cerveja permitia recuperar as perdas hídricas e as alterações do metabolismo tão bem quanto a água. Os cientistas usaram parâmetros indicativos como: composição corporal, inflamatórios, imunológicos, endócrino-metabólicos e psico-cognitivos (coordenação, atenção, campo visual, tempos de percepção-reação, entre outros) para comprovar que o álcool não afetava a atividade de hidratação.

O estudo destaca ainda que a cerveja contém substratos metabólicos que substituem algumas substâncias perdidas durante o exercício físico como aminoácidos, minerais, vitaminas e antioxidantes. Mas apesar desta defesa do consumo da cerveja, os pesquisadores espanhóis afirmam que o consumo nunca deve passar da moderação, porque o excesso de álcool não se metaboliza e, por isso, afeta o sistema nervoso central.

No caso dos desportistas a recomendação do relatório é beber durante as refeições. Nunca momentos antes de praticar exercícios nem logo depois. O intervalo indicado para a cervejinha da hidratação é de duas horas antes ou depois de suar.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Ronaldo é o mais bonito do time, diz Miss Fiel


Como se não bastasse todo o furor por sua primeira aparição com a camisa do Corinthians, nesta sexta-feira, no Parque São Jorge, o atacante Ronaldo ainda conquistou a Miss Fiel, Ana Paula Minerato, que durante a apresentação do jogador à torcida, no gramado, recepcionou o novo ídolo e não escondeu a admiração pelo camisa 9.

» Veja fotos da apresentação de Ronaldo
» Veja mais fotos de Ronaldo no campo
» Assista o vídeo onde Ronaldo
não define sua data de estréia

» Baixe pôster de Ronaldo no Corinthians
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"Acho que atualmente o mais bonito do time é o Ronaldo. Ele é lindo, muito simpático", elogiou a Miss Fiel, 18 anos, eleita através de votação no site oficial do clube.

Aplaudida pelos torcedores presentes no Parque São Jorge, a musa alvinegra prevê a conquista de títulos com Ronaldo no elenco e não esconde a euforia ao prever o próximo ano.

"Com esse 2009 fenomenal, vai ser o maior orgulho. Aguardem que Paulista, Copa do Brasil e Brasileiro serão nosso. É 'nóis'", enfatizou Minerato.

E com Ronaldo no ataque e resultados positivos dentro de campo, a Miss Fiel quer estar ao lado dos fãs alvinegros na conquista dos títulos. "Foi uma batalha muito grande conseguir esse título. Eu sempre fui da torcida e agora quero lvar carinho a todos os corintianos", concluiu.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Ex-árbitro Collina condena lance do "gol strip"


A "estratégia" do Catania na partida deste final de semana contra o Torino, pelo Campeonato Italiano, não agradou o ex-árbitro Pierluigi Collina. Atual presidente da comissão de arbitragem, ele reprovou a ação do atacante Gianvito Plasmati, que abaixou seu próprio calção na cobrança de falta do companheiro Giuseppe Mascara para distrair o goleiro Matteo Sereni.

» Assista ao vídeo: jogador tira a roupa e time marca gol
» Atacante sonha com seleção italiana

"Eu percebi um comportamento que não é previsto em regra, mas que é sem dúvida uma falta de respeito ao adversário: durante a partida, em algumas jogadas de bola parada, um jogador do Catania abaixava seu próprio calção", reportou Collina, garantindo que daria cartão amarelo a Plasmati por conduta antidesportiva.

O protagonista da polêmica, entretanto, se defendeu das críticas e pediu bom humor nas análises. "Foi uma piada de garotos. Certamente, não foi uma falta de respeito com os adversários ou com o público", garantiu Plasmati, que atingiu seu objetivo com a piada, já que Sereni pulou atrasado e não conseguiu evitar o gol na vitória do Catania por 3 a 2.

O técnico da equipe siciliana, o ex-goleiro Walter Zenga, havia dito após a partida que a jogada era "ensaiada", ainda que de brincadeira, nos treinos da equipe. No entanto, ele mudou o discurso e garantiu não ter visto o lance durante o jogo, mas prometeu pedir a seus jogadores que não voltem a usar o artifício.

"Não vi nada do banco, mas certamente irei conversar com meus jogadores no treino. Não quero correr o risco de ter qualquer jogador recebendo cartões por uma situação assim", afirmou o treinador do Catania. "Não acredito que houve qualquer intenção de Plasmati de ofender os outros jogadores com seu comportamento", completou Zenga.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Matthaus duvida das desculpas de Ballack

As trocas de críticas entre o técnico da seleção da Alemanha, Joachim Low, e o capitão Ballack não passaram em branco. Um dos maiores jogadores do país em todos os tempos, capitão da equipe campeã do mundo em 1990, Lothar Matthäus não poupou o jogador do Chelsea, que enviou comunicado via imprensa se descupando com o treinador por algumas críticas feitas recentemente. Para o ex-jogador, a sinceridade de Ballack é duvidosa.

- Um comunicado de imprensa não é desculpa. Tenho a impressão de que Ballack não escreveu nada, mas sim seu representante - disse ao jornal "Bild.

Matthaus afirmou que os jogadores que discutem pela imprensa tomam um caminho absolutamente falso.

- Ao invés de falar tanto fora de campo, deveriam mostrar seu rendimento nos gramados - atacou.

Por fim, o ex-capitão germânico deixou claro que, no seu tempo de jogador, as coisas eram feitas às claras com o então técnico Franz Beckenbauer.

- Quando havia algo a dizer, fazíamos na cara ou por telefone. Atitudes como as atuais só acontecem quando o lugar do jogador está em perigo - completou.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Jogadora alemã abandona o futebol para virar atriz pornô

A jogadora de futebol Eva Roob, do Nuremberg da Alemanha, decidiu abandonar a carreira e virar atriz pornô.

A volante defensiva de 23 anos dividia seu tempo entre os gramados e os bares de strip-tease da cidade de Nuremberg. Foi quando pintou o convite para estrelar o filme "Sweet Cheeks 10". Eva não titubeou, aceitou a proposta e agora atende pelo nome artístico de Samira Summer.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Brasil: tempos de futebol e capitalismo. por Paulo de Tarso Soares

Surpreendi-me com o convite para escrever um texto sobre futebol e capitalismo. Iniciei-me no ""mundo" do futebol torcendo pelo Botafogo, numa época em que os ídolos eram Dino (suprema elegância) e Vinícius (Vai, leão!) e depois vibrei com Garrincha, Didi, Nilton Santos etc. Comecei a torcer pelo Palmeiras por causa do Chinesinho e vibrei com Ademir da Guia e Dudu. Como, então, hoje, ter vivo interesse por futebol? A mercantilização e uma forma primária e selvagem de luta de classes chutaram esse interesse para a linha de fundo, perto da bandeira do escanteio. O convite foi reiterado, lembrando exposição em que satirizei foto com torcedoras da seleção em trajes sumários. O texto que se segue não tem a pretensão de originalidade, mas a de ser uma aplicação correta do que aprendi lendo K. Marx, V. Lênin, G. Lukács, G. Debord, J. Holloway e D. Bensaïd. Não são poucos os que sonham que luta de classes é coisa do passado. Um número maior reduzem-na ao conflito entre patrão e empregado. Ledos enganos! O capitalismo é modo de produção da vida eivado de conflitos. Conflitos entre os tempos de cultura, política, economia. Conflitos entre trabalho vivo e morto, produção e demanda. Burguesia x proletariado é conflito centralizante, cuja função não é empobrecer a análise, é permitir a transformação do conhecimento em estratégia política. O sujeito, no capitalismo, torna-se um apêndice do seu apêndice. O homem se torna um apêndice das coisas. Isso se acentua enormemente na fase atual de desenvolvimento do capitalismo, no estágio superior da contradição entre o caráter social da produção e o caráter privado da apropriação, em que predominam os monopólios, em que apesar da produção mercantil continuar reinando, a maior parte dos lucros é gerada nas maquinações financeiras, na fase em que o esgarçamento do tecido social está próximo do rompimento. A violência da inversão sujeito-predicado está presente em todas as camadas sociais, mas seu impacto não é idêntico. Nas camadas privilegiadas, o indivíduo vive para o trabalho, não tem tempo para a família, só tem prazer no "big" apartamento no bairro chique, nos eletroeletrônicos de última geração, no carrão etc. Vale qualquer coisa para conseguir mais riqueza. Todo comportamento predador é "justificável" (ressaltem-se as aspas), seja com colegas, fornecedores, consumidores, seja com família e amigos. A felicidade está nas coisas. A rigor, não é o indivíduo que possui as coisas, elas que o possuem. Esse constrangimento invisível está presente nas camadas não privilegiadas, mas lhes é negado o acesso aos bens. A felicidade também está nas coisas, mas o indivíduo passa horas e horas "pendurado" num transporte de péssima qualidade, mora em condições subumanas, sem apoio decente nas áreas de saúde, educação e sem acesso à cultura. O comportamento predador, cuja expressão máxima é a criminalidade, faz parte e condiciona seu cotidiano. Quem é o típico torcedor que, mediante as torcidas organizadas, domina os estádios? Ele vem das camadas social e econômica mais baixas, vive na periferia, tem reduzida escolaridade, quase nenhuma perspectiva de vida. Como, então, ele extravasa sua frustração diante de um mundo que faz o elogio da opulência, mas a restringe a pouquíssimos? A felicidade que, por limitação na renda, não consegue ter nos bens, ele tem no time de futebol. O time de futebol substitui os bens que ele não pode ter e faz sua "felicidade" (ressaltem-se as aspas). A torcida pelo time de futebol não é diferente do seu cotidiano. A violência física reproduz a violência das condições indignas de vida. Brigas entre torcidas e depredações na ida e na volta dos estádios são vistas como lazer. Atenção, que ninguém saia por aí dizendo que os estou inocentando. Estou, sim, fazendo a crítica de um sistema crudelíssimo, que transforma homens em coisas, ou melhor, em algo próximo dos animais selvagens. Por que a violência não é usada contra o patrão, e sim contra os iguais? As perspectivas políticas que lhes são apresentadas são a de uma aristocracia operária (hoje no poder, em nome da oligarquia financeira), a de um anacrônico poder proletário (não abole a dominação, só a inverte) e a de um pleonasmo (socialismo e liberdade) imaginariamente construído mediante paradoxo (a velha prática de aparelhamento de instituições). A violência não é usada contra o patrão porque a subordinação ideológica faz com que a intenção não seja abolir a violência, e sim a de se comportar violentamente como o patrão que sonham ser. A violência que lhes está disponível, ou melhor, que lhes é permitida, é a violência física contra os iguais a quem eles querem dominar, subordinar, submeter. Dirão alguns, externando indignação: "Mas essa violência não atinge somente os outros violentos, ela atinge inocentes". Nessa história não há inocentes. Somos todos cúmplices, quando não nos reconhecemos nas relações sociais que nós mesmos produzimos, quando elas nos parecem estranhas, como se viessem de fora e nos fossem impostas. Isso vale para a violência nos estádios e para as "pizzas" servidas no Congresso Nacional. Imaginamos que elas nada têm a ver conosco. Abominamos tais comportamentos. Convenientemente omitimos que nada fazemos realmente para mudar essa situação. Temos, sim, responsabilidade pelas "pizzas" no Congresso e pela violência nos estádios. Afinal, o que fazemos além de reclamar contra as torcidas organizadas e contra as autoridades que não tomam providências? Nossa retórica é contestadora, mas nossa prática, mediante a omissão, é apoiar um sistema violentíssimo. As torcidas só respondem aos estímulos que recebem. Elas jogam na nossa cara a violência da sociedade. As relações sociais, na atual fase de desenvolvimento do capitalismo, são intermediadas pelas aparências. Parecer é mais importante que ter ou ser. Só se aparenta o que não se é. Dito de modo direto, a farsa é característica da nossa sociedade. Criticamos veementemente a violência nos estádios, mas fechamos os olhos para a violência que as origina, a violência das condições de vida de parcela esmagadora da sociedade. Fazemos isso conscientemente? A resposta é: "Não necessariamente"! Injetam-nos doses maciças de falta de lógica, que nos fazem perder a capacidade para distinguir o que é importante do que é secundário ou fora de propósito; o que é incompatível do que é um bom complemento; o que uma determinada conseqüência implica do que ela impede. Não conseguindo reconhecer nada sozinhos, somos tranqüilizados pelos especialistas. Narrativas inverificáveis, estatísticas incontroláveis, explicações inverossímeis e raciocínios insustentáveis são apresentados como evidências inquestionáveis. Essa vida é um espetáculo! O futebol faz parte dele. Há muito que o comando do futebol está nas mãos dos que cuidam de negócios. Futebol, hoje, é essencialmente negócio. A adoração ao "clube-empresa" é crença legitimadora dessa situação. Amor ao clube? Não vou negar que ainda exista, mas não é predominante. A imprensa critica, mas, quando os resultados são bons, "esquece" que eles são frutos dos negócios e os tratam como se decorressem do amor ao clube. Ela vive da venda de anúncios cujos preços estão positivamente relacionados com o número de leitores-ouvintes-telespectadores. Vale, então, apresentar a mulher como objeto sexual, vale explorar a animalidade, vale explorar a ignorância, a incultura, vale elogiar um patriotismo que há muito foi jogado no lixo. Vale tudo para sustentar os negócios futebolístico e midiático. A imprensa esportiva faz parte de um negócio que organiza, com habilidade, a ignorância do que acontece e o esquecimento do que aconteceu. Por baixo do romantismo, da festa, há o predomínio dos negócios, a violência de uma luta de classes primária e a hipocrisia de muitos. O elogio do amor ao clube/seleção legitima negócios (não poucos malfeitos, alguns antiéticos e até ilegais). O futebol jogado é cada vez mais medíocre. Não há assincronia (conflito) entre os tempos do futebol e da decomposição do capitalismo. Não tenho emoções positivas com espetáculos desse tipo. Que me perdoem Marcos, Sérgio, Rogério Ceni e, provavelmente, Tevez.

PAULO DE TARSO SOARES é professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP
Retirado de Ordem dos Economistas do Brasil citando como fonte a Folha de São Paulo Especial (28/05/2006)

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

André Balada

Principal estrela do palmeiras em 2003, ano que o time disputou a Série B do Brasileiro, o atacante Vágner Love não ficou nada satisfeito com as declarações de André Neles ao Jornal da Tarde. O atacante do Barueri assumiu que consumia cocaína quando atuava pelo Verdão e disse que outros atletas faziam o mesmo.

- Se ele assumiu que consumia cocaína, isso é coisa dele. Eu nunca vi nenhum jogador fazendo isso. Eu nem tinha convivência fora do clube com ele. Se ele desse nome aos bois ficaria mais fácil, mas ele preferiu jogar tudo no ventilador. Fica ruim para imagem dele e de todos que lá estavam - comentou.

O atacante do CSKA Moscou fez questão ainda de defender os outros jogadores que fizeram parte daquele elenco. Naquele ano, o time formado em sua maioria por jovens, conquistou o acesso de volta à Série A sendo campeão.

- Eu nunca usei drogas e nem vou usar. Aquele grupo era muito sério, formado por jovens responsáveis e não tinha espaço para isso - acrescentou Vágner Love.

Depois de uma visita rápida ao Brasil para aproveitar folga no calendário russo, Love já está de volta à Rússia, mas sua intenção ao final do ano é tentar uma transferência para outro clube da Europa ou então um retorno ao seu país.
Principal estrela do Palmeiras em 2003, ano que o time disputou a Série B do Brasileiro, o atacante Vágner Love não ficou nada satisfeito com as declarações de André Neles ao Jornal da Tarde. O atacante do Barueri assumiu que consumia cocaína quando atuava pelo Verdão e disse que outros atletas faziam o mesmo.

- Se ele assumiu que consumia cocaína, isso é coisa dele. Eu nunca vi nenhum jogador fazendo isso. Eu nem tinha convivência fora do clube com ele. Se ele desse nome aos bois ficaria mais fácil, mas ele preferiu jogar tudo no ventilador. Fica ruim para imagem dele e de todos que lá estavam - comentou.

O atacante do CSKA Moscou fez questão ainda de defender os outros jogadores que fizeram parte daquele elenco. Naquele ano, o time formado em sua maioria por jovens, conquistou o acesso de volta à Série A sendo campeão.

- Eu nunca usei drogas e nem vou usar. Aquele grupo era muito sério, formado por jovens responsáveis e não tinha espaço para isso - acrescentou Vágner Love.

Depois de uma visita rápida ao Brasil para aproveitar folga no calendário russo, Love já está de volta à Rússia, mas sua intenção ao final do ano é tentar uma transferência para outro clube da Europa ou então um retorno ao seu país.

mais mais mais » http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/0,,MUL757587-9825,00-RECUPERADO+ANDRE+NELES+REVELA+TER+USADO+DROGAS+COM+JARDEL+EXGREMIO.html

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Hóspedes reclamam de suposta festa da seleção

Hóspedes do hotel onde a seleção brasileira está hospedada, em Santiago, reclamaram neste domingo do barulho de uma festa que os brasileiros teriam organizado na noite de sábado, véspera da partida contra o Chile pelas eliminatórias da Copa-2010. Os hóspedes do sexto andar disseram que ouviram muitos barulhos que vinham do andar superior, todo ocupado pela delegação brasileira de futebol. Uma mulher, também hospedada no sexto andar, disse que chegou a presenciar a entrada de muitas mulheres no saguão.

Questionado sobre a possível comemoração antecipada, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou por meio de sua assessoria que "se ganharem, os jogadores podem até fazer uma [orgiaenrab]festa, mas depois do jogo", e negou o encontro às escondidas.

http://uolesporte.blog.uol.com.br/arch2008-09-07_2008-09-13.html#2008_09-09_15_09_34-10305746-0