terça-feira, 6 de setembro de 2011

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10 perguntas respondidas sobre sexo anal

Uma pesquisa realizada pelo Datafolha e publicada recentemente no jornal Folha de S. Paulo apontou que 57% das mulheres brasileiras fazem sexo anal; 43% delas não praticam ou omitiram a resposta.

Leia mais:
50 perguntas respondidas sobre sexo
Dez dúvidas (deles e delas) sobre pênis
Mulheres se preocupam com a região íntima

Mas apesar de a maioria praticar, diversas dúvidas sobre o tema ainda persistem. A redação do Delas, que recebe diariamente e-mails com perguntas sobre sexo anal, responde a dez perguntas frequentes.

Colaboraram os médicos: Otto Henrique Tôrres Chaves, chefe do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia e professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, e Celso Marzano, urologista e diretor do Centro de Orientação e Desenvolvimento da Sexualidade, de São Paulo.

1 - É mais fácil pegar AIDS por sexo anal?
Sim, pois a prática gera microtraumatismos na mucosa retal (revestimento interno) que servem como porta de entrada para o vírus.

2 - Praticantes de sexo anal têm mais chances de desenvolver fissuras ou hemorróidas?
Não. Esses quadros são consequências de mau funcionamento intestinal. Mas atenção: quem já apresenta fissuras ou está no período de inflamação da hemorróida pode sentir bastante dor durante o sexo anal. É melhor evitar.

3 - Mulheres que praticam sexo anal têm mais infecção vaginal?
Nada disso. Se tomar cuidado, não há perigo de desenvolver o problema. A principal recomendação é nunca realizar o sexo vaginal após a penetração anal e nem usar os dedos e acessórios para manipular a vagina depois de ter estimulado o ânus. Ao entrar em contato com a região anal, tanto o pênis como os dedos e brinquedinhos são contaminados com fezes ou secreções fecais. Essas secreções apresentam bactérias que podem causar “estragos” em contato com a vagina ou boca. Além da infecção vaginal, mais problemas podem ocorrer, como infertilidade, infecção da região da bacia e do abdome e até aborto em caso de gravidez.

4 - Sexo anal normalmente estoura a camisinha?
Mito. Isso só acontece se houver algum erro na forma de usá-lo. Para evitar problemas, o preservativo deve ser de boa qualidade e proporcional ao calibre do pênis.

5 - O sexo anal pode desencadear câncer no reto ou de intestino?
Boato dos grandes. Nenhum estudo mostrou a existência dessa possibilidade.

6 - Sexo anal dói muito?
Quando se insinua uma penetração anal os músculos locais se contraem como uma forma de defesa. Haverá dor se o casal não esperar que esses relaxem. Para o relaxamento ocorrer é preciso paciência, cumplicidade, confiança e carinho. Se o desconforto for muito intenso durante a relação o ideal é procurar um especialista.

7 - É muito difícil a mulher ter um orgasmo com sexo anal?
Não, mas é preciso que o casal tenha um maior aprendizado em relação a essa prática sexual. Para isso, nada melhor do que conversar com o parceiro e informar, por exemplo, suas preferências em relação à posição e velocidade de penetração.

8 - Fazer sexo anal com frequencia é prejudicial à saúde?
Se for praticado com delicadeza - e respeitando as normas de higiene e utilização de preservativo - não é prejudicial à saúde. O uso da camisinha é indispensável.

9 - É preciso fazer uma lavagem no reto antes de praticar sexo anal?
A higiene externa com água e sabonete é importante. Já a interna - chamada "enema" - é opcional.

10 - Sexo anal muda a atividade intestinal?
Esse ato sexual não interfere no hábito intestinal nem nos movimentos peristálticos (que ocorrem dentro do intestino).

O urologista Celso Marzano é autor do livro sobre sexo anal "O Prazer Secreto", Editora Éden.

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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Os 40 anos da explosão psicodélica

Há 40 anos a música, em especial o Rock, passava por um dos seus períodos mais importantes. Em 1968 explodiam vários tipos de manifestações sociais, culturais e comportamentais, que afetaram fortemente o Rock’n'roll. Um movimento de contracultura que se originara da geração beatnik começava a dar forma a uma nova corrente do Rock. Era o movimento hippie, que trazia consigo a psicodelia e o questionamento ao sistema estabelecido. Através de um estilo de vida totalmente alternativo, com roupas diferentes, vivendo em comunidades improvisadas e experimentando substâncias alucinógenas para alterar o estado de consciência, os hippies influenciaram não só toda uma camada de jovens inconformados, mas também injetaram novo vigor à música.


O rock psicodélico surgia daí como uma forma de revolucionar o que era feito até então. Incorporar as sensações causadas pelos psicotrópicos à sonoridade das músicas. Subverter e viajar através do som. Letras e linhas de guitarras totalmente surrealistas.



O ano de 1968 foi o auge da psicodelia no rock. Foi nesse ano que muitas bandas estouraram e outras lançaram seus principais álbuns. Jimi Hendrix e sua banda, The Jimi Hendrix Experience, lançavam Electric Ladyland, com gravações que iriam entrar para a história, como o cover de “All Along The Watchtower”, de Bob Dylan, além de um dos seus principais clássicos, “Voodoo Child”. The Big Brother And The Holding Company, que tinha à frente ninguém mais ninguém menos que Janis Joplin, lançava Cheap Thrills, simplesmente o disco que contém “Piece Of My Heart”, além do sensacional cover do jazz de George Gershwin “Summertime”.


Com Waiting For The Sun, o The Doors abre as portas do sucesso com o hit “Hello, I Love You”. É bem verdade que a banda já havia estourado com o primeiro disco homônimo de 1967, mas foi com esse álbum que Jim Morrison e seus parceiros estrearam o primeiro lugar nas paradas.


Foi um ano de mudanças para o Pink Floyd. Saía Syd Barrett, com sérios problemas psiquiátricos (ocasionados pelo uso excessivo de LSD), e entrava David Gilmour, dando nova cara à banda. Com a mudança, o disco A Saucerful Of Secrets acaba por ter a participação dos dois guitarristas e vocalistas, sendo a presença de Barrett restrita à última faixa, “Jugband Blues”, composta e cantada por ele.


Outro grande expoente do rock psicodélico a lançar um disco nesse ano foi o Grateful Dead. A banda de São Francisco, California, liderada pelo vocalista e guitarrista Jerry Garcia, surgia com Anthem Of The Sun, seu segundo álbum, e um dos mais psicodélicos da carreira da banda.


Foi também um ano de despedidas. O Cream, do grande guitarrista Eric Clapton, decretava o seu fim, e com isso o início da promissora carreira solo de seu líder. Lançam Wheels Of Fire, que viria a ser o penúltimo disco da banda, que deixaria o réquiem para 1969, com Goodbye. Fazem seu último show em Londres, no dia 26 de novembro, no Royal Albert Hall


Os Beatles, sempre à frente de seu tempo, começavam a deixar a psicodelia de lado (mas não totalmente) com o lançamento do Álbum Branco, que reúne diversos tipos de elementos musicais, isso depois de três discos altamente lisérgicos (Revolver de 1966, Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band e Magical Mystery Tour, de 1967). Mas antes lançam um filme e um álbum que se tornanaram ícones da geração lisérgica: Yellow Submarine, um desenho animado musical que unia os grandes sucessos dos últimos álbuns da banda com uma história maluca e cores e formas extremamente berrantes. Foi, é claro, um grande sucesso entre os amantes da arte psicodélica.


Frank Zappa & The Mothers Of Invention não eram propriamente uma banda de rock psicodélico. Pelo contrário. Zappa era contra e proibia veementemente que seus músicos usassem qualquer tipo de droga. No entanto, é difícil encontrar som mais viajante do que esse na década de 60. We’re Only In It For The Money, terceiro álbum dos Mothers, tirava sarro de tudo que estava em voga em 1968. Sobrou até pros Beatles, que foram satirizados na capa que parodiava Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band. Mas o pricipal alvo dos Mothers no disco foi o movimento hippie, ridicularizado o tempo todo em boa parte das 19 faixas. E o mais curioso é que eles riam da psicodelia sendo psicodélicos. Genial, por assim dizer.


Não podemos ignorar a psicodelia brasileira, e seus maiores expoentes: Os Mutantes, que lançavam seu disco de estréia homônimo, que continha dois sucessos compostos por outros grandes artistas, mas que ficaram famosos nos arranjos dos irmão Baptista e Rita Lee: “Panis Et Circensis”, de Caetano Veloso e Gilbero Gil, e “A Minha Menina”, de Jorge Ben. O sucesso da banda não ficou restrito ao Brasil, ao contrário, foi muito maior no estrangeiro, sendo considerada uma das principais bandas psicodélicas da história do rock, juntamente com outras já citadas acima.



Por falar em estréias, três grandes conjuntos musicais deram em 1968 o pontapé inicial de suas meteóricas carreiras: o Jethro Tull, com This Was, o Deep Purple com Shades Of Deep Purple, além do grande Led Zeppelin, que fez o seu primeiro show e gravou seu primeiro disco, Led Zeppelin, que seria lançado em janeiro do ano seguinte.


Enfim, não dá pra esquecer o que 1968 representou para o Rock. Foi ali que surgiram boa parte dos clássicos que fazem até hoje jovens delirarem e extravasarem toda a sua rebeldia. Foi o marco de uma geração que não se conformou com a situação da sociedade na época e resolveu fazer a diferença. E que com isso fique a lição para as gerações presentes.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Mamilos estimulam mesma área cerebral que genitais feminina

Fica "animada" apenas com carícias dos mamilos? De acordo com uma pesquisa da Universidade Rutgers, dos Estados Unidos, a explicação é de que o ato estimula a mesma área do cérebro que os órgãos genitais. Os dados são do jornal Daily Mail.

A equipe de cientistas pediu que 11 mulheres entre 23 e 56 anos se tocassem, enquanto seus cérebros eram monitorados. As imagens mostraram que a região superior central do órgão "se iluminava" quando o assunto em questão era mamilo, vagina e clitóris.

O líder do estudo, o psicólogo Barry Komisaruk, disse que, além de ajudar pessoas que não conseguem ter orgasmo, seu trabalho colabora para desvendar segredos mais amplos do cérebro. 'If we can control a part of the brain that produces pleasurable sensation, what would that do in the case of, say, depression or anxiety or addiction or obesity?'"Se pudermos controlar uma parte do cérebro que produz sensação de prazer, o que isso faria no caso de, por exemplo, depressão, ansiedade, vício ou obesidade?" disse ele.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Droga artificial simula efeito de maconha e é vendida 'disfarçada'

DE SÃO PAULO

A maconha artificial mais popular nos EUA, vendida como incenso, a K2 é alvo de resenhas em sites especializados, que também publicam vídeos ensinando a usá-la.

O fabricante, no entanto, já enfrenta problemas típicos do sucesso de qualquer produto: as falsificações.

Anvisa proíbe mefedrona; substância é similar ao ecstasy

Os inventores da K2 --uma alusão à montanha no Himalaia-- até criaram um "selo de originalidade" para os pontos de venda, conforme seu próprio site indica, mas ainda há muitas cópias "piratas" por aí.

"Os usuários muitas vezes não fazem ideia do que estão usando. Eles se baseiam nos efeitos que os traficantes dizem que aquela droga vai ter", diz Rafael Lanaro, do Centro de Controle de Intoxicações do Hospital de Clínicas da Unicamp.

"O assunto está ganhando cada vez mais espaço nos congressos de toxicologia, mas ainda há pouca literatura sobre os efeitos, sobretudo os de longo prazo, dessas drogas", conclui.


Na foto acima, droga artificial que simula efeito de cocaína é vendida como sendo sais de banho nos EUA

SEM CONTROLE

O uso das drogas artificiais vem crescendo. Um estudo britânico divulgado na semana passada diz que a mefedrona (usada para fazer similares de cocaína e ecstasy) já é tão popular quanto a cocaína no Reino Unido. Mesmo assim, a maioria dos países ainda engatinha em seu controle.

Boa parte da Europa e os Estados Unidos estão se esforçando na proibição dessas substâncias, mas basta uma pequena engenharia química para que as drogas retornem à "legalidade".

"É muito fácil fazer uma pequena alteração química que muda sua nomenclatura", diz Lanaro.

Nos Estados Unidos, a maior frente de batalha é contra os canabinoides sintéticos. Trinta e oito dos 50 estados americanos baniram ou aguardam legislação para banir a venda dessas substâncias em seu território.

Por meio de sua assessoria, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) disse que, no Brasil, a análise e o subsequente banimento de substâncias vem da demanda de policiais e da própria população. No caso da recém-proscrita mefedrona, o apelo veio da Polícia Federal.

Apesar da proibição, coibir a venda e o uso dessas substâncias deve ser complicado. "Elas são mais difíceis de apreender porque os policiais não estão familiarizados com elas, a apresentação pode ser aparentemente inofensiva", avalia Lanaro.

Testes comuns de detecção de drogas não costumam identificá-las. A maioria passa desapercebida pelos cães farejadore.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Erva medicinal pode aumentar desejo sexual masculino

O feno-grego pode ser um aliado de homens que querem aumentar a libido. De acordo com uma pesquisa do Centre for Integrative Clinical and Molecular Medicine in Brisbane, na Austrália, o uso da erva representaria um crescimento de, pelo menos, 25% no desejo. As informações são do jornal inglês Daily Mail.

Para chegar a essa conclusão, 60 pessoas do sexo masculino saudáveis, entre 25 e 52 anos, ingeriram um extrato da iguaria duas vezes por dia, durante seis semanas. Os seus níveis de libido foram monitorados e pontuados. No período do levantamento, a pontuação média subiu de 16,1 para 20,6, um crescimento de 28%. Enquanto isso, outro grupo de voluntários tomaram pílulas placebo e observaram diminuição em seus números.

As sementes de feno-grego contêm compostos chamados saponinas, que estimulariam a produção de hormônios sexuais masculinos, incluindo a testosterona. Segundo o jornal, a planta cresce na Ásia, faz parte da culinária indiana e suas folhas e sementes eram usadas desde o tempo dos antigos egípcios para tratar febre.

Camisinha que aumenta ereção ganha recomendação da UE



A empresa médica britânica Futura Medical teve sua camisinha que reforça a ereção recomendada para receber aprovação da União Europeia (UE). A companhia disse que sua camisinha CSD500, licenciada para venda pela empresa farmacêutica Reckitt Benckiser, sob a marca Durex, possui em sua ponta um gel que dilata as artérias e aumenta o fluxo de sangue para o pênis, resultando em uma ereção maior e mais firme.

A Futura afirmou nesta segunda-feira que, depois da recomendação, os produtos geralmente levam cerca de um mês para receber a certificação de marca CE. Com esta certificação, a camisinha poderá ser vendida em 29 territórios da Europa e vários países não europeus. Em seu site na internet, a Futura disse que a CSD500 será uma camisinha usada por homens saudáveis para ajudá-los a manter uma ereção mais firme durante relações sexuais em que usam camisinha.

Em um estudo duplo-cego (em que nem examinador nem examinado sabem o que está sendo considerado para avaliação) copatrocinado pela Futura e que comparou a CSD500 com camisinhas do tipo padrão, dos participantes que expressaram uma preferência, uma parcela importante de homens e mulheres relataram melhoras na firmeza da ereção do homem nas relações sexuais em que foi usada a CSD500. Além disso, entre os participantes que expressaram uma preferência, uma parcela significativa de homens e mulheres achou que a CSD500 aumenta o tamanho do pênis, e uma parcela importante das mulheres relatou uma experiência sexual de duração mais longa.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Beatlemaníacos analisam set list do show de Paul McCartney

São eles Samuel Rosa, Márcio Borges, Marcelo Thomé e Thiago Corrêa

Com os 120 mil ingressos (metade para cada uma das noites) vendidos em poucos dias, a hora é de correr pro abraço. Neste domingo, no Estádio do Morumbi, Paul McCartney faz a primeira das duas apresentações de Up and coming tour em São Paulo, depois da estreia, no início deste mês, em Porto Alegre. Há 17 anos sem vir ao país, o ex-Beatle, que além de sir carrega o título de maior artista vivo da música popular, toca por quase três horas, sem demonstrar, em momento algum, o peso de seus 68 anos.


Além de farto material dos Beatles, McCartney enfatiza o repertório setentista dos Wings. Seu melhor álbum do período, considerado ainda o clássico da banda que manteve ao lado da mulher, Linda, teve seis de suas 10 canções incluídas: Band on the run, de 1973, remasterizado há pouco. A turnê, que conta com três dezenas de datas, tem um set list que vem se repetindo continuamente, com poucas modificações. No último fim de semana, em Buenos Aires, por exemplo, ele abriu o primeiro show com Venus and Mars/Rock show, também do Wings. No dia seguinte, no Estádio do River Plate, começou com Magical mystery tour, dos Beatles.


Pode ser assim em São Paulo, já que serão dois shows. Ou não. As apostas estão feitas. O Estado de Minas convidou quatro beatlemaníacos para comentar parte do repertório (com suas possíveis variações, a lista vem abaixo, na ordem de apresentação): Márcio Borges, autor de Para Lennon e McCartney (1970, em parceria com Lô e Fernando Brant); Samuel Rosa, líder do Skank, banda que na discografia produzida nesta década vem reforçando a influência dos Beatles; Marcelo Thomé, baixista e vocalista da banda cover Anthology, que desde o anúncio da vinda da turnê ao Brasil não tem tido sequer um fim de semana de folga; e Thiago Corrêa, vocalista do grupo Transmissor, outro que traz a banda inglesa em seu DNA. Dos quatro, somente Borges não estará no Morumbi neste domingo.

• Venus and Mars/Rock Show (do álbum Venus and Mars, de 1975)
Wings. Antológico. Inesquecível. Vou traduzir o que disse um fã no YouTube porque ele falou tudo que eu gostaria de dizer: "Paul McCartney = gênio! O mais genuíno, brilhante, espetacular, fabuloso, excelente, impressionante, fantástico, incrível, assombroso, encantador, imponente, boa-praça, boa-pinta e a maior personagem que jamais existiu. Não há palavras no universo que descrevam como ele é genial. Nunca me cansarei de ouvi-lo. Sempre abro um sorriso." Bom, esse é mais fã do que eu. (Márcio Borges)


• Jet (do álbum Band on the run, 1973)
Impecável pela produção e timbres maravilhosos como o fuzz (tipo de distorção) grandioso, além da sempre marcante melodia de Paul, que não sai da memória. Com uma veia meio hard rock mesclada com uma parte B claramente reconhecível do universo Beatle, essa música é uma espécie de "Beatles meets Van Halen" e com certeza influenciou uma estética que seria comum na década seguinte. (Thiago Corrêa)


• All my loving


• Letting go (Venus and Mars, 1975)Uma das minhas preferidas da época dos Wings. É também uma das mais subestimadas canções do Paul. Com seu riff de guitarra marcante e um ritmo envolvente, foi emocionante ouvir e ver este rock sendo tocado pelo próprio Paul a apenas alguns metros de distância. (Marcelo Thomé)


• Got to get you into my life ou Drive my car
• Highway
• Let me roll it/Foxy lady
• The long and winding road


• Nineteen hundred and eighty-five (Band on the run, 1973)
A música traz uma pitada do que poderia ter sido uma canção dos Beatles, porém sem o contraste necessário oferecido pelos outros integrantes do grupo. Com a doçura da parte marcante do piano e várias dinâmicas resultando num final grandioso, essa música com cara de clássico não chega a me empolgar. (TC)


• (I want to) Come home ou Let 'em in
• My love
• I'm looking through you ou I've just seen a face
• Two of us ou And I love her


• Blackbird (do Álbum branco dos Beatles, 1968)
O Álbum branco é ótimo para se ver a diferença de composição e assinatura de Lennon e McCartney. O disco é um rascunho do que viria a ser a carreira solo de cada um. Blackbird é dessa fornada, de uma fase bem folk em que ele, apesar de ser baixista, toca violão. Para mim é obra-prima. (Samuel Rosa)


• Here Today (do álbum Tug of war, 1982)
Segundo o próprio Paul, é a mais difícil de ser tocada nesta turnê devido à sua história: feita para John Lennon depois de sua morte, McCartney interpreta esta bela canção de forma magnífica. Em Porto Alegre, fui às lágrimas, pois é um dos momentos mais emocionantes do show. (MT)


• Dance Tonight (do álbum Memory almost full, 2007)
O multi-instrumentista Paul McCartney pega um bandolim e empolga toda a plateia não apenas pelo estilo sing-along da música, mas também pela despojada performance de seu baterista, Abe Laboriel Jr., que dança do início ao fim e rouba a cena. (MT)


• Mrs Vandebilt (Band on the run, 1973)
Essa também é do tempo do Wings, do álbum Band on the run, cuja música título, aliás, é bem melhor do que essa. É animada, batidona, mas não é nem de longe alguma das minhas prediletas do velho Macca. (MB)


• Eleanor Rigby
• Ram on
• Something


• Sing the changes (álbum Electric arguments, 2008, em que Paul assina The Fireman)
Essa música traz um sentimento que passeia pelo mundo do U2. Conheci-a na TV com o Paul se apresentando na marquise do Ed Sullivan Theater, em Nova York. A primeira coisa que pensei foi: “Como é que esse cara consegue ser tão jovem?” Sua vitalidade impressiona muito, além de sua voz, que pouco sofreu com o passar desses longos anos. (TC)


• Band on the run (Band on the run, 1973)
Não acreditei que estava assistindo a este clássico ao vivo. A reação não poderia ter sido diferente em todo o Beira-Rio: levou a plateia ao êxtase, que cantou e vibrou desde o primeiro acorde. Ótimo exemplo da qualidade técnica e do entrosamento total dos músicos que acompanham Paul nesta turnê. (MT)


• Ob-la-di, Ob-la-da
• Back in the U.S.S.R.
• I've got a feeling
• Paperback writer


• A day in the life (Sgt.Pepper’s lonely hearts club band, 1967) e Give peace a chance
Essa sim é uma canção 50% Paul e 50% John. Não fizeram a música juntos, mas emendaram duas partes: “Woke up, fell out of bed…”, meio alegrinha, do Paul com “I read the news today oh boy…” do John. É brilhante, pois mesmo assinada como parceria, você vê que são músicas bem diferentes. É ainda de uma outra fase dos Beatles, em que eles não estavam em busca do pop perfeito com refrão. (SR)


• Let it be


• Live and let die (composta para o filme homônimo de 007, de 1973)
É uma das músicas mais difíceis para se definir sem cometer um erro. Obra-prima do Paul, deve ser uma pedra no sapato dos ferrenhos desdenhosos de sua carreira pós-Beatles. Tem ainda todos os elementos marcantes da inigualável capacidade que o Paul tem para escrever melodias, aliada a um riff tão especial que, na minha opinião, remete e se equipara a emocionantes clássicos da música erudita, como o final da Nona sinfonia de Beethoven. (TC)

• Hey Jude (do compacto Hey Jude/Revolution, 1970)
É a expressão maior da melodia inerente na obra de Paul. Uma música que sintetiza e glorifica o senso melódico como valor eterno na cultura pop mundial. (TC)


BIS


• Day tripper
• Lady Madonna
• Get back


• Yesterday (do álbum Help! dos Beatles, 1965)
Foi um momento solene, uma pausa na avacalhação à Trapalhões daqueles quatro garotos travessos a correr pelas ruas de Londres fugindo de menininhas ensandecidas. Um poema sombrio e nostálgico, fora de contexto, de quem ainda nem tinha composto When I'm sixty four, menos ainda barrado os 70, mas já andava cheio de saudades de um "ontem" que seria o oposto metafórico do "dia que virá", tão cantado e decantado aqui na terra brasilis naqueles mesmos anos de Yesterday lá e ditadura cá... (MB)


• Helter Skelter (do Álbum branco, 1968)
Foi para provar que, antes mesmo de Ronaldo Bastos celebrizar a frase de efeito a respeito do disco Clube da Esquina de 1972, "os Beatles eram Rolling Stones". Mantras, Rajneesh, flower power e porrada! Essa é uma das músicas mais descaradas daquela época: “I'm coming down fast but don't let me break you" Helter Skelter significa barulho, confusão, trapalhada, e estava escrito a sangue nas paredes da casa onde foram encontradas as vítimas de Charles Manson. E alguns ainda dizem que Beatles não eram rock... (MB)


• Sgt. Pepper's lonely hearts club band (do álbum homônimo dos Beatles, 1967)
Assim como o disco, uma faixa revolucionária. Tudo o que está neste álbum é de extrema sofisticação até os dias de hoje, pelo tipo de música, pela capa, pelos temas abordados. São os Beatles deixando de ser adolescentes. (SR)


• The end

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Sala de aula brasileira é mais indisciplinada que a média, diz estudo

Segundo pesquisa, estudantes brasileiros confiam menos em seus professores do que há dez anos


As salas de aula brasileiras são mais indisciplinadas do que a média de outros países avaliados em um estudo do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês). O estudo, feito com dados de 2009 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), aponta que, no Brasil, 67% dos alunos entrevistados disseram que seus professores "nunca ou quase nunca" têm de esperar um longo período até que a classe se acalme para dar prosseguimento à aula.



Entre os 66 países participantes da pesquisa, em média 72% dos alunos dizem que os professores "nunca ou quase nunca" têm de esperar que a classe se discipline. Os países asiáticos são os mais bem colocados no estudo: no Japão, no Cazaquistão, em Xangai (China) e em Hong Kong, entre 93% e 89% dos alunos disseram que as classes costumam ser disciplinadas. Finlândia, Grécia e Argentina são os países onde, segundo percepção dos alunos, os professores têm de esperar com mais frequência para que os alunos se acalmem. O estudo foi feito com alunos na faixa dos 15 anos.

Menos distúrbios
O estudo identificou que os distúrbios em sala de aula estão, em média, menores do que eram na pesquisa anterior, feita no ano 2000. "A disciplina nas escolas não deteriorou – na verdade, melhorou na maioria dos países", diz o texto da pesquisa. "Em média, a porcentagem de estudantes que relataram que seus professores não têm de esperar muito tempo até que eles se acalmem aumentou em seis pontos percentuais." Segundo o estudo, a bagunça em sala de aula tem efeito direto sobre o rendimento dos estudantes. "Salas de aula e escolas com mais problemas de disciplina levam a menos aprendizado, já que os professores têm de gastar mais tempo criando um ambiente ordeiro antes que os ensinamentos possam começar", afirma o relatório da OCDE. "Estudantes que relatam que suas aulas são constantemente interrompidas têm performance pior do que estudantes que relatam que suas aulas têm menos interrupções."

A criação desse ambiente positivo em sala de aula tem a ver, segundo a OCDE, com uma "relação positiva entre alunos e professores". Se os alunos sentem que são "levados a sério" por seus mestres, eles tendem a aprender mais e a ter uma conduta melhor, conclui o relatório. No caso do Brasil, porém, a pesquisa mostra que os estudantes contam menos com seus professores do que há dez anos. "Relações positivas entre alunos e professores não são limitadas a que os professores escutem (seus pupilos). Na Alemanha, por exemplo, a proporção de estudantes que relatou que os professores lhe dariam ajuda extra caso necessário cresceu de 59% em 2000 a 71% em 2009", afirma o relatório. Já no Brasil essa proporção de estudantes caiu de 88% em 2000 para 78% em 2009.

sábado, 21 de maio de 2011

10 perguntas respondidas sobre sexo anal

Pesquisa aponta que 57% das mulheres praticam; ainda assim, o tema é cercado por dúvidas

Uma pesquisa realizada pelo Datafolha e publicada recentemente no jornal Folha de S. Paulo apontou que 57% das mulheres brasileiras fazem sexo anal; 43% delas não praticam ou omitiram a resposta.

Mas apesar de a maioria praticar, diversas dúvidas sobre o tema ainda persistem. A redação do Delas, que recebe diariamente e-mails com perguntas sobre sexo anal, responde a dez perguntas frequentes.

Colaboraram os médicos: Otto Henrique Tôrres Chaves, chefe do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia e professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, e Celso Marzano, urologista e diretor do Centro de Orientação e Desenvolvimento da Sexualidade, de São Paulo.

1 - É mais fácil pegar AIDS por sexo anal?
Sim, pois a prática gera microtraumatismos na mucosa retal (revestimento interno) que servem como porta de entrada para o vírus.

2 - Praticantes de sexo anal têm mais chances de desenvolver fissuras ou hemorróidas?
Não. Esses quadros são consequências de mau funcionamento intestinal. Mas atenção: quem já apresenta fissuras ou está no período de inflamação da hemorróida pode sentir bastante dor durante o sexo anal. É melhor evitar.

3 - Mulheres que praticam sexo anal têm mais infecção vaginal?
Nada disso. Se tomar cuidado, não há perigo de desenvolver o problema. A principal recomendação é nunca realizar o sexo vaginal após a penetração anal e nem usar os dedos e acessórios para manipular a vagina depois de ter estimulado o ânus. Ao entrar em contato com a região anal, tanto o pênis como os dedos e brinquedinhos são contaminados com fezes ou secreções fecais. Essas secreções apresentam bactérias que podem causar “estragos” em contato com a vagina ou boca. Além da infecção vaginal, mais problemas podem ocorrer, como infertilidade, infecção da região da bacia e do abdome e até aborto em caso de gravidez.

4 - Sexo anal normalmente estoura a camisinha?
Mito. Isso só acontece se houver algum erro na forma de usá-lo. Para evitar problemas, o preservativo deve ser de boa qualidade e proporcional ao calibre do pênis.

5 - O sexo anal pode desencadear câncer no reto ou de intestino?
Boato dos grandes. Nenhum estudo mostrou a existência dessa possibilidade.

6 - Sexo anal dói muito?
Quando se insinua uma penetração anal os músculos locais se contraem como uma forma de defesa. Haverá dor se o casal não esperar que esses relaxem. Para o relaxamento ocorrer é preciso paciência, cumplicidade, confiança e carinho. Se o desconforto for muito intenso durante a relação o ideal é procurar um especialista.

7 - É muito difícil a mulher ter um orgasmo com sexo anal?
Não, mas é preciso que o casal tenha um maior aprendizado em relação a essa prática sexual. Para isso, nada melhor do que conversar com o parceiro e informar, por exemplo, suas preferências em relação à posição e velocidade de penetração.

8 - Fazer sexo anal com frequencia é prejudicial à saúde?
Se for praticado com delicadeza - e respeitando as normas de higiene e utilização de preservativo - não é prejudicial à saúde. O uso da camisinha é indispensável.

9 - É preciso fazer uma lavagem no reto antes de praticar sexo anal?
A higiene externa com água e sabonete é importante. Já a interna - chamada "enema" - é opcional.

10 - Sexo anal muda a atividade intestinal?
Esse ato sexual não interfere no hábito intestinal nem nos movimentos peristálticos (que ocorrem dentro do intestino).

O urologista Celso Marzano é autor do livro sobre sexo anal "O Prazer Secreto", Editora Éden.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Em site para achar amantes, 'elas não pagam' e homens são maioria

A rede social Second Love chegou ao Brasil nesta semana no mesmo clima das festas em que "elas não pagam". Focada em usuários que estão em um relacionamento mas buscam um "segundo amor" ou simplesmente uma aventura extraconjugal, a rede social, vista por muitos como um site para encontrar amantes, é gratuita para as mulheres, mas os homens têm que pagar para ter um perfil. "Tal como na vida real, em que em algumas discotecas existe a Ladies Night, nós decidimos fazer o mesmo modelo de negócio. Nós utilizamos esta estratégia nos outros países e funciona muito bem", disse ao Terra a porta-voz do site para o Brasil, Anabela Santos. E parece que a estratégia surtiu efeito: os homens são realmente atraídos a participar da rede. De acordo com a empresa, na Europa, a proporção de usuários é de sete homens para cada três mulheres.

Fugindo de qualquer tipo de polêmica, a porta-voz da empresa afirma que o objetivo do site não é incentivar a traição. "O objetivo é oferecer uma plataforma virtual online para pessoas que já estejam em uma relação e estejam à procura de outras pessoas para flertar, para terem mais atenção ou eventualmente para conhecer pessoalmente, se essa for a sua vontade. Muitas das pessoas que têm um relacionamento de longa duração têm necessidade de escapar da rotina e da monotonia que possam ter na sua relação atual."

Para os críticos do serviço, a porta-voz diz que "ninguém é forçado" a se cadastrar. "Não podemos nos esquecer que as pessoas se cadastram por variadas razões, algumas pelo flerte, outras para obter a atenção que já não têm do parceiro. O flerte acontece em todo lugar, e nós o trouxemos para o mundo online", afirma. Segundo ela, o que diferencia o Second Love de outras redes sociais como Orkut ou Facebook é o objetivo de quem procura o site. "As outras redes sociais são baseadas em conexões de amigos uns com os outros. No Second Love nós nos focamos nos usuários que querem conhecer novas pessoas que se encontrem na mesma situação: mulheres e homens que estejam casados, ou num relacionamento, e desejam viver uma aventura ou um namoro online com pessoas que estejam em condições similares para quebrar a rotina do casamento", diz a porta-voz.

Quem procura um site desse tipo provavelmente não vai querer que o parceiro ou a parceira descubra. E o modo de funcionamento da ferramenta contribui para manter o sigilo. "O usuário poderá comunicar-se anonimamente com os outros usuários sem utilizar o seu nome real. Os usuários têm também a opção de colocar uma foto privada e somente mostram a quem lhes interessar enviando-lhes uma senha de acesso", afirma Anabela. Além disso, todas os perfis e fotografias são verificados manualmente pela equipe do site. Imagens consideradas "indecentes" são imediatamente apagadas.

Lançado em 2008 na Holanda, o site está presente também na Bélgica, Portugal e Espanha, tem mais de 200 mil usuários cadastrados e vem crescendo, em média, 60% ao ano. O Brasil foi escolhido para ter uma versão própria do site porque o brasileiro "é um povo mais aberto e receptivo a novidades", segundo comunicado da empresa. Os responsáveis pela rede acreditam que o País será o mercado com o crescimento mais rápido do site, levado tanto pela densidade populacional quanto pelo crescimento da economia e pelo aumento de usuários de internet.

No Brasil, por enquanto, o site está apenas em uma primeira fase. Até o fim de junho, a rede social estará apenas realizando o cadastro dos usuários interessados para formar uma base de dados. Somente a partir de 1º de julho os usuários à procura do seu "segundo amor" poderão utilizar todas as funcionalidades da rede social.